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terça-feira, 29 de julho de 2014

E o barco tá afundando... Salve-se quem puder!

Na noite de domingo pra segunda eu não dormi bem. Acordei de madrugada e passei horas (re)moendo idéias sobre o meu futuro na empresa. Cheguei a conclusão de que ficar parada que nem poste também não é solução, ainda mais depois das conversas que eu tive na semana passada.

Amanhã eu, mais o representante do RH e mais uma 'colega' de outro departamento teremos uma conversa informal com a colega de Camarões para oferecer ela um pacote de saída voluntária. Pequeno detalhe: ela (a de Camarões) é minha amiga e antigamente nós éramos do mesmo nível, mas eu acabei virando a chefe dela com o tempo.

A situação é super-desagradável. Mas, ela não será a única. Ainda tem 2 outros do meu time que eles querem mandar embora, mas desses eles ainda não tem tanta certeza, mas pode ser puramente uma questão de tempo.

No momento, quem não está sendo mandado embora, está saindo por si mesmo. Ou então, os que ficam, são aqueles que deveriam estar saindo, mas não estão...

Quando eu levantei na segunda eu tinha tomado a minha decisão e decidir entrar em ação. Ontem mesmo eu comecei a olhar por outras oportunidades e acessar alguns colegas do meu network. E eu já comecei a receber respostas dos primeiros contatos.

Eu tenho tempo. Agora vamos ver no que vai dar.

Cenas para os próximos capítulos!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Voltei....

Nossa, mais de um ano que eu não escrevo.

Já nem sabia mais como fazer um update to template do blog, por ai vcs tiram!

Mas, eu voltei. Voltei pra ficar. Ou seria pra continuar?...

Minha vida nesses 2 últimos anos foi um 'fast-forward' em experiências e aprendizado. E na verdade, continua sendo.

Vou fazer um resumos dos grandes acontecimentos desde o último ano.

- Em 2013 eu viajei 4x EUA. Todas as vezes para Florida. 3x à trabalho e 1x de férias com a família.
EUA continua sendo meu país favorito para viagens! Vou falar mais disso nos próximos posts já que ano que vem estamos planejando voltar à Florida para férias novamente.

- Nesses 2 últimos anos trabalhei muito. Por mais que meu contrato seja de 36hrs e eu trabalho só meio-dia de casa nas sextas, eu fiz muito mais horas de trabalho semanais e com muitas viagens à trabalho - na média eram 3 semanas de trabalho em que eu ía de segunda à quinta para França e uma semana no escritório. Sextas e os fins de semanas eu estava em casa assumindo a responsabilidade do meu papel de mãe, esposa e filha. Quando eu tinha tempo, a única coisa que eu queria saber fazer era descansar.

- Já no final do ano passado o famoso projeto responsável por todas as minhas viagens começou a ficar instável. Em março desse ano, o projeto foi parado e com ele $40 milhões foram por água abaixo. Uma tristeza depois de tanto esforço. Nos dias seguintes a parada do projeto o trabalho constava somente em mandar gente embora. Dos 89 integrantes do projets, todos os externos foram mandados embora no dia seguinte. O resto, que eram pessoas internas da empresa acabaram pedindo demissão elas mesmas. Entre eles, Darth Vader, o meu gerente direto. CIO Australiano ainda continua por aqui, mas não será por muito tempo como tudo indica... Na verdade, do time inteiro só tem 3 sobreviventes. 2 Analistas e ... eu! E eis a pergunta de todo esse tempo. Por que eu continuo aqui já que o barco tá afundando?.. 2 motivos. Tem um projeto que se for efetivamente lançado, que será uma boa opção para mim em termos de carreira e o gerente dessa área é muito bom. Talvez o único que presta. Pequeno detalhe, ele também vem da Austrália, só que da região da Tasmânia. Apelido: Diabo da Tasmânia! ;-)

E o outro motivo é pelo lado pessoal. Eu tô comprando tempo ficando na empresa já que as coisas agora estão calmas e sem correrias. Preciso disso para conseguir ajudar a resolver uma outra questão. A questão da minha mãe. Na mesma semana em que o projeto foi parado em março, no dia do niver da minha irmã Kika, nossa mãe teve um derrame cerebral. Ela sobreviveu, graças a minha irmã mais velha que reconheceu todos os sinais e levou-a pra hospital. Tudo foi muito rápido, inclusive o atendimento no hospital, mas minha mãe ficou paralizada todo o lado esquerdo do corpo, até mesmo no rosto. Ela passou uns 10 dias no hospital e foi depois transferida para um centro de rehabilitação onde ela tem fisioterapia para recuperar o que pode e tratamento de ergoterapia para aprender a fazer as coisas com as limitações do que não tem mais recuperação.

Dia 20 de julho fez exatamente 4 meses desde o ocorrido. Atualmente ela anda com o apoio de um andador (rollator ) e tem uma cadeira de rodas quando precisa. A mão esquerda, infelizmente, não deverá se recuperar. Ela consegue mexer um pouco 3 dedos, mas é isso. O rosto já está recuperado e graças à Deus, a memória e a fala não foram afetados.

De acordo com os médicos, a melhor parte da recuperação são os 3 primeiros meses, depois disso há recuperação mas é cada vez mais lenta e menor a recuperação.
Moral da história: ao que tudo indica ela já chegou a um certo limite de recuperação e já querem mandar ela pra casa no mês que vem. E isso está dando muita dor de cabeça e preocupação para nós.

Na casa dela tem 2 lances de escada. O quarto e o banheiro de banho ficam no primeiro andar. Escada é um lance perigoso na situação dela. Ela consegue subir e descer com ajuda. Ela não pode fazer sozinha. Botar uma cadeira-elevador também está difícil e caro e com as expectativas de como será a vida da minha mãe daqui pra frente, uma cadeira dessa seria um investimento de curto prazo. Na verdade, o melhor seria a minha mãe mudar de casa. Claro que ela é teimosa e quer voltar pra casa, mas também não é realista, por que acha que terá uma pessoa (um escravo) do lado dela 24hrs e que ela não vai precisar fazer nada. Isso sem falar que o derrame só fez aumentar mais a depressão que ela estava sofrendo. Essa parte é talvez a mais degastante de todas. Sem falar que volta em meia ela faz sabotagem com o próprio tratamento.

A gente espera arranjar uma solução em breve e as coisas se acertarem. Infelizmente não deveremos conseguir um lugar apropriado (tipo apartamento para idosos) em breve pois tem lista de espera. Ela deverá voltar pra casa e receberá assistência pessoal algumas vezes por dia (pelo menos de manhã e de noite - ajudar a subir e descer escadas e ajudar no banho). Verdade é que com a depressão e de que tudo agora ficou difícil pra ela, é capaz de ela se sentar numa cadeira na frente da tv e ficar lá o dia todo, indo no máximo pra banheiro (terreo) quando precisar. E ai sim que a depressão irá fazer a festa! Por outro lado, há a expectativa que talvez ela voltando pra casa ela aceite melhor que ela tem que mudar de casa para algo mais prático pra ela. Afinal de contas, ela tem 77 anos.

E enquanto isso não se acertar, já que sou eu e as minhas irmãs cuidando dela e resolvendo a situação administrativa, eu não tenho cabeça pra procurar outro emprego ou fazer entrevistas...

Por enquanto, eu estou sendo paga e faço minhas horas diárias de acordo com o contrato e de quebra, ainda trabalho um ou outro dia de casa. Só assim pra balancear o lado pessoal, senão eu acho que enlouqueceria...!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

E o pulso ainda pulsa... Mas, haja paciência!

Esse meu cantinho anda abandonado, heim?

Nesses últimos meses aconteceram muitas coisas. Muita correria, demais além da conta! Mas, pelo menos com reconhecimento. 
Vamos a um resumo dos acontecimentos.

Fui mandada em questão de 2 dias para a matrix na Flórida para tentar resolver um sério problema. Para resolver o problema teremos que arranjar uns milhões caídos do céu. Não tenho como fazer milagre, mas dentro da minha área e de responsabilidade, alcancei grande sucesso com o time. Porém o problema financeiro ainda não foi resolvido.

Na volta, tive a minha avaliação de desempenho anual. Recebi a nota mais alta de todo o departamento e fui promovida. Financeiramente, infelizmente não mudou muita coisa. Ou seja, mesmo com a promoção eu não consegui recompensar a perda financeira devido a nova lei do governo... Paciência!

Ando trabalhando muito com o CIO, o Australiano. Estou aprendendo milhões de coisa. As vezes é barra pesada. Tenho aprendido a escutar mais do que falar. Entender as agendas escondidas. Eu erro e acerto todos os dias, mas na balanças os acertos estão pesando mais.
Darth Vader continua o mesmo, mas confia 120% em mim hoje em dia. Achei a maneira de me comunicar com ele e tem funcionado, mas volta e meia, ele suga toda a energia da equipe. Há de ter muita paciência.

Em casa vai tudo bem. Filhos estão numa fase muito legal. Filhota rí e apronta muito. Quer copiar tudo do irmão mais velho. Filhote, desde que vai pra escola, anda se desenvolvendo tão rápido que ficamos abobados. 
A cada dia que passa eu babo e lambo cada vez as minhas crias com todo o orgulho! Não há coisa melhor!

Com marido também vai bem. A novela dele de trabalho continua. Verdade é que ano que vem a empresa passará parte das operações financeiras para um grupo na Polônia, o que indica reorganização de novo na empresa. Marido quer ver se segura as pontas até lá para sair com o pacote da empresa. 
Sinceramente, eu não sei como ele atura essa barra!... Paciência, né?!

E a amanhã é o último dia da Rainha por uns 30 anos! A partir do ano que vem será o dia do Rei e a nova Rainha será Argentina. Estou curioso para ver as mudanças que isso trará!...

Enfim, inté sabe lá quando!

Fui!




terça-feira, 12 de março de 2013

Oi!

Faz tempo, heim?!

Depois de muita coisa bizarra acontecendo no trabalho e de termos alcançado o prazo importante para continuação do projeto, as minhas esperanças era que as viagens diminuíssem, assim como os 'pepinos'.
Tinha planejado 2 à 3 semanas sem viajar e o CIO da empresa (chefe do Darth Vader), o tal Australiano que é inteligente pra caramba, me manda por 2 dias pra Luxemburg- Luxemburg e agora para resolver uma 'escalação' (mega-pepino que já foi parar na mesa do presidente da empresa) me manda pra Flórida em menos de 2 dias de pré-aviso. Terei uns dias pesados na empresa, por que estarei na cova do leão e terei que ter muito sangue de barata para fazer tudo direito.

Pelo menos poderei passar o finde na praia ou ir no iPic Entertainment-cinema 

E quando eu estou aqui e sem viajar, estou aprendendo a vir mais cedo pra casa ou tirar dias de folgas para compensar a loucura do trabalho.

Não há dúvida que eu amo o meu trabalho, mas a cada dia que passa eu me conscientizo mais que preciso colocar um prazo nessa correria...

Mais um pouco e eu terei férias! Amém!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Rapidinhas...

Puff!... quarta-feira foi o dia do prazo da entrega da primeira fase do Projeto. O que eu tinha pra entregar foi tudo aprovado, mas tenho uma área que ainda está em discussão e foi 'escalada' para os grandes mandas-chuvas no EUA. Semana que vem eu tenho que arranjar a solução para ela.
Só pressão...
 Mas parte do dia de ontem e hoje eu tirei de folga. Preciso recarregar as minhas forças...

Além disso, hoje é um dia especial. Hoje foi o primeiro dia de escola para o filhote. Ele estava tão entusiasmado pra ir, tão empolgado que não queria nem esperar por mim e nem para o pai para levá-lo à sala dele. Foi praticamente correndo.


Eis o começo da mais nova fase. E a vida de clichê continua. "Como passa rápido"...










De quebra, filhota também está se desenvolvendo bem. Dormir de noite ainda continua sendo um problema. Assim como o filhote na mesma idade, ela é super-ativa quando dorme e vive se batendo no berço e acordando. A solução foi ir à procura de uma cama nova.  E o resultado foi: filhote ganhou a cama do sonhos dele (com uma tenda embaixo e colchão no caso de visitas)






Novo quarto do filhote: Tema "Beach"...







E filhota ficou com a cama do filhote até daqui há 2 anos e meio ela ganhar a cama de princesa...



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desabafo

Okei, esse é mais um post sobre o trabalho.

Eu sei que eu venho aqui só para contar as barbaridades e personagens do meu trabalho. Isso acaba gerando a percepção que o meu trabalho é um ˆ*#$ e todo mundo do trabalho é gente bizarra (ok, 75% são!...)

Verdade é, eu adoro o meu trabalho. Adoro a minha função. A parte gerencial em higher mananagement é nova pra mim. Sei que estou aprendendo muito e (por sorte?) acertando também.

Mas, tem dias como hoje, que eu estou tirando do fundo do baú a minha capacidade de relativizar as coisas. Meu dia hoje não foi bom. 'Comi bola' como diz uma amiga minha. Deveria ter gerenciado o resultado de um workshop melhor e eu não fiz. E agora eu estou aqui. Dando tapas na minha cabeça e com aquele sentimento de fracasso.

Estou tentando colocar agora na cabeça todas as coisas certas e boas que eu fiz na balança para analisar se todo esse meu sentimento vale à pena, além do fato, de que eu ainda estou aprendendo.

Isso tudo, obviamente, não muda o caso que eu ainda tenho que achar uma solução pro problema do qual eu não consegui gerenciar durante a reunião. Mas, pelo menos, o outro lado da minha consciência que tanto me castiga, me diz que eu não devo ser tão severa comigo mesmo e me castigar por ser 'gente' no final das contas.

Enfim, não sei se esse post faz sentido algum pra vocês, mas eu precisava desafar...



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ano Novo e sinal de fumaça...

Oi!... Se lembram de mim? Pois é, eu ainda estou viva. Meio múmia, meio farrapo, meio sem-cabeça, mas ainda viva!

Será que já passou o prazo para desejar os melhores votos para 2013? Será que ainda pode? Se pode,  lá vai:

- Felicidades, saúde e tudo de bom e do melhor para 2013. E que por algum milagre que ainda possa acontecer, o governo Holandês surpreenda o povo com novas leis que estimule pessoas a trabalharem mais, em vez do que anda acontecendo agora: estimulando pessoas a trabalharem menos para não perder os benefícios de retornos financeiros do sistema de imposto.

Ok, ok, comecei o primeiro post do ano reclamando e falando em política. É pra sair da rotina. Falar em dieta e academia em todo início de ano é coisa do ano velho. E sim, eu também tenho que voltar a minha, mas isso não é novidade!

Novidade é que, por vários motivos válidos ou não, eu nem fiz a minha reflexão de fim de ano. Do que aconteceu de importante, marcante ou não na minha vida. Falar a verdade, 2012 acabou sendo melhor do que as minhas expectativas. O fato mais marcante mesmo foi a mudança de emprego. Sair da PH,  que eu sempre pensei (sonhava) ser a empresa que eu passaria a minha carreira toda até a aposentadoria, foi uma mudança inesperada.  Tive muitas dificuldades no início de acordar desse sonho e aceitar a realidade.

Hoje em dia, eu sei que foi necessário e mesmo trabalhando feito uma louca e combinando com a vida familiar com duas crianças pequenas, eu estou feliz que fiz a tal mudança. Agora eu estou consciente que precisava da mudança para aprender também mais de mim mesma. Essa análise vai ficar para um próximo post, mas eu digo, no final das contas, eu estou uma pessoa melhor como num todo.

E sim, meu novo emprego tem vários desafios. Vários!!!! Mas, eu estou conseguindo passo à passo gerenciar o que tem que ser gerenciado em todos os sentidos. Ainda tenho muito que aprender, mas acredito que estou no caminho certo. Ou assim espero!

É obvio que, no resto do tempo, minha energia e foco é direcionada aos meus lindosdivinosemaravilhosos filhos, marido-companheiro perfeito e família. Eu tenho precisado de muita ginga para manter tudo em equilíbro. No final das contas, acabou faltanto tempo para azamigas. Mas, a gente faz o que pode e vai levando como pode.

Meus planos para 2013 é continuar evoluíndo como pessoa. Acho que tenho bastantes desafios nessa área para garantir que alcançarei essa meta. O que vier de resto, é custo benefício!... Isso, se o governo Holandês deixar. É óbvio!

E assim caminha a humanidade. Ou, eu, pelo menos...


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pode ser ou tá difícil?...

Semana passada eu organizei o jantar de despedida de um externo que trabalhou 1 ano e meio aqui na empresa. Na verdade, eu fui contratada para substituí-lo. Ou seja, depois da transferência de responsabilidades e coisa e tal, eu passei a ser a chefe dele e ele continuou fazendo algumas tarefas/projetos pra mim.

Ele ajudou muito o chefe Darth Vader a montar o departamento do zero no ano passado. Na função dele de arquiteto ele fez um ótimo trabalho. Mas, infelizmente, para outras tarefas como líder de projeto e gerente de time ele cometeu as suas gafes. Por causa disso, o Darth Vader ficou revoltado e quiz se livrar dele quase que imediatamente deixando todos os pepinos e mais trabalho pra mim.

Enfim, como gerente do cara eu fui fiz a minha parte. Organizei o jantar, fiz reserva no restaurante, mandei o convite e a equipe quiz fazer uma vaquinha e comprar um presente de despedida para ele.
Eu perguntei para o Darth Vader como as despedidas são organizadas na empresa. Ele disse que para externos esses eventos são organizados de forma 'simples'. Nem um detalhe a mais.

Quando ele recebeu o convite e sobre a contribuição para o presente (no valor de €3,50 por pessoa), diz o outro colega no nosso time de gerência que ele explodiu. Chamou palavrões, disse que tinha explicado para mim que não se fazia nada e blábláblá... Detalhe: eu já falei antes que ele é agressivo? Que uma vez numa discursão, ele furou o laptop com uma caneta de tanta raiva? Outra vez, quando um contrato com um fornecedor ainda não tinha sido assinado, ele deu um chute na mesa da secretária que ficou a marca do sapato na mesa... Imaginei o que é trabalhar com um chefe agressivo assim?!

Quando eu fiquei sabendo da explosão, eu fui falar com ele e disse que deveria estar acontecendo algum problema de comunicação. Ele disse que não se comprava presente (como se fosse a empresa que fosse bancar), eu disse que fui o time que quiz comprar algo e que todo mundo quiz contribuir, mas que ninguém era obrigado (me referindo a ele) a fazer. Ele foi e jogou aos mãos pra cima e disse que isso iria gerar expectativas nos outros externos na hora que eles fossem embora... Respondí que eu entendia o ponto de vista e da preocupação dele, mas que o time parecia bem consciente da situação e por isso cada um fez uma contribuição. Ele se rendeu...mas, ele detesta perder a razão o que era bem visível na cara dele.  E por causa disso, ele tenta estragar o 'espírito do time' (consciente ou inconscientemente).

O mais engraçado foi que ele adicionou mais nomes a lista de participantes do jantar e disse que seria como o jantar do time de fim de ano. Porém ele não falou nada pra ninguém e as pessoas extras que ele convidou acabaram por não ir.

Fomos ao jantar, eu fiz um speech curto e light e passei a palavra pra ele (já que ele adora ser visto como o poderoso chefão, eu sabia que o minuto de fama  iria acareciar o ego dele). Impressionante como o mesmo homem que queimou o externo, fez um discursso loooongo e cheio de agradecimento como se não tivesse sido pela contribuição do externo, ele (Darth Vader) não teria conseguido montar o departamento.

Antes do jantar, ele falou que cada um tinha que pagar a sua própria conta (e olha que era para ser o jantar de final de ano da empresa de acordo com os planos não-comunicado dele!), mas no final da noite, ele se levantou e foi pagar a conta. Há várias interpretações para o comportamento dele. Uns dizem que foi por que ele gostou do jantar e por que ganhou bastante atenção para o seu ego. Outros dizem que foi por uma questão da vergonha que ele passaria se ele fosse cobrar.

No final das contas, ele é uma pessoa impulsiva e agressiva. Não é à toa que ele está fazendo um curso de 'anger management'. Porém, como diz o colega gerente Inglês. Será que a empresa é reembolsada se o curso falha? Por que até agora, ainda não surtiu o efeito...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mais das curtas...

- Situação do marido no emprego continua uma novela mexicana chata e sem previsões de melhoras em breve. Tem que ter muita paciência para aturar o clima e a pressão...

- Já no meu trabalho, se lembram do "Bicho Grilo"? (leiam aqui http://www.holandesa.blogspot.nl/2012/06/os-personagens-da-novela.html)  Pois bem, ele foi colocado de lado na posição de líder de projeto. Infelizmente ele cometeu uns erros sérios e as consequências levaram o nosso chefe Darth Vader tomar uma decisão drástica.  Diga-se de passagem, o Darth Vader é tão impulsivo que ele toma uma decisão sem ter uma solução, nem mesma temporária, para a situação. E um time de quase 50 pessoas num projeto de 22 milhões você não pode deixar 'descabeçado'. A proposta dele agora é dele ser o líder de projeto provisório. Agora pensem comigo. O cara é pavio curto. Não tem controle nenhum das frustrações dele. Isso resulta num estilo de gerência que funciona à base de ameaças ('quem errar, eu mando embora!') e aos berros quando ele perde o controle da situação ou dele mesmo. Imaginem agora como vai estar o clima no projeto nas próximas semanas?!...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pensamentos e curtas...

- Eu adoro Olimpíadas (de verão). Adorei as cerimônias de Londres. E ao mesmo tempo que tenho ansiedade pelas Olimpíadas do Rio. Eu tô 'me borrando' pra ver no que vai dar!... (ainda mais, por que tem 'muita gente' que prefere passar a perna e colocar djin-djin no bolso do que assumir a responsabilidade e fazer o que se deve...).

- Aqui em casa - vai tudo bem. Filhota está com 1 ano e 2 meses e continua risonha e alegre. Essa semana ela foi no 'consultatiebureau'. São 77 cm de doçura e 10.600kg de charme. Ela já fica de pé e caminha se tiver apoio. Adorar falar um 'tatibitati', ainda mais no telefone.
Já filhote, com seus 17 kgs bem distribuídos, bate altos papos. Conta um série de estorinhas e brinca que é uma maravilha. Ele também não consegue ficar longe da irmã. Sempre pergunta onde ela está caso ele não a veja... De resto, ele está empolgado de ir para escola. Ganhou uma mochila da tia Kika que ele leva para todo os lugares e pergunta quando ele vai pra escola junto com os primos. E sim, o desafio do banheiro está completamente resolvido. Só de vez em quando acontece um 'acidente' por que ele deixa para ir no último minuto. Só de noite que a gente ainda não teve coragem de tirá-lo da fralda. Mas, em breve deveremos começar como este desafio também...

- Já pro lado da minha mãe as coisas está descendo a ladeira. Em sim, com a minha mãe vai bem, mas a gente nota que ela ainda esquecendo as coisas. O problema com o tornozelo dela andou piorando e ela não pode forçar por que se cansa logo e sente dores. Isso tem causado um pessimismo nela. E para completar, o namorado dela está com todas as veias do coração entupidas e não pode ser mais operado. Anda super-cansado e com falta de ar. Os médicos dizem que não há mais nada que se possa fazer, ou seja, ele se tornou uma 'bomba' podendo explodir a qualquer momento. Como ele não é a pessoa mais fácil do mundo, ele se queixa e vive mal-humorado. Basta dizer que com esse clima todo a minha mãe tem crises de depressão. Sinceramente, é uma situação difícil. A gente fica se saber o que fazer. Como diz o ditado: pra todos os problemas existe solução, mas 'não ter saúde', não..

Mudando o assunto para problemas com soluções (visíveis ou não)..

- No trabalho o que não falta é trabalho. Muita coisa pra fazer e de quebra, eu estou fazendo parte agora da equipe que fará a restruturação da empresa. É... mais uma reorganização para o meu currículo. O que vale é que não será do tipo de mandar pessoas embora, mas como melhorar a estrutura dos departamentos. Estou envolvida em várias iniciativas de estratégia da empresa. Um campo completamente novo para mim. Tenho tido que ler muito livros sobre o assunto no estilo autodidático. Até o momento isso está sobre controle, mas eu tenho muito que aprender em curto prazo. Tem dias que eu não vejo a hora das férias chegarem... Ainda bem que não falta mais tanto assim!...

Bom-finde!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Espelho, espelho meu...

Devagar, quase parando aqui no blog. Por que na vida real...

O trabalho novo tem sido um desafio. Tenho aprendido muito e tenho colocado a minha mente aberta para novas situações. Estou estudando, lendo livros e estou pondo tudo em prática, mas não é fácil.

Eu sei que isso tudo que eu estou passando agora é destino. Inclusive as pessoas. Meu gerente, o Darth Vader (que lembra o meu pai) está me servindo de espelho. Me ensinando o tipo de gerente ou pessoa que eu não quero ser. Ele é agressivo. Chuta mesa, chama palavrões, é brigão e tem problemas de comunicação. É difícil se dar com uma situação dessas. Além de que, eu me dou conta que parte da personalidade dele eu vejo em mim também. Não ao nível dele, mas eu sei a minha frustração quando as coisas não vou do jeito que eu quero ou quando as pessoas não me entendem. Não, eu não me torno violenta, mas a minha cabeça é dura. Como a do meu gerente, como foi o meu pai...

Em termos de trabalho, eu ainda estou aprendendo a me identificar que tipo de gerente eu quero ser. Isso tudo é um processo. E às vezes, ou muita, você precisa de alguém para de mostrar o caminho. No meu caso tem sido a colega de Camarões. Nós nos compensamos muito bem. Na área que ela quase não tem experiência (conteúdo), eu tenho de sobra. Na área em que ela tem experiência (gerência), eu quase não tenho experiência.
Nós temos nos ajudado muito e de quebra, nós nos damos muito bem como pessoas.

Sinceramente, eu acho que ainda vou levar muita porrada. A diferença é que dessa vez eu sinto que é a hora certa. E são lições de vida. Uns podem traduzir como o lado da carreira, que eu quero subir, mas no fundo, eu estou vendo que essas experiências estão sendo um confronto ou apredizado que eu provavelmente deveria ter tido com o meu pai, mas não tive. Como lhe dar com essas situações e pessoas.

No final das contas, o que mais me espanta é estar consciente que o que eu mais tenho medo é de se tornar a cópia do lado negativo do meu pai...
Ah, se a gente pudesse herdar só o lado bom das coisas, não é mesmo?!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Primeiras aulas de gerência

Quando você se torna gerente, as primeiras mudanças a fazer são:

- Lição número 1: Escutar, escutar, escutar antes de falar qualquer coisa. 2a coisa: depois de escutar é: perguntar, perguntar e perguntar. Mesmo que você já saiba a resposta.
- Lição número 2: A mudança de 'Eu' (a especialista) para 'Nós' (o time, a empresa..). É a parte da comunicação onde você não deve mais comunicar com a primeira pessoa do singular, mas sim como a primeira pessoa do plural. Senão você não cria o senso de 'comunidade' e se torna simplesmente autoritário ou ditador.
- Lição número 3: Manipulação. Como disse no item número 1. Você deve perguntar tudo. Exemplo: Como nós vamos integrar esses 2 sistemas? E de acordo com as respostas você vai 'gerenciando' o grupo de participantes até eles chegarem a solução que você já sabia há 3 anos atrás...

Quem pensa que na Holanda gerenciar é 'fácil' por que todo mundo é direto, se engana. Aqui todo mundo quer (e tem que) dar o seu pitaco em qualquer assunto que seja. E aí de você se você não pediu a opinião de cada um deles!.. Se fufu!

Eu noto que estou passando por uma nova escola, o que me fez lembrar de uma aula de cultura Holandesa quando eu ainda estava aprendendo o idioma. Nessa aula, eles explicaram que na Holanda todo mundo é (ou se sente) obrigado a ter uma opinião. Depois de umas pequenas discussões desse aspecto cultural, nós terminamos a aula com um exercício. Todos tinham que terminar a seguinte frase:

Iedereen moet een mening hebben, anders...
(Todos tem que ter uma opinião, senão...)

E aí, qual seria a sua resposta?!..

segunda-feira, 18 de junho de 2012

De tudo um pouco (ou seria muito?)

Do trabalho do marido:
Se lembram que eu falei que na empresa onde o meu marido trabalha também estavam fazendo uma reorganização? Pois bem, há 2 meses atrás, o colocaram numa função que ele não queria e contra a vontade dele. Agora ele está de novo conversando com o departamento de RH, por que, finalmente chegaram a conclusão que a situação não está funcionando pra nenhum dos lados. Dependendo do desenrolar dessa história, um dos cenários mais claro é que o meu marido corre grande riscos de ter que procurar por outro emprego. Seja como for, a iniciativa não pode partir do lado dele, senão ele perde todos os direitos de lei (e pacote social) devido à restruturação da empresa, que por sinal, também está prevista para durar 3 anos...

Do meu trabalho:
Hoje tivemos uma reunião de gerência. Bicho-grilo deixou claro na reunião que ele é o único que não entende ou não quer aceitar a minha função no time. Pelo menos agora está tudo na mesa e todo mundo sabe... Porém, eu sei que isso ainda vai me dar muita dor de cabeça para arranjar um jeito de trabalhar com ele...

Lá de casa:
Filhotes continuam lindosdivinosemaravilhosos.

Estamos agora na fase de ensinar o filhote a sair das fraldas. E não tem sido muito fácil, não.

Ele quer muito ir pra escola. A minha irmã Kika já levou-o umas vezes para ir buscar o primo na escola e ele adorou. Então o estimulo tem sido ‘só dá para ir para escola, quando você for para o banheiro e não precisar mais de fraldas’.

Não sei se estamos fazendo certo ou não. Ele ainda tem ‘preguiça’ de ir. Não queremos forçar a barra (demais), mas estamos tentando criar uma rotina pra ele, como: todas as manhãs assim que levantar, primeiro ir ao banheiro e a mesma coisa à noite antes de ir pra cama. Além disso, como incentivo, quando ele faz as necessidades no banheiro ele pode escolher um ‘sticker’ (figurinha) que ele costuma pregar na mão. E na creche, eles também estão incentivando ele ir ao banheiro.

Não sei quanto tempo essa fase dura. Sei que deve variar pro criança, mas eu vou confessar aqui que isso exige paciência, estrutura (criar a tal rotina) e tempo. E isso é somente umas das ‘coisas’ para se gerenciar no momento no meio de todas as tarefas do nosso dia-à-dia...

De quebra, tem 3 dentinhos nascendo ao mesmo tempo na nossa filhota. Resultado?.. Ela tem acordado pelo menos 2x por noite.

E gente, o mundo pode virar um completo caos e eu consigo dar conta do recado, só não consigo dar conta do mundo se eu não conseguir ter as minhas noites bem dormidas e descansadas.

É nessas horas que eu digo: Pare o trem que eu quero descer!...

Fui!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os personagens da novela

Tanta coisa pra falar… Tantos personagens! Cada personalidade…

Hora de introduzir alguns aqui no blog.

Risadinha:
É um colega Inglês que tem uma risada muito engraçada, eis a razão do apelido. Os meus colegas Holandeses disseram que ele é o único colega com quem eu e as outras mulheres do time nos sentiremos segura, já que ele ‘joga no outro time’. E eu, que nunca me importei com a sexualidade e nem raça, sempre me dei super-bem com esses personagens, por que as personalidades deles são sempre open-minded.

Lady Camarão:
Ela é uma ex-colega minha da Philips e será a minha parceira em crime. Eu, na área de TI. Ela na área de Processos.

E nós tivemos um clique bastante forte devido as nossas personalidades e experiências na Holanda. Ela vem de Camarões (por isso, o apelido). É negra e conseguiu subir na carreira atrvés de muita luta. Além disso, como disse uma amiga minha, parece que todas as mulheres que tiveram algum problema ou trauma na relação com o pai tentaram compensar com conquistas pessoais, na maioria dos casos, na carreira.

Meu instinto diz que não é por acaso que nós viemos trabalhar aqui ao mesmo tempo e formando um time...

Darth-Vader:
Já falei dele antes. Ele é o meu gerente. O que me fez a proposta de vir trabalhar aqui. Pavío curto. Autoritário. Ele lembra o meu pai. Eu lembro ele mesmo. E na verdade, até eu mesma já estou me reconhecendo nele. Ou seja, efeito ‘Espelho, espelho meu, quem é mais cabeçudo(a) que eu?´... Não preciso dizer que isso também não é nenhuma coincidência do destino, não é mesmo?! ...

Velho Garanhão:
Esse... vou te contar, é um personagem famoso já em boa parte da empresa. Ele é Inglês, tem 52 anos, é baixinho, tem cabelos branco cor-de-algodão, barriga de grávida de cerveja, mas, no entanto, se acha o gostosão, o verdadeiro Brad Pitt em pessoa. Passa cantada em todas as mulheres, sem exceção. É sinceramente uma coisa triste e cômica ao mesmo tempo.

Na primeira noite, depois do jantar, ele bebeu todas e mais umas no bar do hotel e ele pensou que poderia passar a mão na minha bunda quando eu estava me retirando para o meu quarto. Na mesma hora eu me virei e devido a distância ele não chegou a tocar, mas mesmo assim, a minha reação automática foi eu levantar o meu joelho já na altura de acertá-lo no seu ponto fraco. Que, novamente, por causa da distância, por pouco não acertou-o. Todo mundo do time viu. Inclusive o meu gerente e o gerente dele.

Basta dizer que desde a manhã seguinte ele passou a se comportar descentemente e nunca mais fez nenhuma tentativa de ultrapassar a linha de respeito profissional. Eu tenho também certeza absoluta, que os nossos 2 gerentes entraram em ação para dominar o velho-garanhão.

Crikkets – ou Bicho-grilo:
E sem você pensou que o velho-garanhão é o pior personagem que eu poderia encontrar para trabalhar junto, se enganou...
Quem lê o blog da DrinaHolanda com certeza já leu as mazelas dela com o OldFart. O ‘meu OldFart’ é esse Crikkets (ou bicho-grilo).

Ele tem lá pelos 50 anos. É Inglês, gerente dos analistas/ especialistas com quem eu devo trabalhar. Somos colegas de time de gerência e temos o mesmo nível de gerência na empresa, mas o cara é inseguro até de ficar em pé. Me vê como a ameaça de vida dele e por isso, tenta me bloquear no meu trabalho ou proteger o império dele.

Só para dar uma idéia: Ele quer saber tudo o que eu faço, todos os assuntos que eu estou discutindo e de preferência, ele quer estar em todas as reuniões que eu tenho. Ele não quer que eu tome nenhuma decisão sem que eu o consulte primeiro. Não quer que eu converse com nenhum analista sem que ele esteja envolvido e assim vai...

Esse é o mesmo cara que me disse que tem mais de 20 anos de experiência em SAP, enquanto eu nem deveria ter nascido ainda. E no dia seguinte, ele teve que confessar que não tinha conhecimento nenhum das novas tecnologias e soluções.

Todas as vezes que eu vou pra França eu preciso passar pelo menos 1 horas com ele pra gerenciá-lo emocionalmente e criar a confiança para fazer o meu trabalho da melhor maneira possível. Isso está me custando tempo e muita energia. Eu sei que poderia levantar esse problema dele como o nosso gerente (o Darth-Vader) ou até acima dele só pra mostrar o ‘cantinho’ dele. No entanto, se eu fizer isso, aí mesmo que ele vai sabotar o meu trabalho.

A grande vantagem é que ele é uma pessoa ‘aberta’. Fala tudo o que pensa e sente e não tem escondido nada de mim. Isso é um ponto muito positivo e que tem me dado a paciência necessária para tratar essa situação.

Mas no final das contas, ou do dia, eu estou tão cansada que eu não tenho saco pra mais nada.
Aguardamos agora as cenas do próximo capítulo..

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Do novo trabalho, novos personagens e desafios...

A cada dia que passa, o destino me confirma mais ainda que a minha mudança para o meu novo emprego nada mais é que um carma da minha vida. Algo que não tinha escapatória.

Digo isso por que o meu chefe, codinome Darth Vader, lembra muito o meu pai.

Ele é daquele tipo gerente à moda antiga, bem autoritário e hierárquico. O que na regra geral, não me trás problemas, por que eu já conheço o tipo, mas sei também que isso trará ainda muitos desafios na minha nova função. Um desses desafios é que outros membros do time ainda não sabem como lidar com o estilo dele e querem me usar como meio de comunicação ou escudo de proteção contra ele.

E a equipe de trabalho é formada por várias nacionalidades. Tem holandeses, franceses, ingleses, belgas e mais outras minorias. O choque cultural é comparável com o King Kong. Ontem, por exemplo, durante um jantar bem humorado a conversa mudou radicalmente de amigável para hostil. Só para dar uma idéia eu sou a mais nova do grupo. A maioria dos meus colegas é 45+. Todos eles tiveram parentes próximos que passaram pela guerra. Os Ingleses implicam com os Franceses e Alemães. Simplesmente não aceitam nada que vem dessas nacionalidades. Nem o Euro, nem a comunidade Européia como sabemos.

De quebra os Holandeses põem a culpa de várias falhas nos Ingleses por que eles nunca querem participar e tem aquela velha mania de dizer ‘a Europa’, como se a ilha isolada em que eles vivem não fizessem parte deste continente.

A discussão, começou com fatos históricos desde a 2a Guerra Mundial (cicatrizes ainda bem visiveis neste grupo) para os dias atuais até mesmo para o nosso trabalho/projeto. No que o Darth Vader (que o gerente de todos) disse para o gerente Inglês, que ele estava livre para se retirar da empresa a qualquer hora.

Sentiram o drama?!

Outro desafio é que, entre esse grupo, uns me consideram uma ameaça. Ontem o mesmo gerente Inglês da discussão usou como argumento que ele já tem 20 anos de estrada na nossa área de sistemas (enquanto eu só tenho 11 anos...). Perguntei calmamente se ele estava se sentido ameaçado por mim. Hoje, numa conversa mais aberta e quando ele viu os meus objetivos e intenções ele confessou que não sabia nada dos mais novos produtos/sistemas da nossa área.

Com essa confissão eu noto que a barreira aos poucos está caindo. Mas, eu já sei que encontrarei mais desses desafios pelas frente.

A empresa, os produtos e os colegas mudam, porém, as novelas mexicanas do trabalho continuam com força total...

Como dizem os Franceses: Bonjour! Ça va?!...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Fechando um capítulo e começando outro...

Sexta-feira foi o meu último dia na PH. Fui entregar todos os pertences da empresa.
Vou logo dizer que foi algo bastante bizarro. Primeiro por que na regra geral as empresas sempre fazem o que eles chamam de 'Exit Gesprek' (conversa de saída). Nessa conversa a intenção é também que você saia da empresa sem rancores ou opiniões negativas sobre ela.

Eu não tive conversa nenhuma. Meu gerente do departamento de recursos humanos eu só encontrei uma vez e foi já quando eu estava negociando o contrato no meu novo emprego e decidida a sair. Dalí em diante só foi mandar por e-mail a minha decisão de sair da empresa e desde então, o que já era impessoal ficou mais impessoal ainda. Entreguei todos os meus pertences a uma secretária que eu nem sequer conhecia. E de lá, ela me acompanhou até porta de saída (isso por que a porta só se abre com um cartão da empresa) e me desejou um 'boa sorte'.

Como eu já disse. Tudo bastante impessoal. E por incrível que pareça, eu não me incomodo com isso, por que a partir do momento que eu tomo uma decisão o que eu mais quero é me concentrar no meu novo objetivo. Quero mesmo deixar para trás o que se deve deixar para trás.
Talvez por isso, mas também por outros motivos, eu não me importo além do ponto de achar a situação bizarra. Verdade é que, mesmo com uma última conversa de despedida, a minha opinião sobre a empresa pouco mudaria. Mesmo com a minha saída e de toda a confusão, das 'agendas escondidas', da burocracia e reorganizações, eu me atrevo a dizer que continuo gostando da tal empresa e posso dizer que tive 5 bons anos lá.

No entanto, eu me sinto mais leve e satisfeita com a minha escolha. O motivo disso é provavelmente reconhecer que - por falta de confiança entre eles no Vendedor de Carros (que pegou o lugar do meu chefe de uma forma suja) - eu não conseguiria seguir motivada com o meu trabalho. Ainda mais na função bunda que ele tinha me oferecido. Se eu continuasse lá, eu não estaria sendo íntegra comigo mesmo.

Por sinal, para fechar de fato com o capítulo da ex-empresa e das histórias do personagem 'Vendedor de Carros' eu vou contar a última peripécia & pérola deste indivíduo.

Quando eu mandei o meu e-mail no sábado de manhã comunicando que rejeitava a função oferecida, justificando os meus pontos de uma forma profissionalmente correta e agradecendo também pela oportunidade, no mesmo fim de semana eu recebi uma resposta do chefe do Vendedor de Carros (o manda-chuvas) dizendo que ele entendia a minha escolha e agradecendo a minha explicação. O outro gerente para quem eu iria trabalhar na tal função também respondeu sem problemas. Ambos no próprio fim de semana.
Eis que Vendedor de Carros só leu o meu e-mail na segunda-feira (ele também costuma ler nos findes) durante um workshop no fornecedor só com pessoas importantes. Uma colega/amiga minha estava presente e ela disse que viu na hora que ele leu o meu e-mail e disse que ele embranqueceu como se tivessem jogado uma balde com gelo em cima dele.

Na visão dele ele tinha mexido os pauzinhos nele e me colocado numa função em que ele poderia me manipular e pensou que eu aceitaria numa boa (talvez por desespero?). Na mesma hora ele se virou para o diretor da empresa e foi se queixar de 'como eu me atrevia a dizer 'não' pra ele e blábláblá'. Nunca, em momento algum, ele pensou em ver a questão do meu lado. Só pensava nele mesmo.
O mais legal foi o tal diretor se virar para ele e dizer: "Get over it!"...

Eu acho que fazia muito tempo que eu não tinha rido tanto na empresa quando eu soube dessa cena toda.

Um pequeno detalhe e obviamente esperado da minha parte foi que ele nunca respondeu o meu e-mail. Não me disse nenhum tchau, até logo ou boa sorte. Nada.  E pouco me importa, para ser sincera. Não mudaria nada mesmo.

O que valeu foi ver a reação de outros colegas, gerentes, clientes e fornecedores saberem da minha decisão. Aquilo sim é o que eu chamo de um 'egotrip'!...

E depois de ter fechado este capítulo final na ex-empresa, eu comecei hoje oficialmente um novo capítulo. Meu primeiro dia na empresa nova foi, de fato, muito legal.
Fui muito bem recebida. Ainda mais na semana passada quando eu fui para a França participar do início do maior projeto mundial da empresa.

Vocês não imaginam como eu cheguei em casa cheia de energia e de um sorriso de canto à canto!

Vamos agora esperar para que continue assim...


PS: A foto no título do blog é do castelo de Chantilly que fica bem próximo do escritório da 'caixa-prego'  Francesa...

quinta-feira, 15 de março de 2012

O trabalho não pode esperar...

Recebo hoje uma mensagem do Darth Vader - meu novo gerente na nova empresa.

Ele: Oi. Podes participar o Kick Off do projeto no dia 27/03?
Eu penso nas vantagens e desvantagens, respondo: Sim, eu posso...

Ele me liga em seguida e diz: Que bom. Pequeno detalhe, o evento é lá na caixa-prego da França. Você pode ir comigo, mas teremos que sair às 05:00hrs da manhã... 
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Eu nem comecei ainda no emprego novo. Imaginem quando eu começar meeesmo?!...

domingo, 4 de março de 2012

A Decisão...

Na verdade, tudo acabou se decidindo na sexta-feira à noite. Porém, com o passar dos anos, eu aprendi a seguir o conselho Holandês de ' Slaap er een nachtje over' (durma uma noite) à risca antes de tomar uma decisão definitiva e verificar se a minha opinião continua sendo a mesma no dia seguinte. A resposta foi positiva.

Agora, rufem os tambores! [já que muitos querem saber qual foi a minha decisão final...]

Para surpresa geral da nação, eu digo ao povo que: não fico.

Depois de relativizar muito, eu cheguei a conclusão que o melhor para mim [e para o meu futuro] será ir para a empresa na caixa-prego.

Sim, O vendedor de Carros me ofereceu uma função para ficar. Nesse ponto, tenho que dizer que ele lutou por mim. Com todos os seus blá-blá-blas, eu tenho que dizer que ele fez a parte dele. Sendo que há essas alturas, ele deve estar muito p. da vida comigo, por eu ter rejeitado a proposta dele, mesmo eu tendo agradecido e justificado bem a minha decisão.

A verdade foi que a função que eles me ofereceram não era uma função em que eu seria feliz. Acredito sim, que teria capacidade de fazer, mas seria [de novo] uma função em que eu ficaria no meio de brigas e numa área (BI e informação e reportagens] que não me agrada.

Sem falar que, citando as palavras do gerente com que eu tive uma conversa à respeito da proposta: essa é uma função para se fazer em 2 anos até a 'fábrica de informação e reportagens' ficar pronta. Dai será um processo frequente de lançar updates  como os aplicativos de um smartphone. Ou seja, daqui há 2 anos você terá que procurar uma nova função na empresa. Até mesmo, por que já prevemos uma outra reorganização até lá. E nessa sua função a sua responsabilidade é cuidar dos calendários e prazos de quando um projeto precisa de algo nessa área e de quando nos poderemos oferecer a funcionalidade. Você não estará mais envolvida com o conteúdo ou a arquitetura do assunto.


A única coisa que passou pela minha cabeça foi: fazer apresentações em powerpoint e B-O-R-I-N-G (chato)! Isso para não dizer que eu serviria de mensageira para os clientes das divisões para dizer que eles não teriam a solução para os projetos previstos nos prazos que eles tinham em mente. Puff!


E já estão falando na próxima reorganização! Se nessa a situação ficou insuportável, imaginem uma próxima? E até quando se atura essas mudanças sem fim?

Além disso, já está claro que para sobreviver o próximo facão, quem ficar terá que conseguir uma função agora  que se encaixe nos seguintes quesitos: Ligação direta com os setores, alta visibilidade (bons promotores) e estratégica.

Digo isso por que a área de TI faz parte da cooperativa central da empresa, mas as divisões não querem aceitar nada que vem desta. Então, quem ficar (na cooperativa) tem criar fortes laços com quem os 'clientes' nas divisões, sabendo inclusive, passar adiante dos representantes da TI no próprio divisão. Assim, se a cooperativa se dividir em empresas menores de acordo com os seus setores , quem ficar ainda tenha chances de conseguir uma vaga em alguma divisão.

A Alta visibilidade e bons promotores tem a ver com o 'vriendjespolitiek' (a política de amigos), ou seja,   pessoas de influência que podem garantir uma vaga para você novamente numa futura restruturação. A questão da estratégia é você estar na posição certa para garantir chances de emprego e funções futuras na sua área de interesse.

Basta dizer que a função oferecida não se encaixa em nenhum desses quesitos e por isso, eu muito que provavelmente não sobreviveria o próximo corte.

O grande motivo mesmo pelo qual eu ainda estava me segurando na empresa [como já falei em outros posts mais antigos], é a estabilidade que consegui criar na minha vida pessoal através dos benefícios da empresa. No entanto, eu cheguei a conclusão que, se eu aceitasse a função e fosse infeliz no meu trabalho, isso iria acabar com o tempo afetando a minha vida familiar do mesmo jeito.

Acabou que a minha conclusão foi escolher a função que me faria feliz e tentar negociar com a nova empresa um acordo para que eu conseguisse construir novamente uma estabilidade familiar.
Foram dias negociando salário e benefícios, mas, finalmente, na sexta-feira nós chegamos a um acordo.

E isso quer dizer que começarei em breve um novo desafio!

Enquanto isso, amanhã e depois de amanhã será a vez do meu marido passar por entrevistas na empresa dele... Parece que o capítulo dessa novela não termina nunca!
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PS: Ao meu colega/amigo Mineiro. É, você será o último dos Mohicanos Brasileiros na empresa! Mas, se você precisar de algo, você sabe aonde me encontrar! ;)

sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mais uma...

Diálogo com o poderoso-chefão (chefão também do Vendedor de carros) durante a caminhada do estacionamento ao escritório:

Ele: E aí? Como vai?
Eu: não tão bem...
Ele: Por que?
Eu: Por que eu não fui convidada para nenhuma entrevista das vagas que eu tentei..
Ele: Você ainda está interessada em trabalhar aqui na empresa?
Eu: Sim, mas eu não sei se a empresa está em mim..
Ele: Ontem eu e o Vendedor de Carros tivemos uma conversa sobre você. Hoje ele vai falar contigo e te fazer uma proposta...

O fato de que a empresa quer me manter e vai me oferecer algo, me fortalece. Também na posição de negociar com a outra empresa, já que o que eles me ofereceram foi inaceitável.
O círculo está apertando. E o tempo está ficando curto para ter uma boa oferta e tomar uma decisão...

#spannend!