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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Você está seguro?...

Ressaltando o comentário e alerta da Nina sobre a notícia da morte do menino Brasileiro de 7 anos numa piscina pública aqui na Holanda, eu vou aproveitar e passar umas informações gerais sobre o assunto.

O que a Nina disse está correto. Mesmo você estando legal na Holanda e uma fatalidade dessa ocorrer, ninguém e nenhum seguro vai pagar para você fazer o traslado do corpo para Brasil se isso for a sua vontade.

Para isso é preciso fechar um seguro tipo 'uitvaartverzekering' (seguro de enterro). Dependendo da quantia total que você gostaria de assegurar, além de desejos como 'traslado para o Brasil', um seguro desses custas por volta de 10€ por 3 meses, ou seja, uns 40€ anualmente. Em contrapartida, só para dar uma idéia, um enterro em 2008 na Holanda custou em média €7.500. Já um traslado do corpo para o Brasil custa por volta dos 7.000€.

A não ser que você tenha essa quantia num banco, um seguro desses não é um mal negócio para que os seus familiares não fiquem na penúria, ou então, aconteça como o caso da mãe do menino que ficou precisando de doações de caridade para levar o seu filho 'para casa'.

Lá em casa todo mundo tem um seguro desses, até meu filho está incluído (se Deus quiser ele vai viver muitos anos, mas certeza ninguém tem!).

Sei que isso é um assunto mórbido e muitas pessoas quando imigram para algum lugar mal pensam num seguro de saúde, quem diria num assunto desses, mas nada custa criar uma certa consciência sobre o assunto.

Vale à pena também ressaltar que o seguro de enterro não é obrigatório na Holanda, mas o seguro de saúde - básico é obrigatório por lei para todos os habitantes da Holanda. Já o seguro de saúde complementar (adicional ao básico) é opcional, mas eu aconselharia todo mundo a fechar este seguro também, por que ele cobre outros remédios e tratamentos que o seguro básico não cobre. No caso de futuras mães, ele cobre a 'escolha de ter um parto no hospital'. O seguro de saúde básico só cobre parto no hospital por indicação médica ou complicações durante o parto realizado em casa!

Fora isso, dois outros seguros obrigatórios na Holanda são: se você tem um carro, você é obrigado fechar o seguro 'wettelijke aansprakelijkheidsverzekering (WA-verzekering)' no caso de acidentes e o se você compra uma casa, você também é obrigado ter um 'opstalverzekering' ou 'woonhuisverzekering' para casos como incêndio, roubos, tempestades, etc...

Sinceramente, eu não sei se existe todos (e tantos) esses seguros no Brasil, mas uma coisa eu digo, Holandês morre velho aqui por causa dos seguros.

E você? Está seguro?...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pára tudo!...

Quer dizer que Roxettes voltarão a se apresentar e estarão no Nights of the Proms em Rotterdam em novembro?!
Putz, bem que queria ir vê-los ao vivo, mas não pra 2 ou 3 músicas. E sim, um concerto inteiro... Humf!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

De tudo um pouco...

Sobre vacinação
Hoje é dia de vacinação do S. Será a segunda vez. Tirando as vacinações comuns que todos os bebês recebem, o S. receberá também uma a mais, a contra Hepatite B de graça. Isso por que, eu, a mãe dele nasceu no “buitenland”, no exterior, no Brasil, na “selva amazônica” no meio dos macacos, anacondas e jacarés! Holandês que vive indo para resort na Turquía com os filhotes tem que pedir e pagar pela mesma vacina no GGD, parece que custa uns 60€. Eu, de fato, acho ótimo o meu filho já ser vacinado contra hepatite B, mas sinceramente, isso não seria um caso de discriminação positiva?...

Sobre documentos
Em breve vamos para a Bélgica, onde será realizado o batizado da minha sobrinha Fê e em setembro nós vamos de férias para a França.
Nós teremos que adicionar o S. nos nossos passaportes ou tirar a carteira de identidade ou passaporte para ele válido por 5 anos.
Acho estranho tirar passaporte para um bebê que a cada mês que passa muda tanto de fisionomia, mas de acordo com a prefeitura, os traços principais não mudam, por isso não haveria problemas. Será mesmo?!

E de resto...
Só posso dizer que o meu filhote está crescendo rápido. Ele, com 3 meses, já não quer mais saber de ficar deitado. Só quer ficar em pé ou sentado olhando para tudo e para todos. Curioso que só ele! Ele também é muito risonho e fica batento os pés. Volta e meia chamo ele de “Happy Feet”, por que ele é muito engraçado quando faz isso. Se pudesse, eu acho que ele já sairia por aí gatinhando ou andando como um ratinho para todos os lados.
E ele descobriu as mãos. Não sabe qual delas ele coloca primeiro na boca ou já tenta segurar a mamadeira. O menino é sapeca! Acho que quando ele ficar maior eu vou pagar todos os meus pecados de outrora...!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A realidade de cada um...

Estava lendo o blog da Drica (http://nesce.blogspot.com/) sobre as reações de Brasileiros que pedem conselhos para blogueiros e orkuteiros de como ir para tal país.

Quando um blogueiro (eu já fiz isso várias vezes) diz que é barra, parece que ninguém acredita, por que vivem lendo na maioria dos blogs sobre a vida glamourosa que levamos: as viagens, compra de casa, ida a mega-concertos, salário em euros, bens como carro, bicicleta, gato, cachorro, papagaio multi-linguístico com pedigree e assim vai...
Parece que eles pensam que nós não temos problemas, que somos ímunes a isso. Muitos pensam assim por que não falamos dos nossos problemas ou coisas ruíns que passamos no blog. Eu confesso e reconheço, que sou uma dessas pessoas que, por não falar dos meus problemas, acabo pintando um mundo maravilhoso e positivo no meu blog.

Outro dia, numa troca de idéias, outra blogueira falou que alguns blogueiros esbajam algo no blog que não é a realidade para a grande maioria das pessoas. No caso em particular, ela se referia a uma pessoa rica enquanto a maioria dos leitores são classe média ou pobre, mas a verdade é que, todos os blogueiros que eu conheço (e não conheço), ricos ou pobres, não colocam tudo no blog (e nem aconselharia a fazer isso). Uns querem mesmo passar uma imagem ilusiva de uma vida de sonhos, outros não falam por questões privadas. Mas a verdade é que, independente de quanto alguém tem na conta bancária, problemas todo mundo tem.

Quem não conhece um caso de alcólatra na família? Um drogado, um parente que passou o calote nós próprios pais, briga por herança, o outro que traiu a mulher (ou o marido), ou aquele que está sempre com dívidas e vive pedindo dinheiro emprestado, problemas no emprego, sem falar naqueles que tem problemas de saúde?
Sério, alguém aqui conhece alguém ou alguma família que não tenha nenhum desses problemas independente do país que você mora e da conta bancária?

Pois então, nada é realmente tudo aquilo que você lê ou vê. Assim como a Drica falou, eu também já (ou)ví xingamentos de que eu sou metida, exibida e sei-lá-mais-o-quê na minha cara ou pelas minhas costas por causa dos meus conselhos ou algo que eu disse no blog. Mas vejam lá, eu falo sim das minhas conquistas, coisas que me fazem felizes sejam essas as coisas mais simples e pequenas do dia-à-dia (uma letra de música que me emocionou) como dos sonhos alcançados que pareciam impossíveis (viagem para Nova Zelândia, Polinésia e Nova Iorque), mas quem me acompanha há bastante tempo, já leu alguns dos meus posts falando sobre os trabalhos que eu já fiz (babá & cozinheira, limpeza de escritório, de hospital, de hotel, fui camareira, trabalhei na horta limpando vagem e fui garçonete), que cheguei a ter 4 empregos ao mesmo tempo e trabalhava 7 dias por semana, já pegava no batente às 5hrs da manhã, e ainda estudava no colégio Holandês para tirar os mesmos diplomas que eu já tinha no Brasil, mas que tinha sido rebaixados, que me esforcei ao máximo para aprender bem o Holandês e paguei os meus estudos, livros, carteira de motorista, bens materiais (tv, cd-player, cama, etc..), conta de telefone e ainda ajudava financeiramente a minha mãe em casa e não tinha dívidas, que durante os primeiros 11 anos aqui, foram pouquíssimas às vezes que eu saí de férias por que não sobrava grana. Tirei todos os diplomas necessários, trabalhei à finco em todos os meus empregos (mesmo que aloprando), montei meu currículo e economizei sempre que pude. Todas as minhas conquistas foram pagas do meu bolso e do meu próprio esforço, ninguém me deu de graça. Até mesmo as reformas em casa foram feitas com economias minhas e do meu marido, mas temos sim a dívida da hipoteca que continuaremos pagando por quase 30 anos...
Agora, falem sério, ficar contando a minha história todas às vezes que eu faço algo legal também enjôa! Fica parecendo que eu tenho que ficar me justificando pelas minhas conquistas como se eu tivesse alguma culpa no cartório ou tivesse que ter vergonha de algo que fiz, sendo que eu não roubei e não matei ninguém.

E ficar falando dos meus problemas particulares e me queixando também não é o meu estilo. Primeiro por que sempre envolve outras pessoas e por respeito, eu não vou ficar falando do problemas deles aqui. Segundo por que eu acho que não tenho o direito e tenho vergonha de reclamar. Primeiro por que eu tenho quase toda a minha família aqui ao meu lado, coisa que 99% dos Brasileiros que vêm pra cá não têm e segundo, por uma questão de educação: A minha vó sobreviveu 2 guerras mundiais, onde ela perdeu a irmã na primeira guerra e na segunda ela passou sozinha cuidando de 2 crianças enquanto o marido tinha sido capturado pelos Alemães e ela não sabia se estava vivo ou morto. Superou um aborto, uma imigração para o Brasil, a fome, morreu de cancêr de pâncreas que é super-doloroso e nunca reclamou de nenhuma dor física ou psicológica, como é que EU vou ter coragem de reclamar algo da minha vida??? Simplesmente, não dá!

Então, refletindo sobre o que a colega blogueira falou, certos blogs não demonstram a realidade que é para a maioria das pessoas, mesmo eu não sendo rica, eu acho que ela tem razão e o conteúdo do meu blog não serve como fonte de informação para quem quer vir para cá.

Enfim, se você quer conselhos e informação de como vir para a Holanda, em vez de pedir para blogueiros ou orkuteiros, visite o site do consulado ou peça maiores informações lá, já que eles estão lá pra isso. E boa sorte!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quase lá!...?

Os móveis do quarto do bebê e o Bugaboo (o super-carrinho) chegaram. Amém!
Amore passou 2 dias para montar tudo, mas falta ainda alguns arremates como os puxadores da gaveta (Amore precisa comprar outros parafusos para isso), mas já dá pra ver que vai ficar lindodivinoemaravilhoso! As cores ficaram ótimas, bem tranquilas e com os detalhes de verde-lima, vai ficar bem "fris" (refrescante?). Conseguimos também colocar os móveis exatamente como eu tinha imaginado e não ficou "apertado" como Amore tinha pensado que ficaria!
Agora é deixar tudo ventilar bastante para eliminar os cheiros fortes e começar a colocar as roupas e as coisas nos lugares.

Enquanto isso, a malinha (mochilão!) do bebê para levar ao hospital está pronta. A minha já está metade encaminhada, mas hoje eu devo terminar. Falta ainda levantar a cama... É, para quem nunca teve filho na Holanda, não deve entender o que eu quero dizer com "levantar" a cama, mas aqui existem regras e diretrizes que vc deve seguir com relação ao quarto tanto do bebê (temperatura, o estilo de cama, arrumação da cama, a posição da cama no quarto, etc...) como para o seu quarto para quando a "kraamverzorgster" (enfermeira, assistente) vier. A cama que a mãe terá o parto ou dormirá após o parto deve estar na altura mínima de 65cm acima do chão (aconselhado é por volta dos 70 cms). Isso tudo para não acabar com as costas da enfermeira, mas também para a própria mãe que nas últimas semanas e após o parto não deve ficar "forçando" a bacia ou a região pélvica. A instituição que oferece os serviços de "Kraamzorg", alugam os "Klossen" - suporte para levantar a cama.


Um "Klos" (suporte para a cama)

Eu escolhí por colocar um colchão "velho" em cima do meu atual (que não é tão velho assim, mas é bem mais barato que o meu bonzão) para alcançar a altura. Tem gente que coloca engradados de cerveja como suporte e também fica direitinho na altura... Enfim, o "negócio" é levantar a cama e seguir as regras da instituição para não ter problemas.

Por fim, eu também estou deixando o "pacote do seguro"* para 'durante o parto e após-parto' no quarto para qualquer emergência e todos os nrs de telefone necessários foram devidamente programados num celular a parte. E o maxi-cosi, a cadeirinha para o carro, também já está pronta, só falta ajeitá-la no carro...

É..., em termos de preparativos para a hora H, o que eles aconselham estar tudo pronto na 37a semana da gestação, eu já conseguí deixar tudo pronto ou bem encaminhado! Agora se me perguntarem se eu já estou preparada psicologicamente para a "boa hora" ou se já estou ansiosa para ter o meu filho nos meus braços, eu digo honestamente que acho que não estou...! :p
Acho que isso ainda vai levar mais algumas semanas, ou... anos! :o)


PS: *O pacote do seguro é geralmente gratuíto e enviado para a sua casa no 7o mês de gravidez. Ele contem tudo o que você precisa para um parto em casa e para os cuidados após-parto da mãe e do bebê como por exemplo, algodão, um lençol de plástico com absorvente para proteger o colchão, alcóol, artigos para ferimentos (curativo do cordão umbilical), etc...)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Com Licença...

Já está chegando ao fim a minha 2a semana de licença. Faltam 3 para a data prevista do bebê nascer, ou se atrasar, mais 5...
Eu já sabia que as minhas 2 primeiras semanas eu já tinha (e tenho!) bastante coisa pra fazer e vou fazendo devagar alternando sempre com umas horas de descanso seja isso dormir por 1hr e meia, ler um livro ou assistir o show da Oprah de tarde.
Enquanto semana passada eu estava diariamente preparando as coisas para o chá-de-bebê, essa semana é a vez dos armários novos e do quarto do bebê.

Segunda veio o homem-faz-tudo montar o armário da bijkeuken (dispensa) e o nosso armário de roupas no quarto. O da dispensa está pronto e o do quarto, faltam ainda colocarem as portas por que deu atraso no fornecedor. Mesmo assim, eu já consigo aos poucos ir ajeitando as coisas nos seus devidos lugares.
E hoje, de acordo com os planos, a loja vem entregar o quarto do bebê. Amanhã Amore vai tirar um dia de folga para montar e se tudo der certo, no fim de semana eu já vou poder começar arrumar tudo no seu devido lugar. Ainda faltam o lustre e os quadrinhos que eu encomendei (levam no mínimo 2 semanas para entregar!!! Até isso demora aqui na Holanda!) para terminar o quarto do bebê, mas enfim, o mais importante vai estar pronto...

No meio disso tudo, eu tenho que lavar todas as roupas do bebê, passar, ir na parteira semanalmente para o controle (Amore também não perde um controle) e hoje ainda tem a entrevista com o "kraamzorg"*.

No final das contas, até agora eu não tive tempo para ficar "enjoada" da licença, o que para mim já é um certo milagre, já que eu nunca aguentei ficar 2 semanas "quietas" dentro de casa... Eu acredito que a partir da semana que vem, com as coisas (mais ou menos) nos lugares, que eu possa fazer outras coisas relaxantes como ir ao cinema ou fazer meia hora de caminhada diariamente... Veremos!

PS: Kraamzorg é algo que, eu acredito, só exista na Holanda. É um serviço pago pelo seguro de uma assistente especializada que se prontifica dos cuidados da mãe e do bebê após o parto. Na regra geral, em partos normais, a assistente está disponível 6 horas por dia nos 8 primeiro dias. Ela monitora a saúde da mãe (temperatura, recuperação após o parto, cuida do bebê enquanto a mãe tem sua hora de descanso, etc...), cuida das visitas (oferecendo bebida e o famoso "biscuit met muisjes"), ajuda nas tarefas de casa como 'lavar roupa, trocar a roupa de cama, etc...' e também, muito importante, ajuda a cuidar e monitorar a saúde do bebê (temperatura, peso, alimentação,...), mas também como dar banho, trocar de fraldas, consolar, etc.... No final das contas, eu acho esse serviço ótimo, por que ajuda a mãe, o bebê e o pai (também) a terem um "bom início" juntos. E assim, eu espero! :)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dica: geboorteplan

É normal, principalmente, na primeira gravidez você ter mil perguntas e dúvidas. Ainda mais quando você está vivendo num país que não é o seu, quando você não domina nem o idioma e não conhece/entende a cultura do país. E mesmo já morando aqui há quase 2 décadas, quando o assunto é de grande importância como gravidez e saúde, eu sou da opinião que uma boa “comunicação” é essencial.

Não precisam me conhecer muito (ou até mesmo pessoalmente) para saber que sou uma pessoa que planeja (muito) as minhas escolhas. Gosto e me sinto segura se consigo organizar as minhas idéias com relação a um assunto ou situação de forma estruturada. Sei, acima de tudo, que mesmo com todos os detalhes em mente (ou num papel), sempre acontece algo fora do seu controle ou imprevisível, mas isso não me abala na regra geral, por que o que vale para mim é diminuir os riscos de algo não sair como eu quiz por falta de preparo meu.

Então, o post de hoje vai ser mais uma dica minha. Algo que eu pus em prática (e me ajudou a ficar mais tranquila) e que várias outras mulheres Holandesas também já fizeram, estão fazendo e irão fazer durante a gravidez e que, com certeza, seria muito prático para qualquer estrangeira aqui fazer para facilitar a comunicação entre a grávida e os médicos/obstetras Holandeses.
A dica é: “geboorteplan”, que traduzindo ao pé da letra significa “plano de nascimento”, mas que seria mais correto dizer “plano de parto”.

Num “geboorteplan” você descreve o que seria o parto ‘perfeito’ na sua opinião. Nele você coloca as suas preferências com relação ao parto. As suas preferências podem ser o que você quer/deseja e o que você não quer que aconteça/seja feito na hora dar a luz ao seu bebê e até mesmo após o nascimento.

Só para dar uma idéia, eu vou colocar aqui alguns ítens em Holandês, mas traduzidos para ilustrar melhor o que se coloca num plano:


Título: Geboorteplan
Naam (nome):
Geboortedatum (data de nascimento)
Zwanger van (qual gestação? 1o, 2o .. filho)
Uitgerekend op: (data prevista do bebê nascer)
Onder controle bij: (no controle através de “obstetriz ou ginecologista” – nome + lugar)

Voor een goede voorbereiding op mijn bevalling heb ik mijn gedachten en wensen in orde gebracht. Op basis hiervan heb ik een geboorteplan samengesteld om een goed beeld te geven van mijn wensen m.b.t. de bevalling.
Ik weet dat dit geboorteplan uitsluitend richtinggevend is. Wanneer er door medische complicaties afgeweken moet worden van mijn voorkeuren, wil ik graag dat mijn echtgenoot en ikzelf daar volledig op de hoogte gehouden te worden van alle ontwikkelingen. Graag wil ik ook over alles mee beslissen, als ik niet bij machte ben, beslist mijn man namens mij.


"Na preparação para o parto, eu coloquei os meus pensamentos e preferências em ordem e nessa base eu escreví um ‘plano de nascimento’ para indicar o que na minha opinião seria o parto ideal. Eu sei que este plano é somente indicativo. E que caso aconteça alguma complicação médica, que as minhas preferências não poderão mais serem seguidas. Nesste caso, eu gostaria que tanto eu quanto o meu marido sejamos mantido informados sobre tudo e todos os detalhes e que nós possamos tomar as decisões de como prosseguir. Caso eu não esteja em condições de tomar decisões, o meu marido irá tomá-las por mim…"

Voor mij zou/zal de perfecte bevalling zijn als volgt:
Para mim o parto perfeito seria/será:

Omgeving & Begeleiders (lugar e assitência)
- Ik wil graag ( thuis/in ziekenhuis) bevallen . (eu gostaria de ter o parto em casa / no hospital)
- Maximaal 1 stagiaire aanwezig (no máximo um estagiário presente)
- Behalve het medische team/of verloskundige, wil ik graag alleen mijn man aanwezig. Além da equipe médica (ou obstetriz(es)), somente o meu marido deverá estar presente.
- ...

Bevalling: (parto)
- Ik wil graag op baarkruuk bevallen ( eu gostaria de ter um parto de cócoras)
- Pijnstillers graag alleen op mijn verzoek. Ik wil graag de pijn opvangen via andere mogelijkheden zoals massage en ademhalingstechnieken (Anestesia somente ao meu pedido. Eu gostaria de tratar a dor através de outros métodos como massage e técnicas de respiração)
- Ou diga (como eu!) que você quer anestesia e de preferência a "ruggenpik" (epidural)
- ....

Baby:
- Ik wil graag zelf de sex van mijn baby ontdekken (eu mesma gostaria de descobrir o sexo do meu bebê - caso vc ainda não saiba).
- Ik wil graag borstvoeding binnen het eerste uur (eu gostaria de amamentar o meu bebê dentro de uma hora).
- ...

In geval van een keizersnede: (Em caso de uma cesareana)
- Graag heb ik mijn echtgenoot aanwezig tijdens de keizersnede en de geboorte. (Durante a cesareana eu gostaria que o meu marido estivesse presente)
- Bij een volledige narcose wil ik uitdrukkelijk mijn man en baby in mijn aanwezigheid
wanneer ik weer wakker wordt. (no caso de narcose completa, é importantíssimo para mim em ter o meu marido e bebê presente quando eu acordar).
- …


Dicas de como escrever um plano:
· Seja clara e simples. Utilize frases curtas para simplificar (e também facilitar a sua vida, principalmente se você tem dificuldades com o idioma).
· Focalize suas prioridades. Comece sempre pelos pontos que você considera mais importante.
· Procure fazer um plano que não ultrapasse mais que uma página e meia (A4).
· Seja positiva! Na hora de escrever o plano visualize o parto ideal e tranquilo. Escreva frases como : eu espero (ou nós esperamos)..., eu planejo (nós...), eu gostaria (nós), caso não haja complicações médicas, que o meu marido/parceiro corte o cordão umbilical... Procure não utilizar frases de tons (muito) negativos como “não quero”, “não tentem”.... etc...

Algumas perguntas que você pode “utilizar” para esclarecer/descrever as suas preferências:
1- Aonde você gostaria de ter o parto? (em casa ou no hospital)
2- Quem você gostaria que estivesse presente durante o parto para lhe dar auxílio? (marido, obstetriz...)
3- Você quer familiares presentes?
4- Você tem preferências sobre a posição na hora do parto?
5- Que métodos você gostaria de utilizar contra dor?
6- Como você pensa sobre intervenções do tipo controle de CTG, medicação, indução, cortes?...
7- Você quer que o parto seja filmado? Fotografado?
8- Você deseja “rust” (tranquilidade, privacidade) após o nascimento ou você quer ligar e receber visita de familiares?
9- Você quer ser informada sobre todos os detalhes? Ou você prefere não saber de tudo?
10- Você deseja tomar decisões ou você prefere deixar as decisões ao seu marido/parceiro e/ou profissionais?

No site www.Cicli.nl, você encontra 3 exemplos de planos de nascimento em Holandês e caso queira, pode se inscrever e pedir ajuda a eles de como escrever o seu.

Para finalizar este post, vale à pena mencionar que a grande vantagem de ter um “geboorteplan” é que serve como meio de comunicação entre você e o profissional em questão. Esclarecendo as suas preferências e o que você acha importante, vai ajudar o profissional a levar em conta como você pensa e sente sobre determinado assunto com relação ao seu parto. Ou seja, depois de escrever o seu plano, não se esqueça de entregar ao seu médico ou obstetriz e esclarecer qualquer ponto/dúvida que vocês possam ter. Agindo assim, eles nunca vão poder dizer que não sabiam e você nunca vai precisar se arrepender/castigar e dizer depois “eu deveria ter dito que... ”

Enfim, fica aí a dica! ;-)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Mais do mesmo...

Teste O'Sullivan:
Na semana antes de entrar de férias, a empresa onde eu trabalho ofereceu um exame médico voluntário para todos os empregados. O exame constava de vários testes entre eles o de vista, pressão e de sangue. Eu, como sempre fui à favor de exames de prevenção, fiz e pedí então que, assim que soubessem o resultado e que se houvesse algo de importante devido a minha gravidez, que eles me avisassem o mais rápido possível. Dito e feito. Dia 24, véspera de Natal, o médico da empresa me liga às 9hrs da manhã para dizer que eu estava com a taxa de açúcar alta (8.8 - enquanto o máximo aceitável é 7.0) e me aconselhou ir ao médico o mais rápido possível para mais exames. No mesmo dia eu tinha consulta com a obstetriz e passei o resultado do meu exame de sangue pra ela. Na mesma hora ela resolveu furar o meu dedo e medir o açúcar de novo, já que o exame anterior foi feito 20 min depois do meu almoço e quando eu estava com ela já fazia 1hr e meia que eu tinha tomado o café da manhã. E o resultado foi 7.7, ou seja, ainda estava alto. Para ter certeza se estou ou não com diabetes gestacional, ela me indicou ir ao hospital para fazer um exame de sangue chamado de O'Sullivan.

Eu nunca tinha ouvido falar desse teste, mas dizem que é um exame bastante comum para gestantes. Eu terei que me apresentar amanhã na policlínica, onde eu terei que tomar uma quantidade de um líquido extremamente adocicado e exatamente depois de uma hora (de espera), eles vão tirar o meu sangue. Se o resultado não for "bom", eu provavelmente terei que fazer novamente, mas na 2a vez será em jejum e eles irão tirar o meu sangue duas vezes (1hr e 2hr depois do líquido ingerido). Se for constatado 'diabetes gestacional', eu deverei seguir uma dieta especial e dependendo do grau da diabetes, eu serei transferida dos cuidados da obstretriz à um ginecologista. Além disso, meu parto receberá indicação médica hospitalar, ou seja, mesmo que eu quizesse ter o parto em casa (nunca quiz mesmo!), eu sou obrigada a ter no hospital devido à riscos com relação ao bebê (após o parto).

E o bebê?
No momento, por mais que eu esteja com a taxa de açúcar elevada (e já tenha ajustado a minha alimentação por causa disso!), nem a obstetriz, nem eu e nem Amore acreditamos que seja algo para ficar alarmada. Claro que quando você escuta uma notícia dessas, qualquer pessoa ficaria preocupada, mas depois de verificarmos os outros dados como o meu aumento de peso, o crescimento do bebê e a minha pressão, todos nós ficamos mais calmos. A obstetriz olhou a minha ficha e desde da minha primeira pesagem - com 10 semanas de gravidez até agora (semana 32 - início do 8a mês) eu só engordei 8 quilos! E a média aconselhada até o final da gravidez são 12 quilos... Em caso de diabetes, geralmente a mulher "dispara" no aumento de peso, o que não é o meu caso. Além disso, as medidas do bebê estão também de acordo com o período da minha gestação e nada acima do normal. E por último, a minha pressão continua ótima (12 por 7). Então, no momento, não parece que eu seja um caso de risco (alto) no momento. Só terei que tomar maiores cuidados com a alimentação e que sinceramente, não está sendo (no momento!) problema nenhum!...

O fogo vai ser no chá de bebê quando terei salgadinhos e docinhos Brasileiros, além de uma torta maravilhosa que estou pensando em fazer! :s...

E por falar em torta...
Eu adoro e acho lindodivinoemaravilhoso tortas de todos os tipos! Principalmente aquelas com decoração "de festa". Pesquisei na net alguns "modelos" para tirar inspiração e fiquei babando! Não sei qual é a mais bonita!
Sei que a minha não ficará assim tão supimpa, mas eu sei que com a ajuda da minha irmã mais velha (ótima cozinheira e doceira!) e da minha mãe (mãos de ouro!), que a nossa versão também ficará legal!

E aí qual é mais "bonita" na opinião de vocês???! :D


nr 1


nr 2


nr 3


nr 4


nr 5


nr 6


nr 7


nr 8


nr 9


nr 10


nr 11


nr 12


nr 13


nr 14


nr 15

ps: claro que as versões "rosas" seriam adaptados para uma versão "verde ou azul"... ;)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Respondendo perguntas...

- Quais são as últimas da gravidez?
Fomos na quinta passada na obstetriz. Como já comentei no post anterior, o bebê já está em posição. A parteira não esperava isso, por que aconteceu mais cedo do que o previsto, mas disse que não há motivos para preocupação. O bebê está bem e o importante agora é descansar o máximo possível.

Fora isso, a minha pressão estava um pouco alterada para as minhas normas, mas também nada para ficar alarmada. Pressão é algo que se altera facilmente, basta subir escadas. No final da consulta ela mediu a pressão novamente e esta já tinha se normalizado. Provavelmente na visita da semana que vem (a partir da 30 semanas as visitas passam para cada 2 semanas) eu vou ser indicada para um fisioterapeuta por causa de “bekkeninstabiliteit” (instabilidade da bacia).

Nesta quarta-feira vamos na noite de informação no hospital. Teremos uma visita guiada pela secção de maternidade e receberemos explicação de como é que eles funcionam. Por um lado, eu acho que tenho “sorte”, por que o hospital da minha região foi o 2º colocado entre os 100 hospitais na Holanda e espero que com isso eu escape de um péssimo atendimento como o que a minha irmã Kika sofreu no hospital de Leiderdorp (nr 70 da lista) quando ela teve o meu sobrinho...

- E o trabalho?
Na semana passada tive 2 dias brabos e acabei tendo um piripaque no trabalho.
Ao invés de estar finalizando e transferindo as minhas atividades para os outros, tinha gente querendo me passar mais trabalho.
Durante a reunião de equipe eu perguntei se alguém alí pensava que a minha barriga era de cerveja e não de gravidez?

Na minha área de trabalho eu sou (quase) sempre a única mulher da equipe e é uma raridade eu ter uma colega mulher na mesma área. Dito isso, se eu dividir os meus colegas em grupos, eu posso dizer que 30% são pais (ou seja, já tem pelo menos uma experiência com mulher grávida e tem, no mínimo, um certo nível de informação sobre gravidez), outros 30% tem namorada/mulher, mas não tem filhos por escolha própria ou não (esses não tem experiência com mulheres grávidas, mas também não são completamente leigos) e os outros 40% são “nerds”, sendo que uma boa percentagem deles nunca sequer tiveram uma namorada e são anti-sociais, imagina o que é para eles tentarem entender o que se passa com uma mulher grávida!?
Por causa disso, às vêzes, é um grande desafio se dar com a maioria desses meus colegas sem que eu precise dar detalhes da gravidez, da minha intimidade ou sem parecer que eu estou colocando a gravidez como obstáculo no meu trabalho.

No final das contas, eles riram (bastante) da minha pergunta e eu expliquei que os prazos do projeto podem mudar como eles quizerem, mas que eu não tenho como mudar o prazo da gravidez. Além do mais, eu só trabalho mais 3 semanas e não seria muito inteligente me passar novos trabalhos que eu não tenho como terminar antes de sair de licença.
No fim, eles entenderam o recado e uns acharam engraçado como eu encarei a situação.

Além disso, eu passei a trabalhar 1 à 2 dias por semana de casa. Isso sim é tudo que eu precisava! É beeeem mais tranquilo e agora eu consigo descansar mais de manhã! Sem falar que eu não perco mais 2 horas de “viagem” de ida e volta do escritório.
Tenho consciência que isso só é possível por questões de confiança, senão eles não me dariam essa liberdade. E não dá pra imaginar a minha gratitude nessas horas (e durante essas manhãs!)...

- Como vai o quarto do bebê?
As paredes foram todas rebocadas perfeitamente por Amore. Até ele se surpreendeu com o resultado do seu próprio trabalho. Além disso, já está tudo pintado. Semana que vem, quando ambos entramos de férias por 2 semanas, ele irá colocar o laminado.
Os móveis do quarto ainda não foram entregues, mas ainda estamos no prazo.
Esperamos recebê-los até o início de janeiro!

Falta agora achar o pano para as cortinas. Vimos um, mas achamos o preço absurdo (40€ o m2), por isso teremos que ir a caça de outro. O bom é que a minha sogra se ofereceu para fazer as cortinas e como eu sei que “não basta ser vó, tem que participar”, ela irá fazer as cortinas com o maior prazer e orgulho. Sem falar que o trabalho dela de costura é perfeito. Então agora só falta achar o pano!..

- Como vai os preparativos para o chá de bebê?
Tudo sobre controle! A Cris se candidatou agora a organizar o resto, mas até onde eu pude facilitar, eu fiz. Somente 2 convidadas queridas não estarão presente: a Bia e a Marcita. Mas, todas as outras confirmaram a presença.
O “menu” para o dia também já está pronto e a minha irmã mais velha e a minha mãe irão me ajudar. Já estou até sonhando com as esfirras da minha mãe! Ai ai ai!

Fora isso, eu convidei a minha sogra, cunhada e avó (que será bisavó) para o chá de bebê. Como a minha sogra e (bis)avó não queriam saber o sexo do bebê até o nascimento, eu coloquei a decisão nas mãos delas, já que se elas vierem à festa elas com certeza ficarão sabendo o que será.
A minha sogra não quer perder o evento de jeito nenhum. Na verdade, ela ficou super-entusiasmada com a idéia e de acordo com ela, ela pelo menos conseguiu aguentar a curiosidade até um mês antes do bebê nascer. Então, ela virá. Só não sei agora se a (bis)avó virá ou não... Veremos!

E os cartões de nascimento?
Enfim, busquei os catálogos de amostra numa gráfica perto de casa que abria ½ hr mais cedo.
Dessa vez a escolha do cartão não foi tão fácil como o convite de casamento.
No final das contas, acabei cedendo a escolha de Amore. Ultimamente até parece que eu sou uma pessoa fácil, por que ando cedendo tudo facinho, facinho!... Na verdade, eu estou deixando para discutir minhas opiniões para assuntos realmente importantes...

Mas, voltando a falar do cartão de nascimento tradicional Holandês, para quem não sabe, o cartão deve ser imprimido e enviado de preferência no dia do nascimento ou um dia após. Na regra geral, você escolhe um cartão na gráfica, manda encomendar a quantidade que você acredita que enviará e faz um “cartão teste” com antecedência com a parte do texto que não mudará mais. O texto do cartão de nascimento pode ser dividido em 2 tipos: o variável e o fixo. O variável são os detalhes como o nome do bebê (que é surpresa até o último momento, se lembram?!), o dia e hora que nasceu, o peso e o tamanho do bebê. O texto fixo, você pode determinar com antecedência que são na maioria das vezes um versinho para expressar a felicidade do nascimento do novo membro da família, as horas que não se deve ligar por que mãe e bebê descansam e os contatos (end. + tel) caso a pessoa queira fazer uma visita. Esse você já deve ter definido quando fizer o cartão-teste.

No dia que o bebê nasce, o pai liga para a gráfica (em horas de trabalho) e dá os detalhes do (nascimento) do bebê. Se os dados forem passados até +/- 15hrs da tarde do mesmo dia do nascimento, os cartões são imprimidos imediatamente e podem ser enviados recém-saídos da máquina pelo correio.

Aqui vão dois exemplos de cartões de nascimento de bebê e não, não é nenhum desses o que nos escolhemos! ;)





Fui!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dicas para (futuras) grávidas:

Seguro de saúde: diferenças entre o “Basis” (Básico) e o “Aanvullende” (Complementar)

- O seguro básico só dá direito de parto no hospital por indicação médica durante a gravidez ou durante o parto em casa devido à complicações.

- O seguro complementar (aanvullende) cobre a escolha do parto no hospital. Além disso, em situações de doença, o seguro também dá mais direitos a tratamentos (inclusive diferente remédios), que não são oferecidos no seguro básico.
Fora isso, o “Kraamzorg” (cuidado após parto) que toda a mãe tem direito à 8 dias, incluí uma tarifa “Eigen bijdragen” (custos próprios) por volta de 3,80€ por hora. Através do seguro complementar o cliente tem direito de receber entre 50% à 100% de volta deste valor. A percentage que você tem direito de receber de volta depende do seu seguro.

Anestesia:
Como eu já comentei antes agora é o direito da mulher ter anestesia no parto desde que este seja feito num hospital. Essa é a nova diretriz imposta pelo NVGO.
Além disso, grande parte dos hospitais irão ou já adotaram o método APAD (Acoustic Puncture Assistance Device) para aplicação da Epidural que garante menos chances de erros. O método já utilizado desde 2007 no Hospital Jeroen Bosch in Den Bosch é um grande sucesso e os dois anestesiologistas deste hospital que inventaram o método também ganharam o prêmio Inovação em 2007.
Informe-se, caso isso lhe interesse, se esse método já é disponível no hospital da sua região.

Hospital:
Caso vc escolha ter o seu bebê num hospital – vc pode indicar o hospital de sua preferência/escolha a sua obstetriz. Além disso, hospitais oferecem em média uma vez por mês uma “visita guiada” nas secções de ginecologia, maternidade e obstetria. É uma noite de informação onde vc pode fazer perguntas sobre os detalhes e procedimentos durante o parto e pelo menos, um ginecologista está presente para responder as suas perguntas.
Essas noites são gratuiítas e anunciadas nos websites do hospitis. Na regra geral, futuras mamães e parceiros são bem-vindos a essas sessões a partir da semana 27 da gravidez.
Mesmo que vc planeje ter seu bebê em casa, vale à pena ir na noite de informação do hospital caso vc tenha que ir parar no hospital.

Importante mencionar que indicar um hospital de sua preferência não é garantia que vc irá parar lá quando a hora do parto chegar. Isso vai depender se o hospital ainda tiver capacidade disponível. Se não tiver, vc será direcionada para outro hospital que tenha.

Outra dica: em agosto de 2008 saiu o resultado da pesquisa dos melhores hospitais da Holanda no TOP 100.
Os hospitais levam bastante a sério essa pesquisa que é feita em média 1x por ano e tomam decisões à curto prazo para melhorar.
Nos websites dos hospitais há “updates” frequentes das melhoras feitas pelos mesmos. É sempre bom, por isso, olhar a colocação do seu hospital (ou os hospitais da sua região) e verificar que melhoras foram feitas. Além disso, vc pode usar essa informação para perguntar durante a noite de informação que mudanças eles fizeram para melhorar, caso vc tenha alguma dúvida.

Direitos determinados por lei:
Se vc trabalha (independente do nr de horas) vc tem direito à “zwangerschapverlof” (licença à maternidade). Recentemente a lei também se aplica a mulheres que são donas do próprio negócio.
A lei determina que toda a gestante tem direito à 16 semanas de licença. Por lei a mulher pode parar no mínimo 6 semanas, no máximo 4 semanas antes da data prevista do nascimento do bebê. Se a mulher tentar trabalhar além das 4 semanas determinadas por lei, se descoberta, a empresa será multada.

Depois que o bebê nasceu, a mãe tem direito ao restante da licença 16- 4= 12 semanas após o parto.

Durante esse período a mulher tem direito a um “uitkering” (WAZO e ZEZ para as independentes), que também é válido em caso de adoção. O valor do “uitkering” depende do seu salário. O valor máximo – em proporção ao seu salário – pode chegar à 179,90€ (dagloon) por dia.

No momento o governo Holandês está discutindo a possibilidade de aumentar a licença a maternidade de 16 para 18 semanas.

domingo, 30 de novembro de 2008

AHA!!!! Saiu!

Agora é oficial!

Dia 27/11/2008 - "Nederlandse Vereniging Voor Obstetrie en Gyneacologie."
"Para todas as mulheres grávidas 'tem que ter - dia e noite - uma forma adequada contra dor de parto" -

A pedido da mulher, é obrigado oferecer a paciente a melhor forma de medicamento contra a dor. A forma mais efetiva é a 'ruggeprik' (epidural).


Segue aqui o link para o artigo retirado do site do "Orgão Holandês de Obstetria e Ginelecologia". Ou seja, pelos "profissionais" e agora nenhuma "parteira" pode vir com estorinhas estuperfadias sobre o "vínculo da dor com o amor pelo seu/sua filho (a)!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Update: anestesia no parto

Okei, depois da 'dica' da Alice, eu fui pesquisar na internet sobre os direitos da mulher à anestesia durante parto.

Achei informações interessantes (e importantes) sobre esse assunto e venho aqui fazer um update:

Em primeiro lugar, voltando ao post sobre quem decide se a mulher recebe ou não anestesia durante o parto. Como eu disse, a obstetriz me disse que a decisão é "deles" (e não minha!) sobre a aplicação de anestesia. São eles que decidem se eu vou dar ou não conta do "recado" (dor). E é isso que me irrita!
Eu nunca disse que eu vou querer anestesia na hora do parto, mas eu quero ter a opção e sendo eu a "paciente", sou EU que devo decidir e não ELES, já que eles não sente o que eu sinto!

Mas, foi Graças à Dra Alice (essa Alice!!!! :)) que eu fiquei sabendo sobre a nova direção que os profissionais e hospitais deverão tomar nessa área. Desde fevereiro deste ano foi lançado o novo "Richtlijn op pijnbehandeling tijdens bevalling" (veja aqui: http://www.trouw.nl/nieuws/nederland/article1784414.ece - artigo é em Holandês) onde falam que a mulher terá o DIREITO de escolher um parto sem dor, desde que seja feito num hospital! (Só não sei ainda se essa regra já é válida ou ainda deve ser aprovada!)

Quem lê este artigo verá que: metade dos hospitais Holandeses não têm anestesistas presentes (só em caso de vida ou morte) nos hospitais durante a madrugada e os fins de semana! Isso é um dos motivos pelo qual, partos (que não são considerados casos de vida ou morte) são efetuados sem anestesias em sua grande maioria! O conselho agora é que todos os hospitais Holandeses tenham anestesistas 24hr 7 dias por semana à disposição! (o que aumentará mais os custos ainda!)

Os outros 2 motivos citados são que na Holanda (ainda) existe a opção do parto em casa. Em caso de parto caseiro nunca haverá a aplicação de anestesia, por que parteiras não são autorisadas para isso e o seguro não cobre! Segundo motivo por que (de acordo com as parteiras!!!) a dor do parto é bom para unir os laços de mãe e filho! Já foi comprovado em outra pesquisa que isto é fábula e que o efeito é justamente ao contrário! Que devido a dor e as consequências do parto (alguns chamam “casos de açougueiros” - cortes, empurrões na barriga, bomba vacuum, etc)

A mãe acaba se “afastando” do filho! E venhamos e convenhamos, a mulher já carrega o filho no ventre durante 9 meses, é a única a sentir o bebê se mexer dentro dela, como podem pensar que a dor de parto faz a mulher a ter laços mais fortes com o(s) seu(s) filhos??! E os pais que nunca sentem nada e nunca sentirão – são “desnaturados”??! Ou seja, nenhum homem vai ser um bom pai no mundo inteiro por que eles nunca sentirão na pele uma dor sequer do filho!

Quem é agora, a pessoa ‘retardada’ da história?

E parteiras desaconselham tb o uso de anestesia por que é melhor para a mulher e para o bebê, por que (como tudo na vida!) a anestesia traz riscos no uso dela. Detalhe é que também já foi comprovado que partos loooongos e dores prolongadas também trazem riscos à vida do bebê como a diminuição da circulação sanguínea no útero.
E outro pequeno detalhe é que a Holanda é ainda o único país onde a essa idéia/concepção sobre anestesia durante o parto ainda é motivo de discussão!

Terminando esse relatório looongo sobre a opção de anestesia durante o parto, eu só queria dizer que toda essa informação não é simplesmente baseada na minha opinião, mas sim, um resumo traduzido dos artigos da Elsevier e do Jornal Trouw, mas quem Googar “Recht op ruggenprik tijdens de bevalling” verá uma lista de fontes de informação sobre esse assunto, assim como discussões dos próprios Holandeses em forums com esses tópicos.

Artigo da Elsevier: http://www.elsevier.nl/web/laatste24uur/richtlijnmoetrechtopruggenprikvastleggen.htm

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Enquanto isso,...

Daqui a 2 semanas eu deverei fazer uma viagem bate-e-volta à trabalho para a Inglaterra e na primeira semana de agosto, eu deverei ir para Turquia dar um treinamento lá.
Muitas dúvidas por que eu ainda não passei o do primeiro trimestre da gravidez. Aqui na Holanda eles desaconselham viagens durante esse período. Já no Brasil e em Portugal dizem que não há problema nenhum, a não ser, é claro, do enjôo que é normal nessa fase. Todos os países só “proíbem” viagens a partir da 36ª semana quando o bebê já pode nascer a qualquer hora.

Sendo assim, eu não sei se o “desaconselho” Holandês de viajar durante o primeiro trimestre é somente muita precaução, já que nessas horas eles tendem a ser bem cuidadosos. Na verdade, Holandeses são, na minha opinião, às vezes muito contraditórios. O cuidado no primeiro trimestre versus a preferência do parto em casa, mesmo que você corra o risco de ter que correr desesperadamente para um hospital em caso de complicações, pra mim, não segue a mesma linha de precaução.

Sem falar que no Brasil, assim que você descobre que está grávida, eles pedem para fazer um exame de urina e de sangue para ver se você não tem nenhuma infecção e para ver se você não tem falta de uma proteína ou baixo nível de ferro no sangue... Já aqui na Holanda, quando você liga pro médico ou parteira, eles marcam a sua primeira visita lá pela 10ª ou 12ª semana. A não ser, é claro, que você esteja na faixa dos 35 anos. Para grávidas nessa idade, os controles e acompanhamento médico durante a gravidez são mais restritos e há mais exames a serem feitos. Entre eles, por exemplo, o exame para saber a probabilidade de ter uma criança com a síndrome de Down.

Enfim, há muito o que se falar sobre as diferenças de tratamento, da cultura, da licença à maternidade e dos direitos definidos por lei.

Seguem aqui algumas informações que eu andei acumulando sobre as leis...

Na Holanda você pode entrar com licença à maternidade no máximo 6 semanas antes da data prevista do nascimento da criança e no mínimo 4 semanas antes. Mesmo que você esteja passando bem e queira continuar trabalhando no 8º mês, isso é proíbido por lei. E a empresa que permitir ou pedir para uma gestante continuar trabalhando nesse período corre o risco de receber uma multa do governo.

Depois do nascimento da criança, a mãe tem direito a 10 semanas seguidas de licença caso ela tenha saído de licença 6 semanas antes do parto. Se ela saiu com 4 semanas, ela terá direito à 12 semanas de licença após o parto.

A licença à maternidade não afetará o número de dias de férias que a empregada tem direito, assim como não afetará o 13º salário e bonus como estipulado no contrato.

Durante a licença a empregada recebe um “uitkering” (benefício) do UWV que corresponde a 100% do salário e é financiado pela empresa.
Depois da licença a maternidade, tanto o pai quanto a mãe tem direito ao “Ouderschapverlof” (Licença dos Pais). Para ter esse direito, os pais devem estar empregados pelo menos um ano na empresa e a(s) criança(s) deve(m) ser menor(es) de 8 anos. O direito dessa licença é calculada da seguinte maneira:

A carga horária semanal de trabalho estipulado no contrato x 13 semanas. Exemplo: 40 horas x 13 = 520 horas de licença (65 dias).

Esses dias de licença não são pagas. E assim que a licença acabar o empregado deverá voltar a exercer a carga horária completa, a não ser que, o empregado e a empresa cheguem a um outro acordo.
Na Holanda a maioria dos pais escolhem diminuir a carga horária, ou seja, trabalhar menos. Nesse caso, tanto o pai quanto a mãe passam a trabalhar 4 dias por semana e 3 dias por semana a criança vai para a creche. Para quem trabalha 5 dias por semana e decide passar a trabalhar 4, o salário diminui 20% do total.

Com os custos da creche e a diminuição das horas pagas de trabalho, a situação financeira do casal regride, mesmo que o governo e a empresa colaborem nos custos da creche.
A contruibuição da empresa, que passou a ser obrigatória desde janeiro de 2007, é na regra geral de 1/6. No caso em que ambos os pais trabalham, no total o casal deverá receber 33% dos custos da creche de volta. A contribuição da empresa é adquirida junto com o do governo e não diretamente da empresa. Do governo a contribuição é baseada no salário bruto anual do casal.

A tabela a seguir mostra as % válidas na ajuda de custo da creche do governo.




A primeira e a segunda coluna são as margens salariais. A 3ª coluna é a % de contribuição do governo para o primeiro filho, a segunda, no caso de um segundo filho. Reparem que quanto maior o salário, mais baixo é a contribuição do primeiro filho e maior é para o 2º filho. Isto é uma das formas que o governo escolheu para estimular o índice de natalidade, principalmente, entre os mais bem assalariados.

A percentagem de contribuição do governo deverá ser somada a percentagem de contribuição da empresa. Ou seja, se você recebe 33% da empresa e o casal tem junto uma renda salarial anual (bruto) de 50.000€. No total a contribuição será de 49,6% + 33% = 82,6% dos custos pagos.

O exemplo dado é baseado num salário modelo Holandês em 2008. Este está por volta dos 1.600€ neto por mês (bruto é +/- 2.700€ por mês – por volta de 33.000€ bruto por ano) para quem trabalha em tempo integral. A média salarial geral de um casal Holandês varia entre 50.000€ - 60.000€ bruto por ano.

Vale à pena ressaltar que quem pensa que este salário é de gente rica na Holanda, se engana. O imposto descontado do salário varia entre 1/3 do salário à 52%. E com o custo de vida alto na Holanda (principalmente o de habitação e de alimentação) quem vive nessa faixa salarial consegue viver bem, mas sem (grandes) luxos (como férias caras e várias vezes por ano, jantares fora, uma mega-tv, super-camera digital, etc...) ou então vivem com "luxos" moderados. Ainda mais, os casais que tem crianças.

No final das contas, hoje em dia na Holanda eu acho que já se tornou impossível de ter filhos e viver bem as custas de um único salário. Isso já deixou de ser opção há muito tempo, a não ser, é claro, que você ganhou na Staatsloterij (a Megasena Holandesa), mas aí, quem precisa ainda trabalhar, não é mesmo?...


Fonte das tabelas: www.kinderopvang.net