Semana passada eu organizei o jantar de despedida de um externo que trabalhou 1 ano e meio aqui na empresa. Na verdade, eu fui contratada para substituí-lo. Ou seja, depois da transferência de responsabilidades e coisa e tal, eu passei a ser a chefe dele e ele continuou fazendo algumas tarefas/projetos pra mim.
Ele ajudou muito o chefe Darth Vader a montar o departamento do zero no ano passado. Na função dele de arquiteto ele fez um ótimo trabalho. Mas, infelizmente, para outras tarefas como líder de projeto e gerente de time ele cometeu as suas gafes. Por causa disso, o Darth Vader ficou revoltado e quiz se livrar dele quase que imediatamente deixando todos os pepinos e mais trabalho pra mim.
Enfim, como gerente do cara eu fui fiz a minha parte. Organizei o jantar, fiz reserva no restaurante, mandei o convite e a equipe quiz fazer uma vaquinha e comprar um presente de despedida para ele.
Eu perguntei para o Darth Vader como as despedidas são organizadas na empresa. Ele disse que para externos esses eventos são organizados de forma 'simples'. Nem um detalhe a mais.
Quando ele recebeu o convite e sobre a contribuição para o presente (no valor de €3,50 por pessoa), diz o outro colega no nosso time de gerência que ele explodiu. Chamou palavrões, disse que tinha explicado para mim que não se fazia nada e blábláblá... Detalhe: eu já falei antes que ele é agressivo? Que uma vez numa discursão, ele furou o laptop com uma caneta de tanta raiva? Outra vez, quando um contrato com um fornecedor ainda não tinha sido assinado, ele deu um chute na mesa da secretária que ficou a marca do sapato na mesa... Imaginei o que é trabalhar com um chefe agressivo assim?!
Quando eu fiquei sabendo da explosão, eu fui falar com ele e disse que deveria estar acontecendo algum problema de comunicação. Ele disse que não se comprava presente (como se fosse a empresa que fosse bancar), eu disse que fui o time que quiz comprar algo e que todo mundo quiz contribuir, mas que ninguém era obrigado (me referindo a ele) a fazer. Ele foi e jogou aos mãos pra cima e disse que isso iria gerar expectativas nos outros externos na hora que eles fossem embora... Respondí que eu entendia o ponto de vista e da preocupação dele, mas que o time parecia bem consciente da situação e por isso cada um fez uma contribuição. Ele se rendeu...mas, ele detesta perder a razão o que era bem visível na cara dele. E por causa disso, ele tenta estragar o 'espírito do time' (consciente ou inconscientemente).
O mais engraçado foi que ele adicionou mais nomes a lista de participantes do jantar e disse que seria como o jantar do time de fim de ano. Porém ele não falou nada pra ninguém e as pessoas extras que ele convidou acabaram por não ir.
Fomos ao jantar, eu fiz um speech curto e light e passei a palavra pra ele (já que ele adora ser visto como o poderoso chefão, eu sabia que o minuto de fama iria acareciar o ego dele). Impressionante como o mesmo homem que queimou o externo, fez um discursso loooongo e cheio de agradecimento como se não tivesse sido pela contribuição do externo, ele (Darth Vader) não teria conseguido montar o departamento.
Antes do jantar, ele falou que cada um tinha que pagar a sua própria conta (e olha que era para ser o jantar de final de ano da empresa de acordo com os planos não-comunicado dele!), mas no final da noite, ele se levantou e foi pagar a conta. Há várias interpretações para o comportamento dele. Uns dizem que foi por que ele gostou do jantar e por que ganhou bastante atenção para o seu ego. Outros dizem que foi por uma questão da vergonha que ele passaria se ele fosse cobrar.
No final das contas, ele é uma pessoa impulsiva e agressiva. Não é à toa que ele está fazendo um curso de 'anger management'. Porém, como diz o colega gerente Inglês. Será que a empresa é reembolsada se o curso falha? Por que até agora, ainda não surtiu o efeito...
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Numa daquelas fases...
1- Na véspera da viagem o meu Iphone4 'desapareceu' durante a mudança no escritório. De quebra, não era nem pra eu estar no escritório naquele dia, por que já estava de férias, mas tive que ir para a transferência do trabalho para o meu substituto (externo) que voltava de férias naquele dia. Resumindo, se eu tivesse cumprido com as minhas férias, eu ainda teria o meu Iphone4...
2- Durante as férias nós recebemos uma boa proposta de contrato pra comprar férias fixas nos 'vacation clubs' (resorts 5 estrelas). Um ótimo investimento (assim parecia, mas iríamos entrar numa fria), por mais que fosse nos custar uma pequena fortuna e mais uma obrigação financeira para a nossa lista...
3- Quando eu volto de férias descubro que, além de terem lalado o meu celular naquele meu primeiro dia de férias, foi uma perda de tempo eu ter ido pra empresa fazer a transferência, por que o meu substituto não fez absolutamente nada do que estava na lista pra ele fazer. De quebra, o outro externo incompetente quis passar a perna em mim e na empresa. Antes de eu sair de férias eu disse que o contrato dele não seria prolongado e terminaria final de setembro. Bastou eu sair de férias para ele simplesmente não aparecer mais no trabalho. Não comunicou nada, não terminou o serviço, mas continuava mandando a lista de horários como se tivesse trabalhado 40hrs por semana e o meu substituto não gerenciou ou controlou nada e aprovou todas as lista de horas do incompetente!. Por 3 semanas 'não' trabalhadas, eu teria que arcar com uma conta de 15.000 euros.
4- Essa última semana foi um caos no trabalho. Tenho saído tarde da empresa e a minha cabeça vive cheia. Minha vontade de chegar em casa e ver meus filhos é imensa. Eis que 'pisei na tábua' demais na rodovia e um policial me parou. Era para eu ter perdido a minha carteira..
Quantas 'enfiadas' ou 'encurraladas' foram em questão de um mês, heim?!
Agora tentando olhar as coisas pelo outro lado de cada acontecimento...
1- Bem, o fato de alguém ter levado o meu Iphone não tem nada de bom. Me custou dinheiro pagas. A única coisa positiva que essa situação fez foi eu ser a dona da nova versão - o Iphone5
2- O contrato de vacation clubs tem tantas regras e extras, que quando eu cheguei em casa eu pesquisei tudo na net. Descobri a implicação financeira, a experiência (negativa) de outros e que seria difícil nos livrar do contrato depois, com a maior consequência uma obrigação financeira anualmente como uma hipoteca à mais. Seria um verdadeiro pesadelo, mas ainda bem que descobrimos tudo à tempo e que não tínhamos assinado nada, nenhum papel ou documento que nos comprometíamos com algo.
3- O incompetente pensou que a falcatrua com as horas iria passar em branco ou sem chances de correção por que tinham sido aprovadas pelo meu substituto. Eu tive que requisitar todos os 'log ins' do incompetente nos sistemas e na rede da empresa, mas eu consegui comprovar por fim, que o cara na verdade não trabalhou mais do que 3 dias desde que sai de férias. A fatura de 15 mil teria sido paga pelo meu gerente, fosse eu não comprovar a sujeira.
4- Da minha 'falta' na rodovia. Por muuuuita sorte, o policial não conseguiu medir a velocidade de forma judicial, senão eu teria perdido a minha carteira 'nessa brincadeira'. Levei o susto da minha vida, mas eu aprendi a minha lição... Não quero passar por essa situação nunca mais ...
Por fim, é cada situação que eu tenho me livrado no 'sufoco' ou numa questão de 'sorte', que a minha única conclusão é que eu tenho mantido o meu anjo-da-guarda bastante ocupado(a) ultimamente!...
Mas, se a minha vida continuar assim, eu acho que ele logo, logo vai fazer o pedido de demissão dele!
Não quero brincar mais disso , não!..
2- Durante as férias nós recebemos uma boa proposta de contrato pra comprar férias fixas nos 'vacation clubs' (resorts 5 estrelas). Um ótimo investimento (assim parecia, mas iríamos entrar numa fria), por mais que fosse nos custar uma pequena fortuna e mais uma obrigação financeira para a nossa lista...
3- Quando eu volto de férias descubro que, além de terem lalado o meu celular naquele meu primeiro dia de férias, foi uma perda de tempo eu ter ido pra empresa fazer a transferência, por que o meu substituto não fez absolutamente nada do que estava na lista pra ele fazer. De quebra, o outro externo incompetente quis passar a perna em mim e na empresa. Antes de eu sair de férias eu disse que o contrato dele não seria prolongado e terminaria final de setembro. Bastou eu sair de férias para ele simplesmente não aparecer mais no trabalho. Não comunicou nada, não terminou o serviço, mas continuava mandando a lista de horários como se tivesse trabalhado 40hrs por semana e o meu substituto não gerenciou ou controlou nada e aprovou todas as lista de horas do incompetente!. Por 3 semanas 'não' trabalhadas, eu teria que arcar com uma conta de 15.000 euros.
4- Essa última semana foi um caos no trabalho. Tenho saído tarde da empresa e a minha cabeça vive cheia. Minha vontade de chegar em casa e ver meus filhos é imensa. Eis que 'pisei na tábua' demais na rodovia e um policial me parou. Era para eu ter perdido a minha carteira..
Quantas 'enfiadas' ou 'encurraladas' foram em questão de um mês, heim?!
Agora tentando olhar as coisas pelo outro lado de cada acontecimento...
1- Bem, o fato de alguém ter levado o meu Iphone não tem nada de bom. Me custou dinheiro pagas. A única coisa positiva que essa situação fez foi eu ser a dona da nova versão - o Iphone5
2- O contrato de vacation clubs tem tantas regras e extras, que quando eu cheguei em casa eu pesquisei tudo na net. Descobri a implicação financeira, a experiência (negativa) de outros e que seria difícil nos livrar do contrato depois, com a maior consequência uma obrigação financeira anualmente como uma hipoteca à mais. Seria um verdadeiro pesadelo, mas ainda bem que descobrimos tudo à tempo e que não tínhamos assinado nada, nenhum papel ou documento que nos comprometíamos com algo.
3- O incompetente pensou que a falcatrua com as horas iria passar em branco ou sem chances de correção por que tinham sido aprovadas pelo meu substituto. Eu tive que requisitar todos os 'log ins' do incompetente nos sistemas e na rede da empresa, mas eu consegui comprovar por fim, que o cara na verdade não trabalhou mais do que 3 dias desde que sai de férias. A fatura de 15 mil teria sido paga pelo meu gerente, fosse eu não comprovar a sujeira.
4- Da minha 'falta' na rodovia. Por muuuuita sorte, o policial não conseguiu medir a velocidade de forma judicial, senão eu teria perdido a minha carteira 'nessa brincadeira'. Levei o susto da minha vida, mas eu aprendi a minha lição... Não quero passar por essa situação nunca mais ...
Por fim, é cada situação que eu tenho me livrado no 'sufoco' ou numa questão de 'sorte', que a minha única conclusão é que eu tenho mantido o meu anjo-da-guarda bastante ocupado(a) ultimamente!...
Mas, se a minha vida continuar assim, eu acho que ele logo, logo vai fazer o pedido de demissão dele!
Não quero brincar mais disso , não!..
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Mais das curtas...
- Situação do marido no emprego continua uma novela mexicana chata e sem previsões de melhoras em breve. Tem que ter muita paciência para aturar o clima e a pressão...
- Já no meu trabalho, se lembram do "Bicho Grilo"? (leiam aqui http://www.holandesa.blogspot.nl/2012/06/os-personagens-da-novela.html) Pois bem, ele foi colocado de lado na posição de líder de projeto. Infelizmente ele cometeu uns erros sérios e as consequências levaram o nosso chefe Darth Vader tomar uma decisão drástica. Diga-se de passagem, o Darth Vader é tão impulsivo que ele toma uma decisão sem ter uma solução, nem mesma temporária, para a situação. E um time de quase 50 pessoas num projeto de 22 milhões você não pode deixar 'descabeçado'. A proposta dele agora é dele ser o líder de projeto provisório. Agora pensem comigo. O cara é pavio curto. Não tem controle nenhum das frustrações dele. Isso resulta num estilo de gerência que funciona à base de ameaças ('quem errar, eu mando embora!') e aos berros quando ele perde o controle da situação ou dele mesmo. Imaginem agora como vai estar o clima no projeto nas próximas semanas?!...
- Já no meu trabalho, se lembram do "Bicho Grilo"? (leiam aqui http://www.holandesa.blogspot.nl/2012/06/os-personagens-da-novela.html) Pois bem, ele foi colocado de lado na posição de líder de projeto. Infelizmente ele cometeu uns erros sérios e as consequências levaram o nosso chefe Darth Vader tomar uma decisão drástica. Diga-se de passagem, o Darth Vader é tão impulsivo que ele toma uma decisão sem ter uma solução, nem mesma temporária, para a situação. E um time de quase 50 pessoas num projeto de 22 milhões você não pode deixar 'descabeçado'. A proposta dele agora é dele ser o líder de projeto provisório. Agora pensem comigo. O cara é pavio curto. Não tem controle nenhum das frustrações dele. Isso resulta num estilo de gerência que funciona à base de ameaças ('quem errar, eu mando embora!') e aos berros quando ele perde o controle da situação ou dele mesmo. Imaginem agora como vai estar o clima no projeto nas próximas semanas?!...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Do novo trabalho, novos personagens e desafios...
A cada dia que passa, o destino me confirma mais ainda que a minha mudança para o meu novo emprego nada mais é que um carma da minha vida. Algo que não tinha escapatória.
Digo isso por que o meu chefe, codinome Darth Vader, lembra muito o meu pai.
Ele é daquele tipo gerente à moda antiga, bem autoritário e hierárquico. O que na regra geral, não me trás problemas, por que eu já conheço o tipo, mas sei também que isso trará ainda muitos desafios na minha nova função. Um desses desafios é que outros membros do time ainda não sabem como lidar com o estilo dele e querem me usar como meio de comunicação ou escudo de proteção contra ele.
E a equipe de trabalho é formada por várias nacionalidades. Tem holandeses, franceses, ingleses, belgas e mais outras minorias. O choque cultural é comparável com o King Kong. Ontem, por exemplo, durante um jantar bem humorado a conversa mudou radicalmente de amigável para hostil. Só para dar uma idéia eu sou a mais nova do grupo. A maioria dos meus colegas é 45+. Todos eles tiveram parentes próximos que passaram pela guerra. Os Ingleses implicam com os Franceses e Alemães. Simplesmente não aceitam nada que vem dessas nacionalidades. Nem o Euro, nem a comunidade Européia como sabemos.
De quebra os Holandeses põem a culpa de várias falhas nos Ingleses por que eles nunca querem participar e tem aquela velha mania de dizer ‘a Europa’, como se a ilha isolada em que eles vivem não fizessem parte deste continente.
A discussão, começou com fatos históricos desde a 2a Guerra Mundial (cicatrizes ainda bem visiveis neste grupo) para os dias atuais até mesmo para o nosso trabalho/projeto. No que o Darth Vader (que o gerente de todos) disse para o gerente Inglês, que ele estava livre para se retirar da empresa a qualquer hora.
Sentiram o drama?!
Outro desafio é que, entre esse grupo, uns me consideram uma ameaça. Ontem o mesmo gerente Inglês da discussão usou como argumento que ele já tem 20 anos de estrada na nossa área de sistemas (enquanto eu só tenho 11 anos...). Perguntei calmamente se ele estava se sentido ameaçado por mim. Hoje, numa conversa mais aberta e quando ele viu os meus objetivos e intenções ele confessou que não sabia nada dos mais novos produtos/sistemas da nossa área.
Com essa confissão eu noto que a barreira aos poucos está caindo. Mas, eu já sei que encontrarei mais desses desafios pelas frente.
A empresa, os produtos e os colegas mudam, porém, as novelas mexicanas do trabalho continuam com força total...
Como dizem os Franceses: Bonjour! Ça va?!...
Digo isso por que o meu chefe, codinome Darth Vader, lembra muito o meu pai.
Ele é daquele tipo gerente à moda antiga, bem autoritário e hierárquico. O que na regra geral, não me trás problemas, por que eu já conheço o tipo, mas sei também que isso trará ainda muitos desafios na minha nova função. Um desses desafios é que outros membros do time ainda não sabem como lidar com o estilo dele e querem me usar como meio de comunicação ou escudo de proteção contra ele.
E a equipe de trabalho é formada por várias nacionalidades. Tem holandeses, franceses, ingleses, belgas e mais outras minorias. O choque cultural é comparável com o King Kong. Ontem, por exemplo, durante um jantar bem humorado a conversa mudou radicalmente de amigável para hostil. Só para dar uma idéia eu sou a mais nova do grupo. A maioria dos meus colegas é 45+. Todos eles tiveram parentes próximos que passaram pela guerra. Os Ingleses implicam com os Franceses e Alemães. Simplesmente não aceitam nada que vem dessas nacionalidades. Nem o Euro, nem a comunidade Européia como sabemos.
De quebra os Holandeses põem a culpa de várias falhas nos Ingleses por que eles nunca querem participar e tem aquela velha mania de dizer ‘a Europa’, como se a ilha isolada em que eles vivem não fizessem parte deste continente.
A discussão, começou com fatos históricos desde a 2a Guerra Mundial (cicatrizes ainda bem visiveis neste grupo) para os dias atuais até mesmo para o nosso trabalho/projeto. No que o Darth Vader (que o gerente de todos) disse para o gerente Inglês, que ele estava livre para se retirar da empresa a qualquer hora.
Sentiram o drama?!
Outro desafio é que, entre esse grupo, uns me consideram uma ameaça. Ontem o mesmo gerente Inglês da discussão usou como argumento que ele já tem 20 anos de estrada na nossa área de sistemas (enquanto eu só tenho 11 anos...). Perguntei calmamente se ele estava se sentido ameaçado por mim. Hoje, numa conversa mais aberta e quando ele viu os meus objetivos e intenções ele confessou que não sabia nada dos mais novos produtos/sistemas da nossa área.
Com essa confissão eu noto que a barreira aos poucos está caindo. Mas, eu já sei que encontrarei mais desses desafios pelas frente.
A empresa, os produtos e os colegas mudam, porém, as novelas mexicanas do trabalho continuam com força total...
Como dizem os Franceses: Bonjour! Ça va?!...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Fechando um capítulo e começando outro...
Sexta-feira foi o meu último dia na PH. Fui entregar todos os pertences da empresa.
Vou logo dizer que foi algo bastante bizarro. Primeiro por que na regra geral as empresas sempre fazem o que eles chamam de 'Exit Gesprek' (conversa de saída). Nessa conversa a intenção é também que você saia da empresa sem rancores ou opiniões negativas sobre ela.
Eu não tive conversa nenhuma. Meu gerente do departamento de recursos humanos eu só encontrei uma vez e foi já quando eu estava negociando o contrato no meu novo emprego e decidida a sair. Dalí em diante só foi mandar por e-mail a minha decisão de sair da empresa e desde então, o que já era impessoal ficou mais impessoal ainda. Entreguei todos os meus pertences a uma secretária que eu nem sequer conhecia. E de lá, ela me acompanhou até porta de saída (isso por que a porta só se abre com um cartão da empresa) e me desejou um 'boa sorte'.
Como eu já disse. Tudo bastante impessoal. E por incrível que pareça, eu não me incomodo com isso, por que a partir do momento que eu tomo uma decisão o que eu mais quero é me concentrar no meu novo objetivo. Quero mesmo deixar para trás o que se deve deixar para trás.
Talvez por isso, mas também por outros motivos, eu não me importo além do ponto de achar a situação bizarra. Verdade é que, mesmo com uma última conversa de despedida, a minha opinião sobre a empresa pouco mudaria. Mesmo com a minha saída e de toda a confusão, das 'agendas escondidas', da burocracia e reorganizações, eu me atrevo a dizer que continuo gostando da tal empresa e posso dizer que tive 5 bons anos lá.
No entanto, eu me sinto mais leve e satisfeita com a minha escolha. O motivo disso é provavelmente reconhecer que - por falta de confiança entre eles no Vendedor de Carros (que pegou o lugar do meu chefe de uma forma suja) - eu não conseguiria seguir motivada com o meu trabalho. Ainda mais na função bunda que ele tinha me oferecido. Se eu continuasse lá, eu não estaria sendo íntegra comigo mesmo.
Por sinal, para fechar de fato com o capítulo da ex-empresa e das histórias do personagem 'Vendedor de Carros' eu vou contar a última peripécia & pérola deste indivíduo.
Quando eu mandei o meu e-mail no sábado de manhã comunicando que rejeitava a função oferecida, justificando os meus pontos de uma forma profissionalmente correta e agradecendo também pela oportunidade, no mesmo fim de semana eu recebi uma resposta do chefe do Vendedor de Carros (o manda-chuvas) dizendo que ele entendia a minha escolha e agradecendo a minha explicação. O outro gerente para quem eu iria trabalhar na tal função também respondeu sem problemas. Ambos no próprio fim de semana.
Eis que Vendedor de Carros só leu o meu e-mail na segunda-feira (ele também costuma ler nos findes) durante um workshop no fornecedor só com pessoas importantes. Uma colega/amiga minha estava presente e ela disse que viu na hora que ele leu o meu e-mail e disse que ele embranqueceu como se tivessem jogado uma balde com gelo em cima dele.
Na visão dele ele tinha mexido os pauzinhos nele e me colocado numa função em que ele poderia me manipular e pensou que eu aceitaria numa boa (talvez por desespero?). Na mesma hora ele se virou para o diretor da empresa e foi se queixar de 'como eu me atrevia a dizer 'não' pra ele e blábláblá'. Nunca, em momento algum, ele pensou em ver a questão do meu lado. Só pensava nele mesmo.
O mais legal foi o tal diretor se virar para ele e dizer: "Get over it!"...
Eu acho que fazia muito tempo que eu não tinha rido tanto na empresa quando eu soube dessa cena toda.
Um pequeno detalhe e obviamente esperado da minha parte foi que ele nunca respondeu o meu e-mail. Não me disse nenhum tchau, até logo ou boa sorte. Nada. E pouco me importa, para ser sincera. Não mudaria nada mesmo.
O que valeu foi ver a reação de outros colegas, gerentes, clientes e fornecedores saberem da minha decisão. Aquilo sim é o que eu chamo de um 'egotrip'!...
E depois de ter fechado este capítulo final na ex-empresa, eu comecei hoje oficialmente um novo capítulo. Meu primeiro dia na empresa nova foi, de fato, muito legal.
Fui muito bem recebida. Ainda mais na semana passada quando eu fui para a França participar do início do maior projeto mundial da empresa.
Vocês não imaginam como eu cheguei em casa cheia de energia e de um sorriso de canto à canto!
Vamos agora esperar para que continue assim...
PS: A foto no título do blog é do castelo de Chantilly que fica bem próximo do escritório da 'caixa-prego' Francesa...
Vou logo dizer que foi algo bastante bizarro. Primeiro por que na regra geral as empresas sempre fazem o que eles chamam de 'Exit Gesprek' (conversa de saída). Nessa conversa a intenção é também que você saia da empresa sem rancores ou opiniões negativas sobre ela.
Eu não tive conversa nenhuma. Meu gerente do departamento de recursos humanos eu só encontrei uma vez e foi já quando eu estava negociando o contrato no meu novo emprego e decidida a sair. Dalí em diante só foi mandar por e-mail a minha decisão de sair da empresa e desde então, o que já era impessoal ficou mais impessoal ainda. Entreguei todos os meus pertences a uma secretária que eu nem sequer conhecia. E de lá, ela me acompanhou até porta de saída (isso por que a porta só se abre com um cartão da empresa) e me desejou um 'boa sorte'.
Como eu já disse. Tudo bastante impessoal. E por incrível que pareça, eu não me incomodo com isso, por que a partir do momento que eu tomo uma decisão o que eu mais quero é me concentrar no meu novo objetivo. Quero mesmo deixar para trás o que se deve deixar para trás.
Talvez por isso, mas também por outros motivos, eu não me importo além do ponto de achar a situação bizarra. Verdade é que, mesmo com uma última conversa de despedida, a minha opinião sobre a empresa pouco mudaria. Mesmo com a minha saída e de toda a confusão, das 'agendas escondidas', da burocracia e reorganizações, eu me atrevo a dizer que continuo gostando da tal empresa e posso dizer que tive 5 bons anos lá.
No entanto, eu me sinto mais leve e satisfeita com a minha escolha. O motivo disso é provavelmente reconhecer que - por falta de confiança entre eles no Vendedor de Carros (que pegou o lugar do meu chefe de uma forma suja) - eu não conseguiria seguir motivada com o meu trabalho. Ainda mais na função bunda que ele tinha me oferecido. Se eu continuasse lá, eu não estaria sendo íntegra comigo mesmo.
Por sinal, para fechar de fato com o capítulo da ex-empresa e das histórias do personagem 'Vendedor de Carros' eu vou contar a última peripécia & pérola deste indivíduo.
Quando eu mandei o meu e-mail no sábado de manhã comunicando que rejeitava a função oferecida, justificando os meus pontos de uma forma profissionalmente correta e agradecendo também pela oportunidade, no mesmo fim de semana eu recebi uma resposta do chefe do Vendedor de Carros (o manda-chuvas) dizendo que ele entendia a minha escolha e agradecendo a minha explicação. O outro gerente para quem eu iria trabalhar na tal função também respondeu sem problemas. Ambos no próprio fim de semana.
Eis que Vendedor de Carros só leu o meu e-mail na segunda-feira (ele também costuma ler nos findes) durante um workshop no fornecedor só com pessoas importantes. Uma colega/amiga minha estava presente e ela disse que viu na hora que ele leu o meu e-mail e disse que ele embranqueceu como se tivessem jogado uma balde com gelo em cima dele.
Na visão dele ele tinha mexido os pauzinhos nele e me colocado numa função em que ele poderia me manipular e pensou que eu aceitaria numa boa (talvez por desespero?). Na mesma hora ele se virou para o diretor da empresa e foi se queixar de 'como eu me atrevia a dizer 'não' pra ele e blábláblá'. Nunca, em momento algum, ele pensou em ver a questão do meu lado. Só pensava nele mesmo.
O mais legal foi o tal diretor se virar para ele e dizer: "Get over it!"...
Eu acho que fazia muito tempo que eu não tinha rido tanto na empresa quando eu soube dessa cena toda.
Um pequeno detalhe e obviamente esperado da minha parte foi que ele nunca respondeu o meu e-mail. Não me disse nenhum tchau, até logo ou boa sorte. Nada. E pouco me importa, para ser sincera. Não mudaria nada mesmo.
O que valeu foi ver a reação de outros colegas, gerentes, clientes e fornecedores saberem da minha decisão. Aquilo sim é o que eu chamo de um 'egotrip'!...
E depois de ter fechado este capítulo final na ex-empresa, eu comecei hoje oficialmente um novo capítulo. Meu primeiro dia na empresa nova foi, de fato, muito legal.
Fui muito bem recebida. Ainda mais na semana passada quando eu fui para a França participar do início do maior projeto mundial da empresa.
Vocês não imaginam como eu cheguei em casa cheia de energia e de um sorriso de canto à canto!
Vamos agora esperar para que continue assim...
PS: A foto no título do blog é do castelo de Chantilly que fica bem próximo do escritório da 'caixa-prego' Francesa...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Diálogo: "sente o clima'
...
Ela: Pô, o negócio tá feio aí na empresa, heim?!
Eu: Feio? Feio é cumplimento. Só para tu teres uma idéia. Sabem o que o pessoal aqui está dizendo o que significa a sigla HR* (Human Resources) ?
Ela: ?
Eu: Human Remains*!..
Ela: Putz!...
PS: Em Portuga: Restos Humanos em vez de Recursos Humanos!...
Ela: Pô, o negócio tá feio aí na empresa, heim?!
Eu: Feio? Feio é cumplimento. Só para tu teres uma idéia. Sabem o que o pessoal aqui está dizendo o que significa a sigla HR* (Human Resources) ?
Ela: ?
Eu: Human Remains*!..
Ela: Putz!...
PS: Em Portuga: Restos Humanos em vez de Recursos Humanos!...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O início do fim...
Ainda da reorganização...
Vendedor de carros (que era líder de arquitetos de TI numa determinada área) tomou o emprego do meu gerente-gente-boa (que era o gerente de arquitetura de TI mundial da empresa).
O motivo por que eu chamo o meu gerente de gente-boa é por que todos os 24 arquitetos gostam dele e ele tem o índice de maior satisfação gerencial pelos empregados. Com essa notícia o time todo, com exceção de um (que é puxa-saco do Vendedor) está totalmente desiludido e desapontado...
Eis o início do fim...
Vendedor de carros (que era líder de arquitetos de TI numa determinada área) tomou o emprego do meu gerente-gente-boa (que era o gerente de arquitetura de TI mundial da empresa).
O motivo por que eu chamo o meu gerente de gente-boa é por que todos os 24 arquitetos gostam dele e ele tem o índice de maior satisfação gerencial pelos empregados. Com essa notícia o time todo, com exceção de um (que é puxa-saco do Vendedor) está totalmente desiludido e desapontado...
Eis o início do fim...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Do BBB...
Vamos a um momento de confissão.
Eu nunca, até hoje, assistí um minuto ou dois de um Big Brother qualquer. E vejam bem, a origem do programa é Holandesa e o primeiro da série foi feito aqui na Holanda e com grande sucesso de Ibope.
Eu pessoalmente nunca gostei do programa. Nunca me interessou e continua não me interessando. E não, eu não vim aqui jogar ovo naqueles que gostam, por que já vi que de uma maneira ou de outra todo mundo gosta de um ou outro ‘Reality show’por mais trash que seja. Eu pessoalmente gosto do America’s Next Top Model (Trashérrimo! Mas não tanto quanto a versão Holandesa do programa...), do So You Think You Can Dance e do Cake Boss (se bem que desse último eu só me interesse pelos bolos mesmo!).
O que me espanta é que no Brasil o BB continua rolando. Acho que o BB não existe mais em nenhum outro país. Já é coisa bem passé.
E no Brasil, pra continuar dando Ibope, o nível de apelação é tão grande que já extrapolou o nível do ridículo.
Outro dia, a Dri estava se perguntando se é o Brasileiro que é muito ‘personagem de novela’. Não era sobre o BB que ela se referia ou coisa parecida, mas pra mim a resposta só pode ser óbvia se o nível de apelação – até mesmo de um programa - já chegou ao ponto de ‘estupro’ e todo mundo continua coladinho ali, a sua telinha e ao seu telefone.
Sem brincadeira, eu já estou vendo o plot (enredo) do próximo BBB. Vai ter um assassinato dentro da casa, mas o assassino não poderá sair da casa e ser preso por que ele ainda não foi votado pra fora...
Tudo isso só pra fazer uma perguntinha: BBB até quando, heim?
Eu nunca, até hoje, assistí um minuto ou dois de um Big Brother qualquer. E vejam bem, a origem do programa é Holandesa e o primeiro da série foi feito aqui na Holanda e com grande sucesso de Ibope.
Eu pessoalmente nunca gostei do programa. Nunca me interessou e continua não me interessando. E não, eu não vim aqui jogar ovo naqueles que gostam, por que já vi que de uma maneira ou de outra todo mundo gosta de um ou outro ‘Reality show’por mais trash que seja. Eu pessoalmente gosto do America’s Next Top Model (Trashérrimo! Mas não tanto quanto a versão Holandesa do programa...), do So You Think You Can Dance e do Cake Boss (se bem que desse último eu só me interesse pelos bolos mesmo!).
O que me espanta é que no Brasil o BB continua rolando. Acho que o BB não existe mais em nenhum outro país. Já é coisa bem passé.
E no Brasil, pra continuar dando Ibope, o nível de apelação é tão grande que já extrapolou o nível do ridículo.
Outro dia, a Dri estava se perguntando se é o Brasileiro que é muito ‘personagem de novela’. Não era sobre o BB que ela se referia ou coisa parecida, mas pra mim a resposta só pode ser óbvia se o nível de apelação – até mesmo de um programa - já chegou ao ponto de ‘estupro’ e todo mundo continua coladinho ali, a sua telinha e ao seu telefone.
Sem brincadeira, eu já estou vendo o plot (enredo) do próximo BBB. Vai ter um assassinato dentro da casa, mas o assassino não poderá sair da casa e ser preso por que ele ainda não foi votado pra fora...
Tudo isso só pra fazer uma perguntinha: BBB até quando, heim?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Nada de novo, só velhice e uma novela mexicana familiar...
Nada de novo, só velhice...
Tinha melhorado da gripe por uma semana, mas voltei à botar os bofes pra fora desde o finde. Nem dormir direito eu não consigo mais de tanto tossir. E como isso cansa, afe!... Resolvi ficar em casa hoje pra fortalecer e melhorar, por que quinta-feira terei um dia capenga no trabalho ao lado do meu chefe com direito à pizza se passar das horas. Já deu pra entender a mensagem não é mesmo? Pelo menos, a partir da semana que vem até o ano novo eu estarei de férias do trabalho. Não precisarei sair do meu buraco no meio deste frio e ventania sem fim. Amém!
E por falar no Natal que já está alí na porta. Até agora não mandei um cartãozinho de Natal exdrúxulo sequer! Se não for para chegar no Natal de 2012, melhor eu ir logo aquecer o punho. Pelo menos, pelo grande consolo e sufoco que me custa todos os anos, eu já encomendei todos os presentes de Natal da família. Já tinha conseguido decidir o que dar desde o início de novembro. O maior alívio foi achar algo original para o marido e que ele irá gostar sem dúvidas. Vocês não fazem idéia de como isso simplifica a minha vida!
A única coisa que falta são os presentes dos filhotes. O que era para ser provavelmente o mais fácil, tá ficando por último. E esse são os presentes que marido e fazemos juntos. Ou seja, temos que chegar a uma conclusão sobre o que vamos dar.
Uma novela mexicana familiar
E o que ainda vai me faltar a fazer é as compras para o almoço do 2o dia do Natal. Vai ser aqui em casa com a família do marido. Mas, oh situação complicada agora que meus sogros estão separados e a minha sogra anda aprontando cada uma. Sinceramente, eu não sei o que esperar!... Ela ficou P. da vida quando os rapazes falaram que o amante dela (por mais gente boa que seje) não poderá vir, por causa que eles preferem a presença do pai. E os dois juntos (pai e amante) no almoço de Natal de família, não vai rolar. Ela agora põe à culpa no sogro, por que não quer ver que, pela primeira vez na vida, os filhos dela escolheram o lado do pai. Mesmo explicando que se a situação fosse invertida, eles fariam o mesmo por ela, ela se recusa em aceitar.
E vejam bem, é óbvio que os rapazes querem que a mãe também esteje presente. E (para mim) é óbvio que se ela escolher não vir por causa do amante, no final das contas, ela está colocando ele em cima dos próprios 2 filhos e netos.
Não há dúvidas nenhuma de que minha sogra de 63 anos voltou a ser uma adolescente apaixonada. E mesmo desejando que ela seja feliz, eu não consigo entender como ela consegue ferir tanto os filhos dela que sempre fizeram tudo pra ela. Inclusive a casa que ela mora agora foi reformada pelos filhos. Marido deu 80% das coisas que estão lá, até mesmo uma cozinha com aparelhos novos. Como pode alguém levar tão pouco em consideração o sentimento dos filhos?... Até parece que a culpa é deles.
Se alguém passou por algo similar ou tem alguma sugestão de como se dar com essa situação, eu agradeço!
Tinha melhorado da gripe por uma semana, mas voltei à botar os bofes pra fora desde o finde. Nem dormir direito eu não consigo mais de tanto tossir. E como isso cansa, afe!... Resolvi ficar em casa hoje pra fortalecer e melhorar, por que quinta-feira terei um dia capenga no trabalho ao lado do meu chefe com direito à pizza se passar das horas. Já deu pra entender a mensagem não é mesmo? Pelo menos, a partir da semana que vem até o ano novo eu estarei de férias do trabalho. Não precisarei sair do meu buraco no meio deste frio e ventania sem fim. Amém!
E por falar no Natal que já está alí na porta. Até agora não mandei um cartãozinho de Natal exdrúxulo sequer! Se não for para chegar no Natal de 2012, melhor eu ir logo aquecer o punho. Pelo menos, pelo grande consolo e sufoco que me custa todos os anos, eu já encomendei todos os presentes de Natal da família. Já tinha conseguido decidir o que dar desde o início de novembro. O maior alívio foi achar algo original para o marido e que ele irá gostar sem dúvidas. Vocês não fazem idéia de como isso simplifica a minha vida!
A única coisa que falta são os presentes dos filhotes. O que era para ser provavelmente o mais fácil, tá ficando por último. E esse são os presentes que marido e fazemos juntos. Ou seja, temos que chegar a uma conclusão sobre o que vamos dar.
Uma novela mexicana familiar
E o que ainda vai me faltar a fazer é as compras para o almoço do 2o dia do Natal. Vai ser aqui em casa com a família do marido. Mas, oh situação complicada agora que meus sogros estão separados e a minha sogra anda aprontando cada uma. Sinceramente, eu não sei o que esperar!... Ela ficou P. da vida quando os rapazes falaram que o amante dela (por mais gente boa que seje) não poderá vir, por causa que eles preferem a presença do pai. E os dois juntos (pai e amante) no almoço de Natal de família, não vai rolar. Ela agora põe à culpa no sogro, por que não quer ver que, pela primeira vez na vida, os filhos dela escolheram o lado do pai. Mesmo explicando que se a situação fosse invertida, eles fariam o mesmo por ela, ela se recusa em aceitar.
E vejam bem, é óbvio que os rapazes querem que a mãe também esteje presente. E (para mim) é óbvio que se ela escolher não vir por causa do amante, no final das contas, ela está colocando ele em cima dos próprios 2 filhos e netos.
Não há dúvidas nenhuma de que minha sogra de 63 anos voltou a ser uma adolescente apaixonada. E mesmo desejando que ela seja feliz, eu não consigo entender como ela consegue ferir tanto os filhos dela que sempre fizeram tudo pra ela. Inclusive a casa que ela mora agora foi reformada pelos filhos. Marido deu 80% das coisas que estão lá, até mesmo uma cozinha com aparelhos novos. Como pode alguém levar tão pouco em consideração o sentimento dos filhos?... Até parece que a culpa é deles.
Se alguém passou por algo similar ou tem alguma sugestão de como se dar com essa situação, eu agradeço!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Do trabalho...
Sabem qual é a parte super-legal do meu trabalho? É a parte da inovação. Olhar novos produtos, as suas capacidades, trabalhar junto com fornecedores no desenvolvimento de novas soluções e escolher o sistema ou aplicativo que cobre os requerimentos do processo do cliente.
Diga-se de passagem, é justamente aí que mora o desafio da minha função. E o maior desafio nem é na parte técnica, mas sim, na parte ‘humana’. Por ser tão legal, todo mundo quer fazer esse tipo de trabalho e todo mundomete o bedelho toma decisões mesmo não sendo da área e sem saber como o ‘negócio’ funciona.
No final das contas, para os outros o que importa é escolher um produto novo! Dane-se se o produto (ainda) não oferece compatibilidade com as outras soluções, se a infrastrutura não dá ‘conta do recado’, se existe leis governamentais que proíbem informações serem guardadas num centro de data em outro país. Que a solução não tem capacidade para nível mundial, enquanto fulano só está pensando num grupinho de 20 pessoas alí no muro da China. Dane-se se o sistema não é seguro! Isso não é interessante pra ninguém, a não ser para ‘nerds’ como eu e os meus colegas... Tsja!
O mais engraçado que a parte menos legal do trabalho ninguém quer fazer. Desenhar os trocentos gráficos de interfaces e integração num sistema . Verificar se todas as linhas estão corretinhas. Preencher definições. Números de processos e id’s e mais uma série de trabalhinhos administrativos num sistema que ninguém entende.
Ultimamente acho que o meu trabalho está se resumindo de acordo com o cartoon abaixo. É tão cômico de tão verdadeiro que é.
Diga-se de passagem, é justamente aí que mora o desafio da minha função. E o maior desafio nem é na parte técnica, mas sim, na parte ‘humana’. Por ser tão legal, todo mundo quer fazer esse tipo de trabalho e todo mundo
No final das contas, para os outros o que importa é escolher um produto novo! Dane-se se o produto (ainda) não oferece compatibilidade com as outras soluções, se a infrastrutura não dá ‘conta do recado’, se existe leis governamentais que proíbem informações serem guardadas num centro de data em outro país. Que a solução não tem capacidade para nível mundial, enquanto fulano só está pensando num grupinho de 20 pessoas alí no muro da China. Dane-se se o sistema não é seguro! Isso não é interessante pra ninguém, a não ser para ‘nerds’ como eu e os meus colegas... Tsja!
O mais engraçado que a parte menos legal do trabalho ninguém quer fazer. Desenhar os trocentos gráficos de interfaces e integração num sistema . Verificar se todas as linhas estão corretinhas. Preencher definições. Números de processos e id’s e mais uma série de trabalhinhos administrativos num sistema que ninguém entende.
Ultimamente acho que o meu trabalho está se resumindo de acordo com o cartoon abaixo. É tão cômico de tão verdadeiro que é.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Pode ser ou tá difícil?...
Minha vó sempre dizia que: "Se você é bom pros outros, os outros vão ser bom pra você!".
Mas tem gente que não facilita, não é mesmo?!...
Mas tem gente que não facilita, não é mesmo?!...
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Hoe je het wendt of keert*...
Eu sou obrigada a dar créditos para o Vendedor de Carros. Se lembram da peça?...
É simplesmente admirável como alguém consegue vender o inferno como se fosse o paraíso e todo mundo ainda ficasse interessado em comprar um pedaço dele...
Eis que o dito cujo está envolvido no projeto de reorganização da empresa e conseguiu inventar uma posição especial pra ele na nova estrutura, além de uma estrutura especial para dar suporte as idéias dele sem precisar entregar nada de concreto. Na verdade, ele está conseguindo vender tanto oxigênio que eu só consigo ficar impressionada. Eu nunca vi nada igual.
Porém o que eu fico me perguntando é: Depois que todo mundo comprou um pedaço de inferno se der conta que aquilo alí não é o paraíso como prometido, o que vai acontecer?...
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É simplesmente admirável como alguém consegue vender o inferno como se fosse o paraíso e todo mundo ainda ficasse interessado em comprar um pedaço dele...
Eis que o dito cujo está envolvido no projeto de reorganização da empresa e conseguiu inventar uma posição especial pra ele na nova estrutura, além de uma estrutura especial para dar suporte as idéias dele sem precisar entregar nada de concreto. Na verdade, ele está conseguindo vender tanto oxigênio que eu só consigo ficar impressionada. Eu nunca vi nada igual.
Porém o que eu fico me perguntando é: Depois que todo mundo comprou um pedaço de inferno se der conta que aquilo alí não é o paraíso como prometido, o que vai acontecer?...
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*Hoe je het wendt of keert (como você vira e desvira) é uma expressão idiomática holandesa para “De uma maneira ou outra”.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Quem responde?...
Trechos de um e-mail:
...Achei seu blog na net numa pesquisa sobre o custo de vida na Holanda. Estou namorando um Holandês e estamos cogitando eu ir morar aí. Ele mora num apartamento numa cidade chamada Best. Você conhece esse lugar?...
Li a sua história e seus últimos posts. Fiquei impressionada de como a sua vida é dura! Não deve ser fácil ser pobre na Holanda e não ter condições de contratar uma faxineira, uma cozinheira ou babá. Acho admirável como você dá conta de tudo e não largou tudo para voltar para o Brasil...
... Eu mesma moro num condomínio e até jardineiro temos. Confesso que depois que li o seu blog fiquei até com medo! Não quero largar a minha vida aqui para virar dona de casa e ficar limpando sanitários ou trocando fraldas de bebê na Holanda.... Por isso eu gostaria de fazer umas perguntas se você não se importar. Quanto deveria ser o salário do meu namorado para que possamos contratar uma empregada? Eu queria muito contratar uma cozinheira e faxineira. Quanto seria o salário mínimo delas? ...
_________________________________________________
Lindo, né?! Essa ilusão!?..
Será que ela acreditaria se eu dissesse que pobre de marré-de-sí e marajás não existem na Holanda?... Será que ela acreditaria quando eu dissesse que se o namorado dela mora num apartamento em Best que dificilmente ele será mais ‘rico’ que eu? Será que ela acharia que eu teria me sentido ofendida por ter sido chamada de 'pobre' e por isso, não acreditaria na minha resposta? Digam lá. quantas de vocês tem empregadas: faxineiras, cozinheiras, babás, etc... E se tem, quanto elas cobram?
E como responder ao comentário? “Não deve ser fácil ser pobre na Holanda”. E não, a vida realmente não é fácil, já que vivemos brincando de super-heróis, mas se a diferença entre pobre e rico é ter empregadas domésticas, então os países Europeus nunca foram 1o mundo.
Sinceramente, eu juro que tentei responder o e-mail, mas acabei desistindo. Porém, como há outras pessoas na net fazendo essas mesmas perguntas (e eu já recebi várias delas anteriormente), quem aí se habilita em responder?
Desde já, obrigada!
...Achei seu blog na net numa pesquisa sobre o custo de vida na Holanda. Estou namorando um Holandês e estamos cogitando eu ir morar aí. Ele mora num apartamento numa cidade chamada Best. Você conhece esse lugar?...
Li a sua história e seus últimos posts. Fiquei impressionada de como a sua vida é dura! Não deve ser fácil ser pobre na Holanda e não ter condições de contratar uma faxineira, uma cozinheira ou babá. Acho admirável como você dá conta de tudo e não largou tudo para voltar para o Brasil...
... Eu mesma moro num condomínio e até jardineiro temos. Confesso que depois que li o seu blog fiquei até com medo! Não quero largar a minha vida aqui para virar dona de casa e ficar limpando sanitários ou trocando fraldas de bebê na Holanda.... Por isso eu gostaria de fazer umas perguntas se você não se importar. Quanto deveria ser o salário do meu namorado para que possamos contratar uma empregada? Eu queria muito contratar uma cozinheira e faxineira. Quanto seria o salário mínimo delas? ...
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Lindo, né?! Essa ilusão!?..
Será que ela acreditaria se eu dissesse que pobre de marré-de-sí e marajás não existem na Holanda?... Será que ela acreditaria quando eu dissesse que se o namorado dela mora num apartamento em Best que dificilmente ele será mais ‘rico’ que eu? Será que ela acharia que eu teria me sentido ofendida por ter sido chamada de 'pobre' e por isso, não acreditaria na minha resposta? Digam lá. quantas de vocês tem empregadas: faxineiras, cozinheiras, babás, etc... E se tem, quanto elas cobram?
E como responder ao comentário? “Não deve ser fácil ser pobre na Holanda”. E não, a vida realmente não é fácil, já que vivemos brincando de super-heróis, mas se a diferença entre pobre e rico é ter empregadas domésticas, então os países Europeus nunca foram 1o mundo.
Sinceramente, eu juro que tentei responder o e-mail, mas acabei desistindo. Porém, como há outras pessoas na net fazendo essas mesmas perguntas (e eu já recebi várias delas anteriormente), quem aí se habilita em responder?
Desde já, obrigada!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Calendário
Conversa telefônica com Mami Belga...
...
Ela: Parabéns pelo dia de hoje...
Eu: dia de hoje? E que dia é hoje...
Ela em silêncio..
Eu: Ah! Hoje é dia 30, é?!
Ela: ... Eu não acredito que você se esqueceu do teu aniversário de casamento...
Eu: Ah, mãe, eu nem tinha me tocado que hoje era dia 30! haha!
Nisso, marido chega perto e por cima do telefone, eu falo: Amore, te lembras que hoje nós fazemos 6 anos de casado?
Ele: Ah é, né?!
Eu pra Mami: haha, marido também se esqueceu!...
Mami: Tsja!...
Pois é, nós trocamos o nosso beijo de felicitações e achamos graça. De vez pendurarmos um calendário no banheiro (costume Holandês) com as datas importantes e aniversários, a gente precisa da minha mãe pra lembrar!
Mãe é bom pra isso! [Entre outras coisas mais...]
...
Ela: Parabéns pelo dia de hoje...
Eu: dia de hoje? E que dia é hoje...
Ela em silêncio..
Eu: Ah! Hoje é dia 30, é?!
Ela: ... Eu não acredito que você se esqueceu do teu aniversário de casamento...
Eu: Ah, mãe, eu nem tinha me tocado que hoje era dia 30! haha!
Nisso, marido chega perto e por cima do telefone, eu falo: Amore, te lembras que hoje nós fazemos 6 anos de casado?
Ele: Ah é, né?!
Eu pra Mami: haha, marido também se esqueceu!...
Mami: Tsja!...
Pois é, nós trocamos o nosso beijo de felicitações e achamos graça. De vez pendurarmos um calendário no banheiro (costume Holandês) com as datas importantes e aniversários, a gente precisa da minha mãe pra lembrar!
Mãe é bom pra isso! [Entre outras coisas mais...]
terça-feira, 5 de abril de 2011
Por que o vendedor de carros me tira do sério...
Conversando com as amigas na sexta sobre 'ziquiziras' (palavra desconhecida no norte do Brasil), eu disse que geralmente não tenho 'ataques' contra pessoas wm geral. É difícil eu ter logo uma opinião formada da(s) pessoa(s) e que muitas pessoas pra mim não fedem, nem cheiram.
Só que, porém, sempre entretanto, eu posso afirmar que quando o meu espírito não vai com uma pessoa ou que esta entra pra minha lista negra, podem ter certeza que ela de lá nunca mais sai!
Eis aí um exemplo destes casos: O Vendedor de Carros.
Só pra dar uma idéia, sente o drama da última semana...
Ele promete coisas que são incabiveis em prazos ridículos como por exemplo, fazer desenho de arquitetura 400 sistemas em uma semana. Da situação atual e situação futura até 2015. Mesmo ninguém entendendo nada de sistemas ou arquitetura de TI, quanto tutano um ser-humano precisa pra ter uma certa noção que esse pedido é irrealizável?
Depois ele marca um reunião de 1 hora e meia pra discutir a primeira versão dos planos junto com o meu chefe e substituto na quinta. Desmarca na última hora e repassa para sexta no final da tarde (e o meu chefe não podia). Mas, o que me colocou à beira de um ataque de ódio foi ele se atrazar 1 hora e depois fazer cara de 'não estou entendendo - o substituto não mandou uma mensagem que estaria meia hora atrazado'? Enquanto ele mesmo marcou a reunião comigo e não manda nem uma mensagem pra avisar que vai chegar atrazado.
E como isso tudo por si só não é o suficiente. Depois de chegar 1 hora atrazado ele ainda sai da reunião pra falar no tel por 15 minutos, voltar e fica mandando mensagens e e-mails. Obviamente que a reunião passou da hora, mesmo que a culpa seja toda e inteiramente dele, ele ainda espera que você continue e não fale nada.
Do pouco que ele viu, ele fez um show e disse que estava fantástico e deu uma série de parabéns para o meu subsituto (que estava no tel e também já estava p. da vida) e este disse que eu fiz quase todo o trabalho sozinha.
De quebra, não conseguimos terminar a reunião, por que ele me mandou parar e ir pra uma reunião de emergência. Uma bomba de última hora e que levaria 1 hora e meia de discussões sem pé & cabeça até tarde, enquanto eu já tinha um encontro marcado pra jantar fora.
Quando eu finalmente me livro disso tudo e estou à caminho do meu encontro, o fdp ainda me liga (às 19:15hrs de uma sexta-feira), pergunta umas coisas da reunião bomba e depois fica enchendo a sacola sobre a 'carreira' dele. Mesmo eu dizendo 2 vezes que tinha que desligar, o mala-sem-alça continua!
Eu segurei a minha língua, segurei os meus pensamentos psicopáticos e malignos, por que se eu abrisse a minha boca naquela hora, naquele dia, eu provavelmente estarei ao pé de pedir demissão ou ser internada...
Mas, sinceramente, esse cara não vale um ponto de bonus de supermercado...
Um senhor bombom-de-alho!
Será que preguei chiclete na cruz? Só pode!...
Só que, porém, sempre entretanto, eu posso afirmar que quando o meu espírito não vai com uma pessoa ou que esta entra pra minha lista negra, podem ter certeza que ela de lá nunca mais sai!
Eis aí um exemplo destes casos: O Vendedor de Carros.
Só pra dar uma idéia, sente o drama da última semana...
Ele promete coisas que são incabiveis em prazos ridículos como por exemplo, fazer desenho de arquitetura 400 sistemas em uma semana. Da situação atual e situação futura até 2015. Mesmo ninguém entendendo nada de sistemas ou arquitetura de TI, quanto tutano um ser-humano precisa pra ter uma certa noção que esse pedido é irrealizável?
Depois ele marca um reunião de 1 hora e meia pra discutir a primeira versão dos planos junto com o meu chefe e substituto na quinta. Desmarca na última hora e repassa para sexta no final da tarde (e o meu chefe não podia). Mas, o que me colocou à beira de um ataque de ódio foi ele se atrazar 1 hora e depois fazer cara de 'não estou entendendo - o substituto não mandou uma mensagem que estaria meia hora atrazado'? Enquanto ele mesmo marcou a reunião comigo e não manda nem uma mensagem pra avisar que vai chegar atrazado.
E como isso tudo por si só não é o suficiente. Depois de chegar 1 hora atrazado ele ainda sai da reunião pra falar no tel por 15 minutos, voltar e fica mandando mensagens e e-mails. Obviamente que a reunião passou da hora, mesmo que a culpa seja toda e inteiramente dele, ele ainda espera que você continue e não fale nada.
Do pouco que ele viu, ele fez um show e disse que estava fantástico e deu uma série de parabéns para o meu subsituto (que estava no tel e também já estava p. da vida) e este disse que eu fiz quase todo o trabalho sozinha.
De quebra, não conseguimos terminar a reunião, por que ele me mandou parar e ir pra uma reunião de emergência. Uma bomba de última hora e que levaria 1 hora e meia de discussões sem pé & cabeça até tarde, enquanto eu já tinha um encontro marcado pra jantar fora.
Quando eu finalmente me livro disso tudo e estou à caminho do meu encontro, o fdp ainda me liga (às 19:15hrs de uma sexta-feira), pergunta umas coisas da reunião bomba e depois fica enchendo a sacola sobre a 'carreira' dele. Mesmo eu dizendo 2 vezes que tinha que desligar, o mala-sem-alça continua!
Eu segurei a minha língua, segurei os meus pensamentos psicopáticos e malignos, por que se eu abrisse a minha boca naquela hora, naquele dia, eu provavelmente estarei ao pé de pedir demissão ou ser internada...
Mas, sinceramente, esse cara não vale um ponto de bonus de supermercado...
Um senhor bombom-de-alho!
Será que preguei chiclete na cruz? Só pode!...
terça-feira, 8 de março de 2011
À la diarinho...
- Alguém me viu por aí? ... Pois é, nem eu! Esse post vai ser bem diarinho mesmo. Se não é pra vocês, é pra mim!
*
*
*
- Esse negócio de gravidez, filhote (e marido), reforma da casa, trabalho à mil, agenda cheia e compromissos sociais, não está deixando sobrar tempo pra nada!
*
*
*
Fim de semana fomos ao niver do cunhado (irmão de marido) e como diz meu amigo Mico: Quem já foi a um aniversário Holandês, já foi a todos (e não deveria ser obrigado a ir a mais nenhum!)...
Sinceramente, enquanto Brasileiro se dá o maior trabalho de ter verdadeiras guloseímas, eu ainda acho estranho servir pepino e cenoura como petisco em festa! Não que eu não goste. Além de que, pra quem tá de dieta, é uma maneira de aguentar a tentação, mas fala sério: cenoura e pepino? Petisco de festa?... Memo com 18 anos 'de casa', eu ainda acho estranho...
*
*
*
A reforma da casa está de ''férias' essa semana. Eu moro numa região onde o carnaval é festa e feriado na Holanda (no norte da Holanda não é assim), então o chão da sala, que é a última parte da reforma, só irá ser feito semana que vem. Daí será puramente uma questão de esperar pelos móveis.
Já o quarto do bebê, o marido já está com bom progresso. Marido tem ter que terminar até o fim do mês, por que o carpinteiro estará entregando e montando os armários na última semana de março.
Faltará eu correr ainda atrás de cortinas (pra casa toda), mas deixa primeiro essa mega-sujeira e bagunça passar pra ver como tudo vai ficar e só então encomendá-las.
*
*
*
Do trabalho. Olha, não dá nem vontade de falar! Tantos 'causos' acontecendo, tanta loucura, tá pior que novela mexicana.
Esta semana eu estou dando introdução para um dos meus substitutos que veio de Atlanta pra isso. Ele esteve numa das reuniões e um demo de um vendedor, a discussão foi tão cabrera que ele já está me perguntando quando eu volto. E o outro candidato que foi oferecido a mesma função que eu, por que é muito trabalho pra um arquiteto só, não aceitou o emprego (era aquele que os gerentes queriam 'amarrar'). Moral da história, voltamos a estaca zero!...
Vendedor de carros também continua vendendo carros. Fez promessa de entregar algo em 3 semanas. Já estamos em 5 semanas, um demo foi entregue em 4 semanas e muita discussão por causa de contrato. Todo mundo sabia que isso ía acontecer, mas parece que 'ser realista (e sincero?)' não passa na mente de um 'vendedor', não é mesmo?
Preciso dizer que isto está causando muitos conflitos com o cliente, preciso?...
*
*
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- Esse negócio de gravidez, filhote (e marido), reforma da casa, trabalho à mil, agenda cheia e compromissos sociais, não está deixando sobrar tempo pra nada!
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Fim de semana fomos ao niver do cunhado (irmão de marido) e como diz meu amigo Mico: Quem já foi a um aniversário Holandês, já foi a todos (e não deveria ser obrigado a ir a mais nenhum!)...
Sinceramente, enquanto Brasileiro se dá o maior trabalho de ter verdadeiras guloseímas, eu ainda acho estranho servir pepino e cenoura como petisco em festa! Não que eu não goste. Além de que, pra quem tá de dieta, é uma maneira de aguentar a tentação, mas fala sério: cenoura e pepino? Petisco de festa?... Memo com 18 anos 'de casa', eu ainda acho estranho...
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A reforma da casa está de ''férias' essa semana. Eu moro numa região onde o carnaval é festa e feriado na Holanda (no norte da Holanda não é assim), então o chão da sala, que é a última parte da reforma, só irá ser feito semana que vem. Daí será puramente uma questão de esperar pelos móveis.
Já o quarto do bebê, o marido já está com bom progresso. Marido tem ter que terminar até o fim do mês, por que o carpinteiro estará entregando e montando os armários na última semana de março.
Faltará eu correr ainda atrás de cortinas (pra casa toda), mas deixa primeiro essa mega-sujeira e bagunça passar pra ver como tudo vai ficar e só então encomendá-las.
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Do trabalho. Olha, não dá nem vontade de falar! Tantos 'causos' acontecendo, tanta loucura, tá pior que novela mexicana.
Esta semana eu estou dando introdução para um dos meus substitutos que veio de Atlanta pra isso. Ele esteve numa das reuniões e um demo de um vendedor, a discussão foi tão cabrera que ele já está me perguntando quando eu volto. E o outro candidato que foi oferecido a mesma função que eu, por que é muito trabalho pra um arquiteto só, não aceitou o emprego (era aquele que os gerentes queriam 'amarrar'). Moral da história, voltamos a estaca zero!...
Vendedor de carros também continua vendendo carros. Fez promessa de entregar algo em 3 semanas. Já estamos em 5 semanas, um demo foi entregue em 4 semanas e muita discussão por causa de contrato. Todo mundo sabia que isso ía acontecer, mas parece que 'ser realista (e sincero?)' não passa na mente de um 'vendedor', não é mesmo?
Preciso dizer que isto está causando muitos conflitos com o cliente, preciso?...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Em modus 'Off''
'Vendedor de carro' não perde a oportunidade de dizer que: colocar uma vida nova no mundo é a coisa mais importante para qualquer pessoa, mas que a minha gravidez é funesta em termos de 'timing' e carreira.
Okei, uma coisa eu aprendí. Levei tempo, mas aprendí.
Eu amo o meu trabalho, AMO. Trabalho já foi o meu 'oxigênio'. Mas, não é mais desde que eu escolhí formar uma família.
Além disso, eu sempre me preocupei com a qualidade do meu trabalho. Se eu não der conta mais do meu serviço, eu tiro o meu time de campo e dou a chance para outra pessoa.
Também aprendí que pra quem é esforçada e responsável sempre haverá trabalho, mesmo que seja outro.
E quer saber o que é mais interessante?
Sabe quantos colegas eles estão olhando para me substituir durante o período da minha licença?
3 à 4 pessoas!
É mole ou quer mais?
E vocês acham que quando eu voltar, eu não vou ter trabalho?
Fala sério! Rá!
Okei, uma coisa eu aprendí. Levei tempo, mas aprendí.
Eu amo o meu trabalho, AMO. Trabalho já foi o meu 'oxigênio'. Mas, não é mais desde que eu escolhí formar uma família.
Além disso, eu sempre me preocupei com a qualidade do meu trabalho. Se eu não der conta mais do meu serviço, eu tiro o meu time de campo e dou a chance para outra pessoa.
Também aprendí que pra quem é esforçada e responsável sempre haverá trabalho, mesmo que seja outro.
E quer saber o que é mais interessante?
Sabe quantos colegas eles estão olhando para me substituir durante o período da minha licença?
3 à 4 pessoas!
É mole ou quer mais?
E vocês acham que quando eu voltar, eu não vou ter trabalho?
Fala sério! Rá!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Mais um candidato pra mina...
Semana passada eu mandei um relatório para o meu chefe de um dos estudos que eu estou fazendo sobre arquitetura. Isso faz parte das minhas obrigações.
Tirando o jogo político que já é de costume, eu falei que os dois especialistas na área (já com idade avançada) estão com medo de mudanças radicais (aprender um novo sistema depois de uma certa idade é um desafio). Mas, uma preocupação maior é que um desses dois especialistas está com sérios problemas de saúde.
Tenho medo que com mudanças radicais esse senhor tenha um piripaque e caia duro. Assim, do meu lado e por causa de decisões minhas. Claro que não botei assim no e-mail, mas expliquei a situação pessoal do colega. Sem saber como lidar com a situação, eu pedí ajuda e conselho ao meu chefe. (O que me parece lógico!)
O meu chefe, obviamente, gente-fina que é, se assustou e mandou pro chefão responsável pelo grupo, passando por cima do líder de time desses dois especialistas. Esse último se sentiu ameaçado ou criticado por mim como se ele não tivesse fazendo um bom trabalho (sem eu nunca ter indicado diretamente ou indiretamente que ele tivesse culpa de algo. Afinal de contas, ninguém tem culpa pelos problemas de saúde dos outros, não é mesmo?) e respondeu o meu e-mail dizendo que discorda da minha opinião citando partes do meu e-mail e colocando na lista do cc do e-mail os nome de todos os colegas envolvidos. Além disso, abaixo do e-mail dele, está o meu e-mail original com todos os detalhes confidenciais em público.
Eu posso até entender que o cara tivesse ficado chateado que eu tivesse falando de algo do time dele e que ele viesse tomar satisfação comigo da onde eu tirei as minhas conclusões. Mas, assim, dando a arma na mão do cara pra cometer suicídio só pra querer me prejudicar na frente do time é ... indiscritivelmente um erro imperdoável de um gerente de time!
Sinceramente, ainda não sei como reagir a esse indíviduo!
Que *()@&#*(^&#@(*!!!!
Tirando o jogo político que já é de costume, eu falei que os dois especialistas na área (já com idade avançada) estão com medo de mudanças radicais (aprender um novo sistema depois de uma certa idade é um desafio). Mas, uma preocupação maior é que um desses dois especialistas está com sérios problemas de saúde.
Tenho medo que com mudanças radicais esse senhor tenha um piripaque e caia duro. Assim, do meu lado e por causa de decisões minhas. Claro que não botei assim no e-mail, mas expliquei a situação pessoal do colega. Sem saber como lidar com a situação, eu pedí ajuda e conselho ao meu chefe. (O que me parece lógico!)
O meu chefe, obviamente, gente-fina que é, se assustou e mandou pro chefão responsável pelo grupo, passando por cima do líder de time desses dois especialistas. Esse último se sentiu ameaçado ou criticado por mim como se ele não tivesse fazendo um bom trabalho (sem eu nunca ter indicado diretamente ou indiretamente que ele tivesse culpa de algo. Afinal de contas, ninguém tem culpa pelos problemas de saúde dos outros, não é mesmo?) e respondeu o meu e-mail dizendo que discorda da minha opinião citando partes do meu e-mail e colocando na lista do cc do e-mail os nome de todos os colegas envolvidos. Além disso, abaixo do e-mail dele, está o meu e-mail original com todos os detalhes confidenciais em público.
Eu posso até entender que o cara tivesse ficado chateado que eu tivesse falando de algo do time dele e que ele viesse tomar satisfação comigo da onde eu tirei as minhas conclusões. Mas, assim, dando a arma na mão do cara pra cometer suicídio só pra querer me prejudicar na frente do time é ... indiscritivelmente um erro imperdoável de um gerente de time!
Sinceramente, ainda não sei como reagir a esse indíviduo!
Que *()@&#*(^&#@(*!!!!
domingo, 31 de outubro de 2010
Existe algum remédio?
Contra urucubaca e olho gordo?...
Minha vontade é de mandar um grupo de gentinha fazer uma expedição numa mina que está vazia lá no Chile e mandar lacrar...
Pode ser ou tá difícil!?
Minha vontade é de mandar um grupo de gentinha fazer uma expedição numa mina que está vazia lá no Chile e mandar lacrar...
Pode ser ou tá difícil!?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Do trabalho...
- Domingo, a nova segunda...
Domingo à noite eu verifico o meu e-mail de trabalho para saber aonde eu tenho que estar na segunda de manhã e como está a agenda do dia. Para a minha surpresa, sempre tem um bando de gente me mandando um bando de trabalho no domingo à noite ou planejando reunião para amanhã seguinte antes do sol nascer. Como se fosse a coisa mais normal do mundo.
No último domingo, um gerente me mandou um documento para ler e dar a resposta na manhã seguinte antes das 9hrs. Rá!
Minha vontade era perguntar se o cara batia bem da cabeça, mas deixa pra lá...
- Reunião é hora do almoço...
No trabalho, ninguém tem dúvida nenhuma de quanto eu tenho pra fazer e de como eu, milagrosamente, consigo alcançar todos os meus prazos. Não recebo agradecimentos na regra geral. [Também não preciso ficar recebendo todas as vezes, mas as vezes, até que caíria bem].
Mas o mais interessante é que, mesmo vendo a minha agenda LOTADA, tem branquinho que vai e planeja uma reunião de recorrência para a semana (ou semanas) inteira para a hora do almoço.
Dizem que esse é o único horário disponível com mais frequência na minha agenda...
Sério, eu não tenho mais nem direito à almoço. O próximo passo é ter telefonemas no banheiro. É isso!...
Domingo à noite eu verifico o meu e-mail de trabalho para saber aonde eu tenho que estar na segunda de manhã e como está a agenda do dia. Para a minha surpresa, sempre tem um bando de gente me mandando um bando de trabalho no domingo à noite ou planejando reunião para amanhã seguinte antes do sol nascer. Como se fosse a coisa mais normal do mundo.
No último domingo, um gerente me mandou um documento para ler e dar a resposta na manhã seguinte antes das 9hrs. Rá!
Minha vontade era perguntar se o cara batia bem da cabeça, mas deixa pra lá...
- Reunião é hora do almoço...
No trabalho, ninguém tem dúvida nenhuma de quanto eu tenho pra fazer e de como eu, milagrosamente, consigo alcançar todos os meus prazos. Não recebo agradecimentos na regra geral. [Também não preciso ficar recebendo todas as vezes, mas as vezes, até que caíria bem].
Mas o mais interessante é que, mesmo vendo a minha agenda LOTADA, tem branquinho que vai e planeja uma reunião de recorrência para a semana (ou semanas) inteira para a hora do almoço.
Dizem que esse é o único horário disponível com mais frequência na minha agenda...
Sério, eu não tenho mais nem direito à almoço. O próximo passo é ter telefonemas no banheiro. É isso!...
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