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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dica: passeios para famílias com crianças pequenas na Holanda, Bélgica, Alemanha...

À pedido da Eliecy aqui vai umas dicas de passeios para famílias com crianças pequenas.


Em primeiro lugar, para aqueles que tem filhos menores que 3 anos, eu tenho que dizer que as opções são bastante limitadas. Ou seja, para quem tem bebê a melhor opção é achar uma casa, um resort ou apto de férias (para facilitar no esquema da alimentação e horas de dormir) com uma piscina pública que ofereça uma piscina para bebês.

Os famosos Binnenpeeltuinen (parque de brinquedos cobertos) que se encontram principalmente na Holanda, Alemanha e Bélgica geralmente oferecem um lugarzinho para crianças com menos de 1 ano. À partir dos 3 anos eles oferecem mais 'brinquedos', mas, para crianças acima de 5 anos, não há provavelmente lugar mais adequado para as crianças gastarem suas energias.  Eu tenho que dizer que filhote adora esses lugares, porém ele não curte muito se estiver muito lotado com outras crianças.

Neste site: Binnenspeeltuinen tem a lista de todos (ou quase todos) os ‘binnespeeltuinen’ da Holanda por província.

Já na faixa dos 3 anos a melhor opção que eu encontrei foi na Bélgica. O famoso Plopsaland – um parque de atração dos personagens do Studio100. Entre eles, tem o Bumba e Bumbalu, Kabouter (anão) Plop, Mega-Mindy e Piet Piraat. São personagens de programas educativos que passam na tv aqui. Nos fomos no de Hasselt (Bélgica) que é o mais apropriado para crianças de 3 anos (e de altura 96cm). É coberto, ou seja, faça sol, faça chuva é um programa que não dá pra errar (só que não abre todos os dias!). Filhote adorou e só não pode entrar em uns 3 brinquedos, mas sinceramente, ele pouco se importou, por que curtiu demais as outras atrações. Eis aqui o site: Plopsa Hasselt

Aqui vão algumas fotos:
Nós com o Bumba e o Bumbalu

Com o Bumba

Chapéu mexicano - nesse o filhote obviamente não podia ir

Vendo o barco do Piet Piraat

Filhota também pode ir em algumas atrações

No sapo que sobe e desce

Do lado de fora ele também tem algumas atrações caso o tempo ajude! Entre elas, correr entre os jatos de água

No carrossel - notaram a felicidade dele?!

Com o papai no 'patinho'

Ele mesmo dirigindo!!! hoho! Chique, né?!

(Brincando de) encher o tanque!

O Plopsa também tem parques em outros lugares, mas pelo que eu notei são para crianças maiores.

Nós fomos antes de eu começar no emprego novo. Nós ficamos no hotel Holiday Inn que oferecia um pacote incluindo bilhetes de entrada para os adultos e crianças não pagam nem jantar e nem o café da manhã. De quebra, o hotel ainda tem piscina (aquecida) o que sempre é uma boa pedida para família com crianças. Mas, também tem a opção de alugar uma casa de férias num Center Parks ou no Sunparks na redondeza. (Se for pra ir para um parque desses, eu prefiro ir para o Landal que oferecem mais qualidade na minha opinião).

Num outro post, eu falarei de hoteis na Europa apropriados para familia com crianças pequenas. Na Alemanha, Aústria e Suiça oferecem uns ótimos. Um exemplo? Olhem este aqui: Hotel para familias na Alemanha

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Parte 1 - Arregaçando as mangas...

Escrevi as minhas cartinhas, fiz o update do meu currículo e mandei-os para 3 vagas.


Entre os colegas do meu time todo mundo abrindo o jogo dizendo para que vagas eles estão tentando para saber com quem cada um de nós está competindo. Preciso dizer que tem muita gente roendo as unhas?..

A lei Holandesa diz que esse processo de seleção deve ser feito para dar chances iguais para todos. A verdade é que isso tudo é muita enrolação. Todo mundo sabe que foi feito uma lista com os nomes e que 80% das vagas já tem ‘o nome do candidato (preferido)’. A única coisa que o candidato deve fazer é mandar sua cartinha e cv para a tal vaga (e ir para a entrevista).

Obviamente que ninguém pode saber e ter provas que essa lista existe, por que quem for demitido pode bater na porta da UWV (instituição que paga o salário do demitido) com esse tipo de informação e quem acaba numa ‘fria’ é a empresa (entenda-se: mega-indenização e multa), já que a lei diz que: deve haver um processo honesto de seleção do candidato, dando oportunidades iguais para os atuais empregados afetados pela reorganização. Depois da seleção, a escolha do candidato deve ser baseada em justificativas concretas (como diplomas, experiência, etc...) que podem ser apresentadas em caso de dúvidas & processos. Caso a empresa falhe nesta regra, ela é obrigada a demitir de acordo com o ‘Afspiegelingsbeginsel’ que quer dizer que os empregados da empresa são divididos em categorias de faixa de idades: 15-25, 25-35, 35-45, 45-55, 55-65 anos. De cada grupo deverá sair um número representativo de empregados de funções de pesos e categorias similares, sendo que o último a entrar é sempre o primeiro a sair, independente da performance do candidato é de suas fantásticas qualidades profissionais. [ Eis o motivo por que não é aconselhado mudar de emprego em tempos de crises econômicas...]

No momento, eu não faço idéia onde o meu nome está na lista. Acredito que eu tenho boas chances e acho que passarei de mais um facão da minha carreira (já passei por 5 reorganizações e esse é o 3 facão. Acho que já estou virando catedrática no assunto!).

Como eu estava dizendo para as amigas. Talvez eu esteja sendo ‘arrogante’, ou então, muito ‘inocente’, mas eu não estou preocupada com o emprego em sí. Como já disse antes, acho que consigo de novo uma função (legal) dentro da empresa. E mesmo se não conseguir, isso não está tirando o meu sono. Sei que consigo um outro emprego logo, mesmo que não seja ainda exatamente o que eu gostaria. O que para mim seria o maior incomodo é perder a estabilidade e estrutura familiar que eu criei em volta do meu trabalho. Estou me referindo ao fato de que tenho um lugar fixo de trabalho numa distância aceitável de onde eu moro. Tenho horário de trabalho flexível. Eu consigo tomar o café da manhã com os meus filhos e levá-los para creche. Eu começo mais tarde, mas saio mais tarde da empresa também, depois do trânsito da rush hour e sem me estressar já que meu marido apanha as crianças. Também posso trabalhar de casa, já que a empresa oferece estrutura para isso. Sem falar que as minhas funções tem sido de nível global e internacional. Algo que sempre almejei na minha carreira. E também, muito importante, bastante dias de férias! (uma grande vantagem caso os filhos fiquem doente e você tenha que ficar em casa com eles!). Sem falar no meu salário e outros benefícios financeiros da empresa.

Mudar de emprego na minha área significa quase que automaticamente voltar para ‘Consultoria’. Viajando de carro pelos 4 cantos do pais à base de projetos, sem ter a estabilidade e estrutura que eu criei com os meus filhos e marido.

Tirando todas as razões já mencionadas acima, essa última é a mais importante pra mim e o maior motivo para não pegar o meu banquinho, a minha indenização e o prêmio de estimulo de demissão e procurar algo em outro lugar... [ o que também significa também passar pelo mesmo processo de seleção!].

Agora é esperar o convite para as entrevistas em fevereiro. Imaginem só passar um mês inteiro indo e vindo de entrevistas?! ...

Haja paciência.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Lugares para se visitar na Bélgica

Se lembram do post que eu dei dicas de lugares para se visitar na Holanda? [Leia aqui]

Pois bem, chegou a hora de colocar uma lista dos lugares para se visitar na Bélgica.

Antes de mais nada, deixa-me dizer que a Bélgica é conhecida por sua ótima cozinha gastronômica, seus chocolates e suas cervejas tradicionais. Se você gosta de sair e comer bem, você dificilmente se decepcionará aqui! Além disso, se você gosta de arquitetura histórica e história em geral, você não ficará desapontado, já que várias cidades da Bélgica foram capitais ou tiveram grande importância governamental durante toda a história até os tempos atuais [Bruxelas é a atual capital da comunidade Européia]. Seus palácios, castelos e casas antigas continuam bem preservados e acabam criando um clima romântico e aconchegante para quem procura.

Enfim, aqui vai uma lista de lugares que eu aconselho a visitar e que muito deles dão para fazer num fim de semana. Lá vai:

Brugge (Bruges):
Conhecida como a Veneza do norte da Europa devido aos seus vários canais, Brugges é considerada uma das cidades mais pitorescas e românticas da região. A arquitetura e o charme do período medieval é visivel em todas os lugares e é um bom destino para se visitar em qualquer época do ano: Na primavera e verão tem o encanto dos jardins floridos e cheio de cores, no outono e inverno a impressão que você tem é que voltou no tempo. Sem falar que, num dia frio, numa cidadezinha medieval e com a companhia certa, não há nada mais romântico do que tomar uma xícara de chocolate quente com chantilly na frente de uma lareira, seguido depois de um jantar à velas com direito a ‘gourmet’. Ah! E eu já falei nos ma-ra-vi-lho-sos chocolates Belgas feitos aqui? Dá pra comer chorando de joelho em cima de milho de tão bom que são!...

Brugge – ou Bruges (em Português) é sem dúvida a minha cidade favorita na Bélgica!




Gent:
Eu diria que Gent é uma versão maior de Bruges. É uma linda cidade medieval onde a arquitetura continua sendo muito bem preservada. Além disso, assim como Antuérpia, a cidade ainda tem um castelo medieval que pode ser visitado e que muitas vezes eles fazem demonstrações de como era a vida naquele tempo. Isso incluí, pessoas vestidas com trajes típicos medievais e também shows de luta de espada.



O castelo de Gravesteen em Gent.

Bruxelas:
Como falar da Bégica e não falar de Bruxelas? A capital da Bélgica tem bastante opções para passar pelo menos uns 3 dias. O que eu acho interessante é que a cidade é dividida numa parte flamenga e numa parte francesa. Também é a capital da União Européia.




Namur/Namen:
Fica uns 65km de Bruxelas e é a capital da Walonia. Região que se fala o Francês na Bélgica. Assim como Dinant, ela fica às beiras do Rio Maas, além da conjunção de outro rio (Samber) e também possue uma famosa citadela que é o maior forte de defesa da Europa. Sem contar que Namur é bem maior que Dinant.


La Roche en Ardennen:
Adoro o charme dessa cidadezinha e toda a sua redondeza! É pequena, charmosa e romântica. Ótima pedida para passar um fim de semana por exemplo.

Dinant:
Uma cidadezinha de 13.000 habitantes localizado as beiras do Rio Maas. É conhecida por sua Citadela na parte alta da cidade e por ser o lugar de origem da cerveja Leffe. Dinant dá pra se visitar em 1 dia.
Castelo de Walzin nas redondezas de Dinant


Antwerpen(Antuérpia):
Eu tive o prazer de trabalhar num projeto de 6 meses nessa cidade. E aprendi a gostar muito dela. Gosto do seu centro antigo, das lojas, dos restaurantes bons e acessíveis. Do contraste entre o moderno e o antigo. Do castelo medieval até das 22 salas de cinema do Metropolis. Antuérpia, a capital do diamante na Europa, é tudodibom e de fácil acesso. O meu único problema com ela é que eu não a visito com a frequência que eu gostaria...



Kortrijk:
Okei, essa é uma cidade que algumas pessoas podem questionar a minha objetividade. O fato é que a minha mãe e a família dela, inclusive a minha querida vó, vem dessa área. Ou seja, meus olhos vão para além da beleza turística dos lugares e do seu significado. A história se mistura com o da minha família e isso me encanta. Sendo que isso não faz que eu seja cega para a beleza arquitetônica da cidade. Quem já foi, que o diga aqui...



Outros lugares de interesse (históricos):

Waterloo – Se lembram do Napoleão e como ele perdeu a guerra? Pois é, foi aqui. Pra quem for pra Bruxelas, é só dar uma esticadinha de 30mins até aqui.

A foto é do famoso morro que ‘causou’ que Napoleão perdesse e o monumento da guerra.

Bastogne – Lugar onde aconteceu a maior batalha da 2ª guerra mundial dos Países Baixos. Aqui tem um monumento em forma de uma estrela da altura de um prédio de alguns andares com todos os nomes dos soldados Americanos (e Canadenses) que perderam sua vida aqui. Além disso, tem um museo explicando a história do lugar. Eu fiquei impressionada, ainda mais por que nas redondezas desse lugar você só ve campos e campos bucólicos que durante a guerra foram totalmente bombardeados.


Bem, agora que eu dei as dicas, quem for, me diga depois o que achou!... ;)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Roteiro de viagem

Respondendo as perguntas da Myrna e da Cris, aqui vai o roteiro de viagem que fizemos esse ano.


O destino de férias era Sardenha. Íamos ver uma tia e prima de marido que mora lá perto de Cagliari, no sul da ilha.

Obviamente que com crianças, eu cogitei qual era a melhor opção de viagem. De avião, de carro (&f erry). Existem vôos baratos diretos para Cagliari, Olbia e Alghero pela Ryain air e Transavia. Eu acabei optando viajar de carro, por que, fazendo os cálculos indo de Ryan air não seria mais barato do que ir de carro. Além de pagar por bagagem (não se esqueçam que com 2 crianças pequenas, sendo uma bebê-é preciso levar mil coisas entre elas 2 carrinhos e um maxi-cosi). Eu ainda teria que alugar um carro lá e mais cadeirinhas de segurança e pagar estacionamento p/ o nosso próprio carro ficar no aeroporto (ou ir de trem). Verifiquei ir com outras companhias áreas, mas nenhuma outra faz vôo direto. São todos com escala e mais horas de espera. Não tive coragem de colocar a I. com seus 3 mêses nesse esquema. No fim, iria sair tão caro ou até mais caro do que ir de carro. E sim, de carro também não é barato. Afinal de contas, você não consegue fazer a viagem num dia só e terá que ficar em hotel. Mas, por outro lado, as vantagens de carro são que você pode parar a qualquer hora caso necessário por causa das crianças e você também vê outros lugares.

Eu planejei por dia o máximo de 6 horas de viagem, já que eu sabia que nós teríamos que parar várias vezes por causa das crianças. Isso resultou que nós chegávamos ao hotel por volta das 18:00-18:30hrs. Como eu já sabia a distância e o tempo de viagem, eu já tinha pesquisado e reservado hotel na área e que preenchiam os meus quesitos. Ou seja: quarto de família, boa localização, estacionamento seguro (e de preferência gratuíto). O resultado de tudo isso foi esse:

1º dia: Casa- Basel na Suiça. Hotel Stucki (Best Western). Hotel tem 3 estrelas, mas era excelente! Foi até melhor do que o hotel de 5 estrelas que ficamos em Pisa. Além do mais, o hotel fica ao lado de um shopping center. Com criança pequena isso é uma grande vantagem caso você precisa de algo. O estacionamento é coberto (vantagem já que chegamos lá e estava chuvendo aos cântaros!). O quarto era fantástico. O filhote ficou maluco por que ele tinha uma cama enorme (um sofa-cama de 2 pessoas) só pra ele. O quarto era enorme e dividido em 2 por uma porta de vidro. Assim filhote dormia de um lado e nós do outro lado. Foi um dos melhores quartos família que eu já ví até hoje. Para completar, ainda tinha uma mini-cozinha e uma banqueta para poder sentar e comer. Ideal com crianças pequenas caso todos estejam muitos cansados para ir jantar no restaurante. Bastava encomedar a comida e comer relaxadamente no quarto.

2º dia- Basel (Suiça) – Pisa (Itália).
Eu consegui uma boa promoção de um quarto suite num hotel 5 estrelas em Pisa- Abitalia Tower Plaza.

O hotel é bom, bom café manhã. Suite espaçosa. Vista legal para Torre de Pisa, maaaasss, o hotel não me encantou. O sofá-cama que arrumaram para o S. dormir era duro, não abria. Diria até desconfortável. E por isso, filhote acabou dormindo conosco na cama, que era bem grande. Achei também que o hotel era ‘frio’ demais. Não tinha aquele tchan de aconchegante se é que vocês me entendem. Por mais que não tinha nada de realmente errado nesse hotel, eu não voltarei a ficar lá caso eu volte a passar por Pisa novamente.

Na manhã do 3º dia nós ainda fomos ao centro histórico, vimos a torre, admiramos a arquitetura e de lá partimos em direção de Piombino (só 1hr e meia de viagem de Pisa), onde pegaríamos o ferry (návio) para Sardenha.

O trajeto Piombino-Olbia (Sardenha) é o trajeto mais curto e rápido que o ferry faz – 4:30hrs. Pra Sardenha você pode pegar o ferry de vários lugares (Gênova, Livorno, Civitavecchia, etc). Mas, aí o trajeto aumenta de 5 à 12 horas. No meu caso, quanto menos tempo eu passar num ferry melhor, por que no início é legal, mas depois eu fico com dor-de-cabeça. Para completar, o ferry atrasou. De vez chegarmos umas 18:30hrs em Olbia. Nós chegamos às 19:45hrs. Até todos os carros desembarcarem e sairem do porto e pegar a nova rota já foram mais meia hora.

Seguimos então para Golfo Aranci. Um lugar que fica uns 15-20 min. de Olbia. Aqui nós ficamos 2 noites para quebrar a viagem e relaxar. Foi aqui que eu achei a praia lindadivinaemaravilhosa e perfeita para famílias com crianças pequenas e que vocês viram na maioria das fotos que eu postei anteriormente. Nessa praia não tem praticamente ondas. É rasa por quase 100mts mar adentro. Tem salva-vidas (que trabalha pelo hotel). O hotel 4 estrelas (Gabibiano Azzurro) foi ótimo. Mas, como tudo na ilha, bastante caro.

Depois de dias ótimos no norte da ilha, na famosa Costa Esmeralda, nós fomos para o sul. Torre delle Stelle para ser mais exata, onde nós tínhamos alugado uma casa. Esse trajeto eram 3 horas e meia de carro.

A casa era boa, bonita. Mas, você nota que Italiano não é muito diferente de Brasileiro, não. Eles tentam ganhar dinheiro o mais fácil possível. Digo isso, por que a manuntenção da casa deixavam a desejar e era, sinceramente, uma pena! As portas dos armários da cozinha estavam todas tortas. A pintura do lado de fora da casa já estava descascando, nem todas as camas tinham um colxão decente e assim vai. No aluguel de uma casa eles cobram entre 120 à 300 euros para limpeza e mais multa caso você não deixe a cozinha, a lareira e churrasqueira limpas, mas o forno era só gordura e a casa toda não tinha sido bem limpa. Obviamente, fizemos queixa, mas a famosa resposa “vou falar pra faxineira” de que adiantaria para nós já que ela não viria mais?

Tirando isso, a casa era bem espaçosa, tinha uma sala bonita 4 quartos, 2 banheiros, quadra de tênis, um jardim enorme que filhote usou e abusou de tanto correr e brincar. Tinha também vista para o mar e era 100mt da praia e do supermercado do vilarejo. O vilarejo em sí não tem nada pra oferecer realmente. A grande (e única?) atração era a praia. Engraçado até que nenhuma rua do vilarejo é asfaltada, só terra batida mesmo! Ou seja, lá não fizemos grande passeios, só ralaxamos.

Depois de 10 dias lá, nós começamos o nosso retorno.

A volta- Torre delle Stelle- Olbia (3hrs ). Dormímos em Olbia já que o ferry de volta saia de manhã cedo. Hotel Panorama. Ótimo relação preço & qualidade e no centro histórico da cidade.

2º dia- Olbia- Civitavecchia (4hr e 45min)- Civitavecchia – Florença/Fiesole (3hrs). Aqui eu escolhí um hotel fora da cidade e com estacionamento de graça, já que não teriamos tempo mesmo para conhecer Florença, não quiz ficar no centro. Escolhí pela vista da cidade e acabamos ficando numa suite panorâmica maravilhosa num hotel fantástico. Único problema é que você precisa de carro para chegar nesse hotel! Mas, de resto, tudo nele é perfeito! No quarto também tinha uma mini-cozinha, um aparelho da Nespresso com café de graça. Um sofá-cama enorme (as fotos do filhote na cama) e um quarto separado para nós. Esse é um hotel que eu não me importaria de voltar sinceramente...

3º dia- Florença – Zurique (Suiça). Aqui nós ficamos 2 dias para quebrar a viagem de novo e vermos algo mais. Eu tenho que confessar que acho a Suiça um dos países mais bonitos da Europa. Zurique é linda, mas bastante cara. Nós ficamos aqui num hotel 4 estrelas novamente ao lado de um shopping center. Era fora do centro da cidade, mas de fácil acesso por que tem um tram que passa quase na frente do hotel e vai direto para o centro da cidade em 10 min. O hotel era muito bom, mas era mais pra negócios do que pra família, por mais que deixaram chinelos de criança e coisas de banho especialmente para bebês no quarto. Também mandaram uma garrafa de vinho para desculpar num erro de comunicação com relação a cama para filhote. Esse tipo de serviço é típico e conhecido da Suiça. E fala sério, quem é que não gosta de um bom atendimento?

E de Zurique nós voltamos pra casa. Foi a única parte da viagem que levava 7 horas. Mas, como saímos cedo do hotel, nós chegamos no final da tarde em casa, mesmo com as paradas.

E como foram com as crianças com toda essa viagem de carro? Tranquilas! Filhote não deu trabalho nenhum! A filhinha então, nem se fale. Dormiu todas as noites e não estranhou nada!

Filhote ficou impressionado com o ferry, que para completar tinha um playground. Ele fez a festa e tava tão cansado que nem quiz comer de noite e se apagou na cama. Até hoje ele está falando do ‘de carro no barco grande’. Gostou de brincar na praia, nas camas dos hoteis e volta e meia, assistia um pouco de dvd no carro durante a viagem, mas muitas vezes ele ficava olhando pra fora e cantando musiquinhas ou dizendo o que ele via no meio do caminho (ônibus, caminhão, cavalo, barco, etc...)

Enfim, resumindo tudo, eu diria que:

Viajar de carro com as crianças foi tranquilo. Ficamos em bons hoteis e curtimos os lugares que ficamos/visitamos.

Sardenha é uma ilha cara (cara mesmo! O preço de um frango de 2kg e meio era 21 euros!). O norte da ilha, mas especiaficamente falando Costa Esmeralda é a parte mais bonita da ilha e tem as praias mais bonitas da Itália (e algumas estão entre as melhores da Europa)! Sem falar que o norte da ilha é bem limpinho. Não vimos lixo na rua, nem pixação, já no sul da ilha (Cagliari e redondeza) são outros 500. Se você tem crianças pequenas, aqui você vai achar praias perfeitas e tranquilas para as crianças brincarem e curtirem (ex. Golfo Aranci). A Transavia faz vôo direto para Olbia (norte da ilha- porta de entrada da Costa Esmeralda) e a Ryan air faz para Cagliari (sul da ilha).

Acho que isso é tudo! :)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Estatísticas e maiores informações sobre parto na Holanda após uma cesária no histórico

O post é grande! Sente e pegue seu drink, caso o assunto lhe interesse!...

Vou ser sincera. Eu gosto de estatística para ter uma idéia, formar uma opinião sobre o assunto de forma geral. No caso de gravidez e parto, ou até mesmo, saúde em geral, eu quero ter noção das chances, riscos e fatores do que pode acontecer. Porém, não sigo as estatísticas como certeza, por que eu já fui 'exceção' em várias situações. De forma que, a estatística geral não funcionou, mas serviu, pelo menos, como meio para eu aprender a relativizar os casos e não ser tão 'preto no branco'.

Além do mais, em se falando de números, ninguém gosta de ser tratada como um, não é mesmo?

Mas, para quem interessar possa e para quem tiver à procura de informações e probabilidades, deixa eu dividir aqui alguns números e fontes de informação aqui na Holanda sobre (um próximo) parto depois de uma cesária.

Fonte: NVOG - Nederlandse Vereniging voor Obstetrie & Gynaecologie. [Associação Holandesa de Obstetria e Ginecologia].
Documento: Zwangerschap_en_bevalling_na_een_voorgaande_sectio_caesarea[1] [Gravidez e parto depois de uma cesária]

Resumo & traduzido:
O número de cesárias na Holanda aumento de 7,4% em 1990 para 15,1% em 2007. ( A percentage de cesárias na Itália é de 22%, na Inglaterra, 21% e o Brasil tem a mais alta de todos os países 50%. Em algumas clínicas os partos são 100% cesárias). A Holanda é o país (Europeu)com o número mais baixo de cesárias. Mesmo assim, este número vem aumentando anualmente.

Devido a essa mudança, o número de mulheres com um parto cesária precendente está aumentando também e exigindo assim, um estudo maior das consequências em uma próxima gravidez e parto seguinte.

Os riscos de uma tentativa de um parto normal depois de uma primeira cesária (Trial of Labour - TOL), inclusive uma segunda cesária (não planejada) são medidos e comparados com os riscos de uma segunda cesária planejada (Electieve repeat sectio - ERCS]. Os riscos e chances são difíceis de serem determinados, por isso, as direções definidas nesse documento servem somente para ajudar no 'counseling'/conselho a uma paciente grávida com parto cesariana no histórico.

Contra-indicações para um TOL (Tentativa de um parto normal) e parto normal após uma cesária.
- Incisão vertical, 3 ou mais partos cesárias no histórico, ruptura de útero no histórico.

As chances de uma ruptura de útero de uma cesária de incisão vertical varia entre 2 à 9% dos casos.

A percentagem das outras contra-indicações não são conhecidas, mas devido o histórico, a decisão é de ter uma cesária planejada em caso de uma seguinte gravidez.

PS; Dependo da causa, caso haja um histórico de aborto (natural) ou curetagen, um parto normal pode ser contra-indicado! [No estudo não se explica os casos onde essa exceção se aplica...].

As chances de uma tentativa bem sucedida de um parto normal (em casos de bebês com peso acima de 4kg baixam de 74% --> 62%, sendo que o pêso de um bebê é difícil de ser constatado antes (da tentativa) do parto.

Fora esses casos, foi constatado que há um risco 2-3 maior de ocorrer uma ruptura de útero numa próxima gestação se intervalo de tempo entre uma gravidez com parto cesária e uma seguinte gestação for entre 12-24 mêses.

Tentativas de parto normal após cesária bem-sucedidas
Na Holanda, entre 2002 e 2003 foi feito um estudo com 4.596 mulheres que tiveram uma cesariana (ou mais) precedente. 72% desses casos tentaram o parto normal. Desses 72% , 76% terminaram em partos normais bem sucedidos. Já em outro estudo, o número baixou paral 54% dos casos.

Em outros estudos foi tentado fazer uma análise e prognóstico de quais são os casos de maior chance de sucesso de um parto normal após uma cesária e quais são os casos com maiores chances de uma segunda cesária.

Nisso foi concluído que: Um fator importante e positivo na chance de um parto normal após uma cesárria é já ter tido um parto normal no histórico (principalmente antes da cesariana).

Já os fatores menos ou não favoráveis e que acabam terminando em uma segunda cesária são:
Indução do parto (Inleiding em Holandês), nenhum parto normal no histórico, BMI >30 e uma cesária anterior devido a falta de progresso na dilatação (ou uma dilatação estagnada). Se todos esses fatores estão presentes numa próxima gestação a chance de ter um parto normal bem sucedido é de 40%.

Além desses fatores, há outros também que influenciam como: uma gestação >41 semanas, o pêso do bebê acima 4kg, idade da mãe ser mais avançada (acima da média), cesárias anteriores prematuras (por problemas médicos), período de uma gravidez e outra ser curto (<2 anos), altura da mãe (<1, 55m). A conclusão dos resultados dos estudos é que não é possível indicar as chances de um parto normal bem sucedido para cada paciente, devido aos fatores. Eles servem, no entanto, para um bom acompanhamento e conselho ao paciente. Risco de ruptura do útero:
Na literatura, o número de casos de ruptura são entre 0,2%-1,5%. Num estudo entre 2002-2003, o número de casos foram 15 entre 1000 TOL (tentativas de parto normal), sem o uso de medicamentos para o estimulo de contrações o número baixou para 8 casos em 1000 TOL. O número de morte natalina devido à ruptura do útero (uma das possíveis consequências) foi de 1,2 entre 1000. A chance de uma histerectomia (retirada do útero) devido a uma ruptura foi de 0,5 entre 1000.

Na prática, não há possibilidade de fazer uma previsão das chances de ruptura de útero por paciente. Em geral, os fatores que aumentam o risco de uma ruptura são os mesmos fatores não favoráveis a uma tentativa de parto normal.

Uso de medicamentos para indução de parto ou aumento de contrações num TOL
Em vários estudos foi comprovado que o uso desses medicamentos aumentam a chance de uma segunda cesária. Em mulheres sem parto normal no histórico a chance de uma segunda cesária após indução é de 38% contra 28% se o parto início naturalmente.

Na literatura em geral não foi comprovado, no entanto, que o uso específico de certo medicamento aumenta o risco de uma ruptura de útero.

Durante o parto
No início das contrações é necessário registrar o ritmo cardíaco do bebê através de um CTG (cardiograma). Anomalias no CTG, como bradicardia (ritmo cardíaco lento) persistente, é uma maneira de reconhecer uma possível ruptura do útero.

Anestesia através de uma peridural não é contra-indicada. (Ao contrário do que a minha parteira disse!!!).

Cesária Planejada
Nenhum tipo de parto (normal ou cesária) após uma cesária não é sem riscos. Uma cicatriz no útero fica um ponto fraco e fator de risco. Os riscos aumentam com o número de cesárias no histórico. Além de problemas com a placenta (caso haja histórico), tem outros tipos de riscos como danos na bexiga (risco de perfuração), intestino, histerectomia, perda extrema de sangue requisitando assim transfusão, longa duração da operação e internamento hospitalar. Além disso, a maior risco de hematomas, infecção, trombose, complicações com anestesia e altos custos. (Pausa: Claaaro que esse não podia faltar na lista de Holandês e seguro de saúde, nénão? E eu pago 1.200€ por ano em seguro de saúde pra quê, sem quase nunca estar doente?)

Resultado sobre a natalidade
De acordo com um estudo Americano, em caso de parto normal após uma cesária a chance de mortalidade infantil é de 4 entre 10.000 partos, enquanto de numa cesária planejada a chance é de 1,4 em 10.000. No caso de ‘hypoxia’ (falta de oxigênio) num parto normal é de 0,08% (7,8 em 10.000). Metade desses casos são proveniente de uma ruptura do útero.
O caso de morte infantil em casos de ruptura de útero é mais alta que a taxa normal de mortalidade infantil. 12 em 10.000.

O risco de problemas respiratórios em uma cesária planejada é maior e dependente da duração da gestação. Por isso, em uma cesária planejada é aconselhado fazer a partir da 39ª semana, no qual o risco diminui de 8% (entre as semanas 37 e 38) para 5,5% entre a semana 38 e 39, para 3,4% depois da semana 39.

Counseling
Mulheres com uma cesária no histórico e sem complicações na atual gestação e sem contra-indicação para um parto normal devem ser informadas sobre as diferenças de parto.

Os riscos de uma tentativa de parto normal (TOL), inclusive as chances de uma próxima cesária e de uma cesária planejada devem ser medidos e verificados de acordo com a situação do paciente.

Além disso, deve ser conversado com o paciente o desejo de ter mais filhos. Já que quanto maior o número de cesárias, maior o número de riscos.

A definição do termo “couseling” é que ambas as opções de parto (normal ou cesária) estão abertas na conversa. No entanto, medo de parto normal normal é visto como uma razão errada para ser ter uma cesária, do qual também incluí vários riscos.

Compromissos/acordos entre médico e paciente devem ser feitos de forma clara a fim de limitar os medos do paciente. A decisão e compromissos devem ser documentados e de preferência antes da semana 37 da gestação.

Os seguintes riscos devem ser medidos e conversados:
- Chance de um parto normal em tentativas é de 72%-75%.
- Chance de ruptura de útero é 0.5 -1,5% (em contrações normais/naturais).
- Maior chance de ruptura de útero após uso de medicamentos para estimular contrações/ indução.
- Os riscos e benefícios de uma cesária.
- Se informar sobre desejo de mais filhos e levar isso em consideração na decisão do tipo de parto.
- Chances de placenta preavia e/ou accreta em outras gestações no caso de parto planejado.
- Decisão do que fazer caso a paciente tenha início de parto antes da data da cesária planejada.

Bem, agora que eu botei todo esse monte de informação aqui, na próxima vez eu coloco detalhes do meu novo plano de parto (geboorteplan) e vai ficar mais fácil entender as minhas escolhas. Também espero que ajude outras Brasileiras na mesma situação aqui na Holanda a tomarem suas decisões, além de que essas informações devem facilitar uma conversa com o(a) médico(a) sobre o seu parto.

Afinal de contas, uma pessoa bem informada vale por duas, não é mesmo? ;)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sobre o parto: opinião e dicas...

Ontem foi dia de controle da obstetrice.

Filhota que estava em 'stuitligging' (cabeça pra cima) virou e está em posição para parto normal.

Falando sério? Eu preferia que ela não tivesse virado, por que daí eu iria partir direto para uma cesarea.

[Detalhe para as grávidas na Holanda: Se o seu bebê estiver em posição contrária (stuitligging) mesmo que, a parteira ou ginecologista indiquem a tentar virá-la manualmente (na semana 37 ou 38), você pode recusar essa opção e optar pela cesarea. Você não é obrigada a se subter a esse tratamento. Ainda mais, por que isso não dá garantia nenhuma de que o bebê não voltará a virar de novo].

Como o meu primeiro parto foi cesarea não planejada e sob narcose geral (relato do parto, clique aqui), o meu 2o tem que ser feito no hospital e com acompanhamento do ginecologista devido ao risco de ruptura da cicatriz do parto anterior.

Até a semana 36 dessa gravidez o meu acompanhamento tem sido com as 'verloskundige' (parteiras 'de casa'). Aonde eu vou, são 3 que trabalham e se revezão. Não tenho problema com nenhuma delas. Na verdade, elas sempre foram muito simpáticas e seguiram todos os meus pedidos - incl. de ir para o hospital o mais rápido possível, como eu indiquei no meu plano de parto [Geboorteplan]da primeira gravidez. Agora em maio eu passarei a ter os meus controles com o ginecologista.

Ontem, numa conversa séria com a obstetrice que iniciou o parto do filhote, eu perguntei qual era a probabilidade de eu ter uma cesarea de novo. Os riscos e as experiências...

Na Holanda, dependendo muito também da razão por que o primeiro parto foi cesárea, o seguinte parto não quer dizer por definição cesarea. Na verdade, eles ainda partem do principio 'parto normal, a não ser que..'.

A minha obstetriz falou que ela indicaria o parto se iniciar naturalmente. Mas que, se caso a natureza indicasse problemas, que ela não me aconselhava a fazer o 'inleiding' (induzir o parto) e também, se caso a dilatação não correr naturalmente a não usar 'weeënopwekkers' (medicamento para estimular as contrações). Por que isso aumenta a força das contrações e estimula a pressão da cicatriz da cesarea anterior aumentando consideravelmente o risco de ruptura. Coisa que, se for por meios naturais, o risco é raro.

Achei que ela foi honesta e sincera. Pesquisei na net e o que ela falou condiz com as informações que eu achei.

Outra coisa que ela disse é que, a melhor maneira de saber se a cicatriz 'está rompendo' [ou querendo romper] é se você não tiver anestesia (peridural), por que a dor é diferente da contração de parto e eles conseguem identificar.

Com a anestesia, você não sente mais e aí pode ser tarde demais (deu até medo depois que ela falou isso!). No entanto, eu já descobrí na internet que os hospitais também tem um método ou medidor de pressão na região da cicatriz para saber os riscos de romper. E eu vou pedir/indicar que quero isso no meu 'plano de parto'.

[Acho triste que aqui na Holanda a mentalidade é de esperar que dê errado (entenda-se: rompa a cicatriz) pra fazer algo em vez de prevenir!]

O bom que todas essas informações vão me ajudar a me preparar psicologicamente para o parto, mas também vai me ajudar a elaborar o meu novo 'plano de parto' ou 'Geboorteplan' [dica do plano de parto - leia aqui].

Eu vou sim tentar deixar o parto se iniciar naturalmente, por que daí é o bebê que indica quando está pronto pra nascer. mas, se a dilatação estagnar de novo ou se o início do parto se atrazar, eu não aceitarei incentivos médicos. Pedirei cesarea. E pronto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dica: Babycarebrasil

BabyCareBrasil é uma fundação de uma mãe Brasileira em Eindhoven que coleta roupas de bebê do tamanho 50 à 92 e outros produtos como lençois, 'saco de dormir' (slaapzaken), fraldas de pano e acessórios pequenos para mandar para pessoas (mães) carentes no Brasil.

As roupas são divididas em 2 grupos: os tamanhos pequenos são empacotados e dados gratuitamente para as (futuras) mães pobres da sociedade.
O segundo grupo de roupas a partir do tamanho 74, são vendidos à preços de banana (1, 2 ou 3 R$) onde a renda é utilizada para pagar os custos de envio ou para mandar outros produtos para os cuidados de bebê.

Em total eles tentam enviar 8 pacotes ao ano. Cada pacote de 20kg custa 104 euros.

No Brasil, a mãe da fundadora organiza a distribuição junto com a ajuda da assitência social. No momento, essa ajuda é fornecida numa pequena cidade do Paraná. Principalmente as roupinhas de inverno são bem-vindas nessa região.

Essa iniciativa existe há 1 ano e meio e tem tido bons sucessos.

Pessoalmente, eu apoio esse projeto e acho uma ótima idéia! Além de que, me agrada muito fazer algo, mesmo que de longe, para o meu país de origem.

Enfim, fica aí à dica para as outras (e futuras) mamães.

Visite o site (pena que é tudo em Holandês!), participe ou passe a dica adiante! ;)

domingo, 12 de dezembro de 2010

(Ainda) Sobre gatos...

Enfim, depois de olhar milhares anúncios (thanks, Pink!), eu, finalmente, escolhí duas gatinhas.
Até chegar à decisão de qual, quantos e o sexo dos bichos, eu passei por um verdadeiro processo, levando tudo em consideração.

Em primeiro lugar o Yoda. O Yoda é macho (mas, castrado) para ele se adaptar a outro felino, no mundo dos gatos, é mais fácil ser for fêmea, por que para o macho é menos 'desafiante', vamos dizer assim...
Além disso, teria que ser filhote, 'crianças' aos olhos do Yoda também para ser mais fácil a adaptação.

Partindo desse princípio, eu sabia que o Yoda, mesmo assim iria estranhar e que vai levar um tempo para ele se acostumar. Também sabia que ele não estaria a fim de brincar como todo gatinho novo adora fazer. Por isso, eu acabei escolhendo duas em vez de uma. E achei mais fácil escolher duas irmãs, por que pelo menos, elas não se estranhariam entre sí.

Com isso em mente, eu fui à procura das opções. Como eu falei antes, tanto nos asilos de animais como na Katimo, eu olhei as possibilidades. O asilo logo que caíu fora das opções por que não tinha 2 filhotes (e da mesma ninhada). A maioria já são gatos mais idosos e adultos, o que seria (muito) mais difícil pro Yoda se acostumar.
Além disso, para minha surpresa e satisfação, depois de estar seguindo diariamente o site do asilo, eu vi que muitos gatos foram adotados!

Então, eu fiquei seguindo o site da Katimo e entrei em contato com eles. Eles marcam entrevistas pessoais para saber qual o gato que se adaptaria melhor a sua situação familiar. Infelizmente, muitos dos gatos que eles ajudam, são gatos que foram criados selvagemente à beira dos 'bosques' ou nas ruas (ou seja, muitos não são ou conseguem ser domesticados). Muitos foram maltratados ( um dos maiores motivos pelo qual eu queria adotar um deles), mas infelizmente também com doenças, umas conhecidas e outras não. Baseada na minha situação (com um filho pequeno e grávida do segundo) era melhor eu não arriscar. Mas, nem que seja para suaviar a minha consciência, eu dou apoio financeiro a essa instituição pelo ótimo trabalho (voluntário) que eles fazem.

No final das contas, escolhí por uma família que também adora gatos. A mulher tem 5 gatos e com a ninhada que duas fêmeas tiveram, ela estava com um total de 12 gatos em casa. Depois de muito conversar com ela, trocar fotos, mas também pesquisar outras advertências, eu acabei escolhendo por 2 gatinhas dela.

Eis aqui as novas 'madames' do pedaço que estão morando há uma semana na nossa casa:
Luna: na verdade, foi ela que me escolheu (e não eu a ela), por que quando eu entrei na casa da dona, ela veio deitar no meu braço. Enquanto, até então, ela não ía com ninguém de acordo com a dona... Foi a meiguice dela que conquistou o meu coração.. (minha irmã diz que ela tem algo no Sky e aquilo aperta o meu coração...)

Dormindo abraçadas numa caminha (no meu colo)

Luna e Jiggy

Jiggy

Luna


 Por que amor por gatos é hereditário...
O gato e as gatinhas...


Por fim, vale-se dizer que aqui na Holanda nenhum gato é de graça (ou deveria ser!). Nem mesmo da Katimo ou do asilo, onde eles cobram uma taxa pelos cuidados (entre eles, vacinas, a busca deles e etc...) e para manter a instituição funcionando. Em todos os lugares, seja no site da Katimo ou até mesmo no Marktplaats, há avisos que nenhum gato deve ser oferecido de graça por que tem gente que pega esses bichinhos para dar de comida à cobras (de estimação!) ou pelo pêlo dos bichanos. É claro que os preços de um gato 'simples' e um de raça variam bastante, mas o princípio é o mesmo. E com exceção dos 'fokkerij' (gatil de reprodução), a venda dos animais não é com ambições de lucro. 

Sei que esse tipo de princípio (e cuidado) é algo ainda impossível no Brasil ou em países do sul europeu, onde muitos bichinhos (gatos e cachorros na maioria) são abandonados na rua quando os 'donos' saem de férias ou coisas do gênero. É uma situação triste. Eu semprei adotei gatos abandonados. A própria mãe do Sky e Yoda eu tirei das ruas de Lisboa e trouxe pra Holanda. Até quando eu morava no Brasil, os vizinhos que tinham gatos 'indesejados' jogavam nos jardins da nossa casa e eu cuidava deles e ainda arranjava um bom lar pra eles, caso eu não pudesse mantê-los. Me lembro de fazer isso desde os meus 5 anos de idade...

Hoje em dia, eu digo que se animais pudessem escolher um país para emigrar, eles escolheria a Holanda, onde tem ambulância para animais (também é trabalho voluntário e com apoio de doações!), crematórios só para animais, onde a assistência pela perda de uma animal querido é levado tão a sério como a perda de um ser humano querido. Tem pensões maravilhosas para quando os donos saem de férias (não é gratuíto), tem hoteis e campings onde animais são bem-vindos e coisas do gênero...

Okei, queria escrever um post apresentando as novas meninas e acabei escrevendo um jornal... Enfim, é isso aí! Enquanto isso, aqui em casa tá uma bagunça geral!
Fui!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Da série: gatos

Nossa família vai aumentar novamente. Estou no processo de escolher mais um gatinho ou dois...
É difícil por que tem muitos gatinhos precisando de bons donos (como nós).

Achei um gatil que está oferecendo umas gatinhas lindas (à venda) e fiquei encantada. Também estou trocando e-mails com a dona que dá para notar gosta tanto dos felinos quanto eu.

Olha as gatinhas que estou pensando em adotar:
 Jiggy
P.epper. Detalhe: essa gatinha tem nas patas dianteiras um quinto 'dedo' na patinha. (veja a 2a foto da montagem). Uns dizem que é defeito, outros dizem que é uma característica original da raça Maine Coon...

E vejam agora as fotos do papai: Gringo 



E a mãe : 2-faces?

O meu dilema é que também tem tantos gatinhos abandonados nos asilos e em algumas instituições
Um dos exemplos dessas instituições eu quero mostrar aqui. A KATIMO.
É comum na Holanda famílias ou pessoas apoiarem algum tipo de instituição de caridade. A maioria é relacionada ao ser humano. Pacientes com câncer, reumatismo, criançãs, educação em países subdesenvolvidos, etc. Mas, de animais não são muitos.




Eu faço doação mensal pra Katimo que ajuda gatos em dificuldades. Muitas vezes eles tem gatos para serem adotados.  E eu fico com um sentimento de culpa em não dar uma boa oportunidade para um desses bichinhos!. Por isso, estou considerando adotar uma das gatinhas acima e um gatinho do KATIMO. Afinal, todos os gatos independente do berço de nascimento merecem uma boa vida...

Quem tiver interesse, quem gostar de gatos e pensar em adotar um bichinho (ou participar dando doações pelo ótimo trabalho que eles fazem), visite o site deles: http://www.stichtingkatimo.nl/

O que fazer? Como escolher?...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dicas...

Okei, estou montado uma lista de dicas para postar aqui, mas eu não podia deixar de passar essas 2 logo aqui!

PDF para EPub

Para quem ler livros digitais seja em eReader ou Ipad e quiser converter documentos de PDF para EPub, basta ir neste site: http://www.epub2go.com/.
É de graça e fácil de usar.

Se você tem o PDF salvo no seu computador, basta fazer o upload e rapidamente o documento é convertido online. Depois é só salvar de novo no seu computador numa outra pasta ou com outro nome. E pronto! Transfira para o seu eReader ou Ipad e seja feliz!!! :)

Dropbox

Mais um serviço de graça e espetacular!
Instale o programinha no seu laptop, computador, Ipad, Iphone e todo documento, foto, música que salar no ficheiro do Dropbox poderá ser acessado de qualquer computador em qualquer lugar do mundo. Se eu não estou enganada, 2 gigas é de graça, se você precisar de mais, é possível, mas tem que se pagar pelo serviço.
Eu uso o serviço de graça e acho fantástico!!!

http://www.dropbox.com/

PS: serve para todos os tipos de computadores!

Advogados Brasileiros na Holanda

Estou há um tempão para postar isso aqui, mas eu sempre esqueço. Hoje vai!

Blog Advogados Brasileiros na Holanda (http://www.advogadosbrasileiros.nl/). 
Para Brasileiros advogados que estão chegando por aqui e que ainda estão meio perdidos sobre que caminho profissional tomar. E talvez possa ser útil também para profissionais em áreas relacionadas ao direito.

A iniciativa é da Joyce Dias.

Fica aí a dica!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aos Paulistas e Paulistanos…

A viagem deste ano ao Brasil vai me levar 3 x à capital Paulista. Eu resolví seguir a dica da maioria e vou ficar perto do Ibirapuera. Além disso, estou planejando ir passar uns dias no ‘interior’ em algum lugar legal.

Eu já tinha perguntado aqui por dicas fora da capital e a Jô me indicou o Bourbon Atibaia. Não sei se algum leitor daqui já foi lá, mas realmente me parece um lugar legal para se ficar e não muito longe da capital. Infelizmente eu já entrei em contato com eles 2 vezes e até agora eu não recebí uma resposta. O que não me agrada muito e por isso, já estava até olhando outras opções. Foi aí que batí os olhos em Guarujá. Também não muito longe de Sampa (meu critério principal!) e que parece ser uma boa e agradável escapada da capital (?).

Além disso, nos daria a oportunidade de estar perto da praia. Eu tenho plena consciência em que meados de setembro não é época de se ir à praia nesta região. Mas, vejam bem, eu realmente não planejo banho de mar. O que vale pra mim é a vista! Adoro vista pro mar, andar no calçadão e ouvir barulho das ondas. Eu, de fato, não sou do tipo que preciso entrar no mar pra curtir, por que se fosse, eu iria mesmo pras praia do norte e nordeste onde a água tem 28 graus de temperatura e não entre 15 e 20 graus. E gente, eu vi uns lugares (hoteis, resorts) que parecem ser bons alí. O que me deixou empolgadinha!

Mas aí vem o meu monte de perguntas!

Eu fico me perguntando se não chove muito nessa época? De acordo com a informação geral da região, dizem que não, que chove mais no verão. No entanto, eu fico com o pé atrás. Será que não é realmente melhor escolher um lugar no interior? Cheguei a considerar Campos de Jordão ou aquela parte das fontes de água, mas é looonge pacas [para termos Holandeses! ;)]! E eu não quero ir mais longe do que 1hora e meia de Sampa.

E se o litoral for uma boa opção, há ainda melhores opções que Guarujá ou nas vizinhanças?

E aí? O que vocês me dizem??!

BTW: É impressão minha ou hotel (bom) em Sampa é caro mesmo, heim?!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dicas de lugares para se visitar na Holanda

Volta e meia alguém me pede dicas de lugares (românticos) na Holanda para visitar ou passar um fim de semana. Resolví então fazer uma pequena lista com dicas de lugares diferentes e menos conhecidos dos que os famosos pontos turísticos como Amsterdam, Den Haag (Haia), Rotterdam (so not romantic!). Além disso, a lista incluí vilarejos e não somente cidades grandes, com diversidades como história & natureza, ambiente romântico e shopping.

Para quem procura um passeio diferente na Holanda, aqui vão algumas dicas:

Valkenburg:

Escolhida diversas vezes pelos próprios Holandeses como a cidadezinha mais bonita da Holanda. É rica em história, ambiente romântico com direito a vários passeios e tem bons restaurantes. Só de passear pelas ruas do vilarejo que fica há alguns quilômetros de Maastricht já é bastante aconchegante. Valkenburg é uma boa pedida durante o ano inteiro, até mesmo na época de Natal (com direito ao Mercado Natalino dentro das grutas!), já que durante o inverno é um lugar bastante romântico e que atiça a vontade de tomar um chocolate quente com chantilly à beira de uma lareira...




Maastricht:

Maastricht é cidade grande para as definições Holandesas e tem uma população de aproximadamente 118.000 habitantes. É famosa por sua gastronomia, por suas lojas e pela sua arquitetura. Além disso, é junto com Nijmegen, a cidade mais velha da Holanda.
É um ótimo lugar também para se visitar, assim como suas vizinhanças (por ex. Valkenburg) durante o ano inteiro.

Uma pequena dica pessoal. Dois dos meus lugares preferidos em Maastricht são a livraria da Selexys numa antiga igrega Domenicana e o ‘mercado de comida’ com várias ‘lojinhas’ de comida em que você pode experimentar um pouco de tudo (além também de seguir workshops de cozinha).

- A livraria
- mercado de comida




Detalhe: Todo mundo conhece a história dos 3 mosqueteiros e todo mundo conhece D’artgnan, mas sabiam que D’artagnan morreu numa batalha em Maastricht?

Ilhas do mar do norte: Texel, Terschelling..

Para quem gosta de praia mesmo com água fria, as ilhas do mar do Norte são a grande pedida. Elas são legais para fazer passeios e andar pelas dunas.


Terschelling

Giethoorn:
É um vilarejo bem pequeno, mas é bem conhecido como A Veneza da Holanda. É um lugar cheio de canais e casas típicas e com acomodações à moda antiga. Essa dica é para quem procura um lugar pequeno e tipicamente Holandês para fazer passeiozinhos de barco e passar um fim de semana fora.


Delft:
Delft é um dos lugares mais turísticos Holandeses e basta você passear pela cidade vilha que você inspira a época dos grandes pintores Holandeses como Rembrandt e Johannes Vermeer (famoso pela pintura da ‘Moça com brincos de pérolas”). Além disso, foi aqui que o ‘fundador’ (não tensionado) da Holanda codinome Willem van Oranje foi assassinado e onde há também a catedral onde todos os falecidos membros da família real estão enterrados.


Vaals - drielandenpunt:
Vaals - O Ponto onde os 3 países se encontram 'Bélgica, Holanda e Alemanha' é um pequeno vilarejo e legal para fazer caminhadas ou passeios de bicicleta durante a primavera e verão.



Nijmegen:
A cidade mais antiga da Holanda com mais de 2000 anos é legal para passear e fazer shopping. Durante o verão é ótimo sentar num café ao pé do Waalkade e admirar a paisagem.


Franeker:
Um vilarejo pequeno de 13.000 habitantes na província de Friesland e é famosa por ser um dos vilarejos da famosa competição de patinação no gelo ao ar livre conhecida como Elfstedentocht.



Middelburg:
Uma das cidades conhecidas por sua beleza, mas não tanto turística quantos outras cidades mais famosas na Holanda. Middelburg também não é uma grande cidade com os seus 40.000 habitantes, mas oferece várias opções de lazer e passeio para além da cidade que se encontra na província de Zeeland. Durante o verão essa é a província mais visitada da Holanda pelos Holandeses, por que oferece também bastante passeios de natureza e praia para quem gosta de uma (mesmo que para o gosto Brasileiro, a água seja sempre gelada o ano inteiro!...)





E por último, uma dica nas redondezas de Middelburg...

Veere:
É um encantadora antiga cidadezinha portuária. Também para quem gosta de fazer passeios de barco...





Enfim, isso foram algumas das minhas dicas de lugares (não todos famosos) para se visitar na Holanda.

Falta agora eu fazer uma lista de lugares na Bélgica para se visitar, mas essa fica para uma próxima!

Para quem seguir alguma dica, bom proveito e me diga depois o que achou! ;)
Fui!