quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Respondendo perguntas...

- Cadê a foto da ecografia? Num vai postar, pendurar na parede, colocar no orkut?...
A foto está num envelope. Não vou publicar em lugar nenhum, nem mandar pra ninguém. Eu, pessoalmente, não acho que uma foto de ecografia diz muita coisa. Não vejo necessidade também de colocar na internet.

- E a barriga? Não vais colocar fotos?
Tá crescendo e não, não vou colocar fotos.

- Já sabe o sexo do bebê?
Não, estou no início do quarto mês e ainda está muito cedo pra saber.

- Vais contar quando souberes?
Não sei, ainda vou pensar no assunto...

- Já escolheram nomes?
Não

- Já começaram a fazer o quarto do bebê?
Não

- Tens sentido algum enjôo ou passado mal?
Não sou uma pessoa que fica reclamando quando não estou me sentindo bem - nem aqui, nem em casa. Detesto gente que fica fazendo melo-drama como se os outros pudessem fazer alguma coisa e não podem. Se eu não estou bem, por que motivo seja, eu vou ao médico ou me retiro e vou pra cama. Também não gosto de receber visitas ou atender o telefone se não estou bem. Meu marido diz que eu sou a “paciente” perfeita. Faço o que tem que ser feito pra melhorar e não fico enchendo os sacos dos outros.
Verdade é que, além da vez que eu fiquei doente com uma intoxicação alimentar e gripe com direito a febre e a incapacidade de manter nada no estômago, nem líquidos umas 2 semanas atrás, eu não tenho sofrido com enjôos. Sofro com outros sintomas e que desde do início da gravidez me impedem de me sentir 100% bem. Isso também tem afetado a minha performance no trabalho e me causado frustrações.

- Você já sente o “momento mágico”?
Não. Por mais que eu acho a capacidade da mulher de gerar uma vida algo especial, dizer que gravidez é algo lindodivinoemaravilhoso (ainda) não passa pela minha cabeça. Também não acredito que uma mulher que esteje passando mal, de colocar todos os bofes pra fora, passar o dia com tonturas, dor de cabeça e tudo mais fique dizendo por aí que gravidez é a melhor coisa do mundo!

Além disso, eu acho um absurdo quem acha que toda a grávida deve ser do tipo “deslumbrada” e que se não for, é uma “mãe” desnaturada ou não merece ter filhos! Será que o “povin” não sabe que cada gravidez é uma gravidez? Ninguém tem a obrigação ser igual à ninguém ou de sentir as mesmas coisas.

E pra quem pensa em engravidar é bom saber o seguinte;
- Vc nunca vai saber se a sua gravidez vai ser maravilhosa e sem mal-estar. Mal-estar, na verdade, faz parte do “negócio” e não menospreze o mal-estar como se fosse algo fácil de suportar, por que muitas vêzes não é!
- A maioria dos blogs de grávidas na internet são de donas-de-casa. Nada contra. Na verdade, as coisas são bem mais faceis pra quem não trabalha, já que se vc não estiver passando bem, vc pode passar o dia na cama e quando o marido chegar em casa, encomenda uma comida chinesa ou uma pizza. Enfim, dá-se um jeito.
E arrumar a casa todos os dias, tipo passar aspirador de pó, não é um “must”. Eu até me espanto com quem passa aspirador de pó todos os dias se ela é única pessoa em casa (durante o dia). Como pode sujar tanto assim?...

Agora se vc trabalha, a situação é mais difícil. Ainda mais se vc for especialista em algo (como administradora da América Latina) e nem todo mundo pode assumir o seu trabalho.

O melhor que eu posso dizer com relação as grávidas que trabalham é baseado na minha própria experiência:
• Tome logo certas providências assim quando vc souber que está grávida. Avise, por exemplo, o seu chefe – para que ele já possa planejar (à tempo) um substituto caso seja necessário.
• Veja que colega pode “quebrar o seu galho no trabalho” caso vc passe mal e tenha que sair mais cedo ou tenha que passar uns dias repousando.
• Veja que possibilidades vc tem de trabalhar de casa.
• Na Holanda, em caso de mal-estar, vá ao “bedrijfsarts” ou “arbo-arts” e se for necessário, peça uma licença para trabalhar menos horas. Na Holanda, grávida ou não, as expectativas são que vc trabalhe perfeitamente. Não se esqueça que na mentalidade Holandesa “se vc não está bem, vc fica em casa”. Ninguém vê ou reconhece que vc está se esforçando o máximo para ir trabalhar mesmo quando vc está passando mal. Na verdade, essa atitude ainda tende a prejudicar o julgamento do seu trabalho.

- Qual é o momento certo para se engravidar na carreira?
Quanto mais vc sobe na carreira e em funções numa empresa, mais difícil fica pra ter uma hora “certa” pra engravidar. Quanto mais alta a sua função, mais responsabilidades e mais difícil é de encontrar um “bom” substituto. Ou até mesmo, a possibilidade de trabalhar menos horas depois que a criança nascer. Ou seja, deixar pra mais “tarde” na carreira não significa que será mais fácil...

- Gravidez “atrapalha” o desenvolvimento da carreira?
Não há dúvidas neste quesito. Uns meses atrás a Intermediair – famosa revista sobre emprego e carreira na Holanda – saiu com o resultado de uma pesquisa que para a mulher, a gravidez atrasa sim o desenvolvimento da carreira. Isso por que, na Holanda, uma gravidez sempre significa que a mulher trabalhará menos por alguns anos (de acordo com a lei – há o direito até a criança completar 8 anos). Uma profissional que trabalha meio-tempo não oferece a empresa o mesmo que uma profissional de tempo integral. Por isso as promoções “tardam” na média um ano para quem trabalha meio-período.
Em todos os meus anos de Holanda e experiência de trabalho, eu nunca ví pais colocarem a criança os 5 dias da semana na creche. Não há lei que proíba, nem provas de que “não faz bem” pra criança, mas na Holanda a mentalidade é de que: “Se vc teve filho pra colocar todos os dias na creche, então melhor não tê-los!”.
Infelizmente, até para aqueles que gostariam de trabalhar em tempo integral depois de ter filho(s), o governo Holândes não ajuda e ninguém tem condições financeiras de contratar uma babá como no Brasil. Na Holanda, as coisas “funcionam” diferente...

E com isso em mente, eu me pergunto se as Brasileiras que moram aqui concordam com a mentalidade Holandesa? “Se vc teve filho pra colocar todos os dias na creche, então melhor não tê-los!”. E vc pensava assim também quando morava no Brasil? Se mudou de opinião, o que levou vc a mudar?...

Gostaria de saber a opinião/experiência de vcs. Falem aí!...

15 comentários:

Patricia disse...

Oi Holandesa, que bom saber que vc esta melhor. Na minha gravidez, eu até comentei no blog, eu não achei a menor graça nos primeiros meses. Não passei muito mal, mas também não me sentia bem. Só depois dos 6 meses é que eu me encantei sentindo o Bruce mexer e interagindo comigo. Eu só trabalhei nos dois primeiros meses de gravidez, mas foi pra mim, a pior época, quando enjoei muito por 2 semanas seguidas e tinha que ir trabalhar sem reclamar de nada, pois não tinha contado pra ninguém no escritório ainda. Depois disso, tive vários dias (no inverno) em que eu não me sentia nada bem e dava graças a deus por não estar mais trabalhando...
Eu não concordo com essa visão holandesa contra a creche 5 dias por semana. O problema é que o salario dos dois tem que ser muito bom pra pagar a creche, que é cara. Eu quero voltar a trabalhar o mais rapido possivel, mas 3 dias na semana. Essa é a minha escolha, eu quero poder ficar com Bruce os outros dias. Nos trêsdias em que eu trabalhar, ele vai pra creche, ja esta ate se adaptando por la e esta adorando.
Se eu tivesse filho no Brasil... acho que tudo seria diferente... aqui a gente tem a oportunidade de trabalhar alguns dias na semana (se a gente quiser), lá nem se pensa nisso. Se eu tivesse filho la, ele ficaria com a minha mãe, com certeza. De repente até iria alguns dias pra creche, quando estivesse com um ano, mais ou menos. Mas quando eu morava no Brasil eu nem pensava em trabalhar so alguns dias da semana.
Ai, falei pra caramba.
Um beijo e tudo de bom na sua gravidez

Cris disse...

Vou falar então... rsrs
Não concordo com essa de "Se vc teve filho pra colocar todos os dias na creche, então melhor não tê-los!”, apesar de estar agindo contraditoriamente pois o Tom ficará só 3 dias por semana na creche.
O fato é que eu já não trabalhava às quartas por causa da Bia (que sai da escola mais cedo neste dia) então vou continuar tendo minhas quartas livres para curtir mais o baby, levar a Bia para o balé ou outro hobby que seja e dar uma ajeitada na casa. Fora isso, meus sogros se ofereceram para ficar 2 dias com o Tom, mas aceitamos que eles ficassem de "babá" por um dia na semana.
Também já tive o outro lado da história... Quando morava no Brasil e a Bia tinha 1 aninho, dei uma folga para a vovó e coloquei a baixinha na creche em período integral enquanto eu trabalhava e ela ia todos os dias da semana. Não morreu, não ficou menos educada e nem menos amada por causa disso. (até porquê, se vc pega a criança por volta das 17/18hs ainda podem ter um tempinho juntas até o horário de dormir e aos fins de semana)
Não mudei de idéia depois que me mudei para cá mas o negócio é o seguinte... não vejo nenhum problema de colocar a criança na creche por todos os dias da semana mas se eu tenho uma outra opção vou usufruir desta :)
Beijos!

Juliette disse...

nossa!!!! estava inspirada hoje heim??? Bom, eu so vou dar um palpite no sexo do bebe. Sei que voce nao pediu palpite mas vou dar... E UMA MENINA

bj
Ju

pacamanca disse...

Sinceramente? Concordo plenamente com essa mentalidade holandesa. Acho engraçado quando escuto mulheres "de carreira" dizer que da' sim senhora pra administrar carreira (estou falando de uma carreira importante que requer muita dedicaçao) e filhos ao mesmo tempo. Se voce pedir mais detalhes, quase sempre vao dizer que os filhos vao à creche ou ficam com os avos. Ora bolas, assim até eu! Administrar a carreira enquanto os sogros ou seus pais cuidam dos SEUS filhos qualquer idiota consegue, e sinceramente nao vejo graça nenhuma disso. Se o filho é meu, sou eu quem tem que educar, ora! Uma ajuda é sempre bom, mas deixar os filhos na creche o dia inteiro é delegar completamente, e nao pedir uma ajudinha. Também depois nao pode reclamar se o filho sair mimado (porque avos tendem mesmo a mimar) ou começar a dar porrada nos colegas na creche, talvez como resposta à falta de atençao dos pais. Acho exatamente isso mesmo que se diz ai': se nao tem tempo de educar ou curtir os filhos, engravidou pra que? E' que nem gente que compra cachorro e depois nao tem tempo de levar o bicho nem pra fazer xixi na rua. Se voce ja' sabe que nao vai ter tempo ou paciencia pra cuidar, compra um peixinho dourado entao que é mais facil... ;)

Adriana disse...

Pior que colocar essas ecografias normais que só a mãe vê o bebê, é colocar aquelas 3, 4, 5 D's, que dá pra ver as formas do bebê. É tão lúgubre! O coitado lá "minding his own business" e o povo aqui de fora enchendo o saco.

Quanto às outras grávidas, você tem que colocar em perspectiva. Você continua sua vida ocupada de "mulher trabalhadora", se preocupa com seus projetos na empresa, continua indo dar treinamentos em outros países, viaja, a gravidez é uma coisa interessante a mais dentre tantas outras coisas interessantes acontecendo nesse momento na sua vida. Para muita gente com uma vida mais simples, essas donas de casa mesmo que você falou, o que "compete" com a gravidez? O aspirador de pó novo? A receita de brownies da Ana Maria Braga? Então é natural que o quartinho vire uma operação Nate da Oprah redecora sua casa, que a compra de um carrinho envolva a leitura de 3 teses de doutorado e 5 test-drives, e que cada mexidinha da "creonça" vire música da Celine Dion.

Mas passa, outros 5 meses e passou!

Bjs,

Dri

Adriana disse...

Paca colega, vou ter que discordar. Você tem que colocar no contexto cultural da Holanda pra entender o que a Holandesa e outras pessoas disseram aqui nos comentários.

As Holandesas vem com esse papo furado de que só mãe é que tem que cuidar, e você pensa que TODAS elas dedicam seus dias a ler livros infantis pras crianças, brincar com brinquedinhos pedagógicos, levar a creonça brincar no parque, e deve até ter algumas que fazem isso. Mas tem um tantão enorme, que enche a boca pra falar que elas cuidam dos filhos, mas deixam as crianças horas em frente à TV assistindo Dora, Bob de bouwer e afins, vão ao supermercado e colocam a creonça sentada num banquinho num cercadinho assitindo filmecos manjados da Disney, largam os pequenos nuns chiqueirinhos que em metade das fotos de casa à venda você vê. Tem muuuuita criança por essas bandas de cá que estariam muuuito melhor numa creche com uma pedagoga cuidando dela, com criancinhas da idade dela pra brincar o dia todo, ao inves de virar planta na frente da TV. Isso sem falar que as creches aqui são supimpas. E caras, por isso tem muita mãe que queria mesmo, como a Patrícia aqui nos comentários fala, trabalhar alguns dias e deixar a criança uns dias na creche, mas às vezes o que ganham vai da conta direto pra conta da creche.(continua)

Adriana disse...

continuando

Quando a Holandesa fala dos avós darem uma mão, você imagina que é que nem no Brasil, que a creonça fica período integral todos os dias com a avó. Ha ha ha, tô pra ver. Avós aqui quando muito se oferecem pra cuidar 1 dia da semana, que é o dia de "curtir o netinho", o que eu acho super saudável.

Tenha em mente que a criança aqui, aos 4 anos vai pra escola das 8 às 15, não é que nem no Brasil e outros países da Europa que criança ao meio-dia tá em casa. E aí, o que faz a mãe nessas 7 horas por dia, chupa o dedo? Em algumas profissões, como a sua, um "gap" de 3,5 anos não é uma tragédia, mas para a Holandesa por exemplo, que trabalha com SAP, em 3,5 anos já estão na versão 153 do sistema que ela está desenvolvendo agora. Para mim, em quase 4 anos já vão ter desenvolvido o veículo movido a pum.

Eu acho que no fim, o mais importante é a qualidade do tempo que você passa com a criança, e não a quantidade. Uma das minha melhores amigas tem os pais médicos, a mãe tinha 2 empregos, ela é o exemplo da pessoa "overachiever", ganhou prêmio de melhor estudante do ANO em que ela se graduou em Delft na Holanda, em 2 anos numa multinacional já é gerente de 10 pessoas, é super inteligente, super equilibrada. Enquanto isso, um parente que teve a mãe 24/7 na cola, foi tirado de boca de fumo aos 15 anos pela polícia.

É possível ser BOA mãe e BOA profissional? É, não tenho dúvida. Só é uma questão de querer e ralar muito pra conciliar os dois sem prejudicar nenhum. E isso minha cara, não é expressão muito apreciada pelos holandeses: ralar muito.

Anônimo disse...

Ta todo mundo dando sua opiniao... Vou dar a minha tambem!

Como voce falou, cada gravidez e diferente. Infelizmente, a minha foi daquelas de comecar a vomitar 4h da manha, e continuar vomitando ate meia-noite.

Parei de trabalhar por algumas semanas, e finalmente depois do 3o mes, os enjoos pararam, e eu voltei a minha vida normal.

Pra falar a verdade, nem lembrava que estava gravida. Continuei trabalhando e viajando ate o 8o mes.

Ate hoje (Ben esta com 9 meses) se me perguntam se tenho saudades da gravidez minha resposta e nao!

Trabalhei ate 2 dias antes do meu filho nascer.... Trabalho na empresa do meu marido, e dispensamos as formalidades ja que eu queria continuar trabalhando e estava no meio de um projeto complicado. Nao acho que toda gravida deve fazer o mesmo, mas depois dos enjoos, eu realmente nao sentia a gravidez!

Benjamin nasceu na 38a semana, e continuei fazendo quase tudo normal ate entao... Ate indo para academia! Gravidez e diferente pra cada mulher MESMO!

Voltei a trabalhar 6 semans depois do parto, e continuei ate minha mae voltar para o Brasil (ela ficou aqui 4 meses). Parei por um tempo, ate encontrar uma Au Pair+ (au pair que trabalha 35 horas por semana).... E agora, estou de volta ao trabalho 3 dias por semana.

Decidimos por uma Au Pair+ porque como nao temos familia na Inglaterra, creche so resolveria a questao da minha volta ao trabalho... Com a Au Pair, a gente tem a possibilidade de sair, passar um final-de-semana so nos dois...

Ja ouvi os piores absurdos por causa da Au Pair+. Nao dos meus amigos (que infelizmente sao poucos aqui), mas de gente que nao tem nada a ver com a nossa vida. Nao me incomoda de jeito nenhum....

Mesmo se nos estivessemos perto da nossa familia (no Brasil ou na Holanda), eu optaria pela mesma solucao.... Ter alguem em casa tempo integral!

Uma coisa acho que todo mundo tem que concordar, o amor que nasce junto com seu bebe nao tem como medir. As vezes voce demora pra perceber, mas esta la.
Nunca achei que fosse amar ninguem mais do que amo meu marido e minha mae, mas Benjamin conseguiu passar a frente!
E querer passar seu tempo com aqueles que voce ama, e apenas natural.
Sou muito feliz por poder escolher trabalhar apenas 3 dias por semana, porque ADORO passar tempo com meu bebe!

Lelya de Jong

bruna disse...

Eu nao sou mae, mas como ia pra creche desde pequenininha posso deixar a minha opinao qto a isso: nada melhor do que a creche pra te ensinar a socializar, fazer amigos e entender que apesar do seu pai e mae acharem que o mundo gira a sua volta pq vc eh uma fofura, o resto do mundo nao pensa assim e portanto vc tem que aprender a dividir e ser mais ligado na relacao pessoal que vc cria com as outras criancas.

Claro, toda crianca eh diferente, mas eu tive 3 primos que foram bem tarde pra escola e antes deles frenquentarem a escola eles adorava espancar outras criancas (e isso casou o fim de muitas amizades dos meus tios, incluindo a dos meus pais).
Eu acho o sistema de deixar a crianca 3 ou 4 dias na creche eh muito legal pelo fato que vc tem a oportunidade (se vc quiser) de curtir o crescimento da crianca, enquanto no Brasil vc tem que voltar a trabalhar pra comprar o leite ninho, pq amor nao enche barriga.

Lulu das Candongas disse...

Eu não moro na Holanda, mas... sou totalmente a favor de mandar a criança pra cheche. Eu fui pra creche com 2 anos, mesmo com minha mãe não trabalhando na época, e eu acho que foi bom pra mim.
Desde cedo eu aprendi a dividir meu espaço com outras crianças, nao depender sempre e 100% da atenção da mãe/pai, além de que minha mãe diz que isso me ajudou bastante a ler e escrever cedo.
Não acho que uma mãe deve transformar a vida dela num "chamado ou dom divino".
Tenho várias amigas por aqui que mandaram os filhos bem cedo pra creche (pode a partir dos 9 meses), e para todas foi bom, inclusive para ter um tempinho para si mesmas :-)

eliecy disse...

Olá

Essa discussão envolve para mim, algo que chamaria de perspectiva de prazer junto a um grau de necessidade imposto pela modernidade. Existem pessoas que querem se dedicar ao lar e aos filhos; outras querem as duas coisas; e outras ainda não querem a maternidade. Creio que não cabe apologia nem a um, nem a outro segmento. Seria como discutir o sexo dos anjos. Se existe um desejo pela maternidade incompatível com uma carreira profissional, cabe a mulher decidir. Caso a mesma ache que é possível um "pari passu", que o seja. Se será bom ou não, esse é um resultado a posteriori que irá depender de inúmeros fatores.
Se a mulher acredita que ficando tempo integral com os filhos é o melhor para seu crescimento e o pode fazê-lo, por quê não?? Onde está o defeito???
Por minha própria personalidade sei que não seria simplesmente mãe sem um lado profissional, em que pese diga de passagem, que não sou almejo uma carreira esplêndida, nem tão pouco ache que tenho um "grande" emprego e que este fará diferença na história da humanidade.
Espero que todas "nós" possamos achar o melhor caminho.

No mais, espero que logo você esteja 100%, na maioria das mulheres, no segundo trimestre a energia volta. Pelo menos comigo foi assim.

P.S. Adoro exibir meu "barrigão" (rsss).

Abraços.

Anônimo disse...

Holandesa, Holandesa...

Quem tem boca, fala o que quer!

E "lingua" minha querida, não tem osso!

Na gravidez, amamentação, parto, primeiros meses, agente só pede opinião para o "médico", e mesmo assim se tem confiança e empatia na pessoa.

Será que existe uma outra época na vida de uma mulher, em que ela ouça mais crendiçe, superstição, babozeira, desgraças e estórias horripilantes que durante a sua gravidez?

Sempre tem a "amiga" (mui amiga, né) para contar o parto de 30 horas, a gravidez cheia de internações e sangramentos, o recem-nascido que chorou por 200 noites até dormir, as 500 estrias que ficaram de herança em cada lado do pandeiro, o marido que se tornou ausente e alcoólatra etc, etc, etc.

Viva a sua realidade minha querida, seja feliz quando der e quando puder,and If life hands you lemons, ask for Tequila and salt!

Sempre haverá uma "orelha seca" falando alguma coisa, faça você o que fizer, o quanto fizer. Creche, trabalho, vomito, frescura, viajens, whatever.

O que importa é voltar para sua casa, você,seu maridim e filhotim, fechar a porta e ser feliz!

beijo
Mônica Peres

Anônimo disse...

Eu não moro na Holanda, mas hoje em dia penso assim. E isso que eu engravidei pensando em voltar a trabalhar e colocar na creche. Mas, como alguém disse aí em cima, junto com o bebê nasce um amor incondicional e uma certeza de que ninguém vai dar a atenção que o bebê precisa.
Acho que uma pergunta que temos que fazer é: quem vai criar os nossos filhos? Porque se você só fica com eles um pouquinho à noite antes de dormir, não é você quem está criando.
Não concordo em que não existe diferença entre bebês que vão pra creche e bebês que estão com gente que os ama (pai, mãe, avós). Recomendo muitíssimo o livro Why Love Matters - How affection shapes your baby's brain.

Eva

Celia disse...

Ola Holandesa,

Vou te falar, eu acho que ter filho eh bem legal, mas com ele veio um monte de decisoes que muitas vezes nao sao nada facil de tomar e vc sempre vai achar que estah perdendo alguma coisa ou se sentir culpada. Acho que eh bem o lema de ser mae. Aqui na Inglaterra creche eh uma coisa carissima (por volta de 850 libras mensais), juntamente com o transporte publico que te leva para o trabalho e com a moradia que nao eh nada barata, entao em muitos casos, como no meu por exemplo se colocar na ponta do lapis fica mais economico ficar um tempo a mais com o seu filhote, fora que nao tenho familia aqui e nem o meu marido. Nao acho que isso va atrapalhar a minha volta ao mercado de trabalho, e acho que saio ganhando tb pq nao sabemos ainda se teremos outro filhote, entao posso aproveitar esse primeiro ano tao especial e que passa tao rapido, ele vai ser pequeno somente uma vez na vida, e pelo menos eu sei que quando chegar a hora de ele ir para a creche ele terah uma base boa e eu terei aproveitado ele pequeno. Logico que calhou de eu poder fazer isso tambem. Mas fica calma, qdo chegar a hora vc vera o que eh melhor para vcs 3, eu tive muitas decisoes tomdas durante a gravidez que tomaram outro rumo depois que ele nasceu. um abraco
Celia

Anônimo disse...

Oh my Gosh, not one comment in English! I'd love to read them. You know, here in the USA women only get three months maternity leave. It's actually looked down upon if the mother takes six months. And, for those mothers like me, who stay home while the children grow from infants to preshcoolers, well, we must be crazy!!! Day care is very, very expensive, but if you choose to stay home with your babies, you can kiss your career goodbye. That's why even though I have a college education I'll essentially be starting from scratch when I decide to go back to work.
Mischief Mom in Michigan!!